Blusa com a frase "Salve a Terra. Aborte uma criança."
Baseando-se no aborto
A importância que a cultura americana tem colocado sobre o aborto como um equalizador entre os sexos foi o raciocínio central da Suprema Corte usado para defender sua decisão do caso Roe em 1992: “Por duas décadas de progresso econômico e social, as pessoas tem organizado relacionamentos íntimos e feito escolhas que definem a sua opinião de si mesmos e seus lugares na sociedade, na dependência da disponibilidade do aborto em casos em que a contracepção falha. ” O Tribunal passou a dizer que ” a capacidade das mulheres para atuar na sociedade “, baseou-se largamente sobre a disponibilidade do aborto.
Em outras palavras, nós já nos acostumamos a não ter que mudar muita coisa na nossa sociedade orientada para o mercado para permitir às mulheres entrarem em nossos colégios e locais de trabalho em pé de igualdade com os homens. Não estamos interessados em garantir às mulheres a capacidade de agir na sociedade – para ter um lugar na sociedade – se elas não estão imitando os homens. Não podemos nos dar ao luxo de fazer o trabalho muito mais difícil de criar ambientes que acolham as mulheres que têm filhos – o que, naturalmente, é a grande maioria das mulheres. Em vez disso, vamos continuar a dizer às mulheres que Roe disse a elas uma geração antes. Você escolhe: seu bebê ou a si mesma, o seu bebê ou o seu futuro, o seu bebê ou o seu sucesso, este é um mundo de homens, e é melhor você se tornar como um homem – ou seja, não grávida – se você quiser ter sucesso. Não é nenhuma surpresa que mais de 30 anos após a segunda onda – a onda de aborto – do movimento de mulheres, estudos mostram que as mulheres ainda estão perplexas sobre como combinar a carreira e a família. O aborto usurpou um feminismo pioneiro que procurou influenciar a sociedade a reconhecer a dignidade das mulheres distintas. Ao fazer isso, ele antecipou soluções para a questão de como as mulheres podiam desempenhar o seu papel único como mães durante a sua participação na sociedade em geral. Cada vez mais mulheres jovens estão a abordar o problema em seu próprio caminho: as mulheres altamente qualificadas estão passando por cima de sua carreira profissional para ter filhos, deixando as portas abertas para reentrar no mundo profissional mais tarde na vida.
Hoje, mais mulheres estão desafiando a idéia feminista pró-aborto de que seus filhos são um fardo para o sucesso e para a igualdade. Mulheres comuns querem ser honradas como as mulheres – para não ter que sacrificar seus filhos para a igualdade com os homens. As mulheres estão começando a perceber que tinham aderido a idéia de que uma mãe tem um valor muito menor do que uma pessoa totalmente engajada profissionalmente. Durante uma época em que a maternidade era reverenciada muito mais do que é hoje, o presidente Theodore Roosevelt disse: “[a mãe] é o componente mais importante e indispensável da sociedade.” O trabalho dos homens, disse ele, “não é tão difícil ou tão responsável quanto o trabalho de uma mulher que está cuidado de uma família de crianças pequenas …. Eu acho o direito da mulher o mais importante, o mais difícil, e o mais ilustre dos dois ” No mundo profissional, uma mulher muitas vezes se sente dispensável – que muitas outras pessoas poderiam executar o seu trabalho tão bem – mas ninguém pode ser igual a uma mãe no cuidado e educação que proporciona aos seus filhos. Infelizmente, um feminismo que coloca a luta pelo aborto no centro da sua cruzada tem convencido muitas mulheres de que seu status social e poder são mais valiosos que a própria vida dos seus filhos e a influência que elas têm no mundo através do seu trabalho como mães.
Alguns cientistas sociais têm argumentado que tal um feminismo, tendo dirigido um número sem precedentes de mães com filhos pequenos para a força de trabalho a tempo integral durante as últimas décadas, é o principal responsável pela dificuldade atual que a maioria das mães solteiras tem face às despesas. Afinal, o poder financeiro da renda familiar dupla – a norma hoje – elevou o preço das necessidades da vida. Enquanto famílias com dois pais com renda provinda do trabalho de apenas um dos dois, luta e faz sacrifício para permitir que um dos dosi fique em casa com crianças, mães solteiras – responsáveis tanto pelo ganhapão como pela criação da filhos – são confrontados com um obstáculo financeiro quase intransponível.
Qual é a resposta do lobby pró-aborto frente à “feminização da pobreza” que eles próprios ajudaram a criar? O pronto acesso ao aborto financiados pelo governo. E feministas “pró-escolha” não limitam a sua pretensão de representar as mulheres pobres às nossas costas, pois elas acreditam que todas as mulheres atingidas pela pobreza do mundo merecem o pronto acesso ao aborto livre.
Foi precisamente este elemento elitista do movimento do aborto que primeiro sacudiu-me a repensar a minha posição “pró-escolha” que eu mantinha nos primeiros anos de faculdade. Estava estudando em Washington, DC, durante um semestre do penúltimo ano e estagiando com um pequeno propósito que ajudou legislaturas estaduais em seus esforços de reforma da previdência. Como me tornei imersa nos problemas dos pobres – especialmente as mulheres pobres – eu cresci enojada com o argumento divulgado pelos defensores do aborto de que a disponibilidade do aborto iria levantar as mulheres da pobreza. O pensamento de que nós (EUA), como uma nação rica, afirmaríamos resolver os problemas dos pobres ajudando-os a se livrarem de seus próprios filhos, assombrou-me.
Muitos que possuem a posição “pró-escolha” mantem-na porque acham que o aborto constitui um meio para controlar o peso do lugar pobre sobre o resto da sociedade. O juiz Blackmun, autor do parecer da Suprema Corte no caso Roe, sintetizou essa visão trágica em um caso mais recente em que ele discordou da recusa da maioria de exigir dos contribuintes para financiar abortos (V. Beal da Silva). Blackmun disse que o custo do aborto eletivo “é muito inferior ao custo da assistência à maternidade e parto”, bem como “os custos de segurança social que geram encargos para o Estado inerentes aos novos indigentes o apoio que se deve dar a eles longos anos pela frente …”. E assim, ele continuou a dizer, sem o financiamento do contribuinte direcionado ao aborto para os pobres, o câncer da pobreza crescerá.”
A confiança da América (EUA) no aborto tem aliviado a nossa cultura dos custos associados à criação de um ambiente verdadeiramente acolhedor às mulheres e seus filhos. Se uma nação tão rica como a nossa (EUA), estivesse realmente comprometida com a igualdade das mulheres e seu bem-estar, deveria procurar soluções reais para as causas do aborto – incluindo o sério desafio que as mulheres encontram de equilibrar o trabalho ou a escola com a família, o desrespeito à maternidade, a feminização da pobreza, e repúdio da sociedade para a imperfeição e a vulnerabilidade das pessoas com deficiência.
Este momento marca a história em um momento de oportunidade política e cultural, quando, 32 anos após a passagem de Roe v. Wade, a administração, o Congresso, e grande parte do país parecem estar prontos para encontrar uma outra maneira. Enquanto a grande mídia persiste em confundir o público sobre a sua posição sobre o aborto, as pesquisas mostram que a maré está virando. Um bom número de cerca de 75 a 80 por cento dos americanos discordam com as razões que fundamentam 95 por cento de todos os abortos. Apenas cerca de um quinto dos americanos acreditam que o status quo deve ser mantido, que o aborto deveria ser permitido em qualquer momento durante a gravidez, por qualquer motivo.
Esta é uma adaptação do texto em inglês escrito originalmente por Erika Bachiochi.
É a continuação do post “O aborto fere a natureza feminina”
Fonte: CNA
O objetivo dessa série de posts sobre o aborto com enfoque na saúde da mulher foi combater as idéias feministas que alegam que a mulher tem direito de escolher entre abortar ou não porque é dona do seu corpo e sabe o que é melhor para si. Através das idéias expostas, percebe-se que o aborto, além de um assassinato cruel e covarde, é uma ameaça à característica feminina mais peculiar, a maternidade. Assim, mulheres, abortar pode privar-nos de gerarmos vida em nosso seio. Que nós não deixemos o Brasil se tornar um EUA para percebermos a nocividade do aborto. Vale ressaltar que não concordo com todas as idéias de Erika Bachioch porque ela se coloca como uma feminista católica e, como mulher católica, eu sei muito bem que qualquer tipo de feminismo fere a fé que defendo. Dignidade feminina, sim. Feminismo, não.
Nossa Senhora do Bom Parto, rogai por nós!http://reporterdecristo.com/abortando-para-combater-a-pobreza/
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Só será aceito comentário que esteja de acordo com o artigo publicado.