ihu - Nesta semana o Papa Francisco visita a Coreia do Sul tendo em vista participar da 6ª Jornada Asiática da Juventude,
o que será a terceira viagem internacional do pontífice. Na ocasião,
estará visitando um país que tem vivenciado transformações religiosas
consideráveis nas últimas décadas. Aqui apresentamos seis fatos sobre o
cristianismo na Coreia do Sul.
O texto é de Phillip Connor, pesquisador associado do Projeto Vida Pública & Religião do Centro de Pesquisas Pew, publicado por Pew Research, 12-08-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.
1) A Coreia do Sul não possui um
grupo religioso majoritário. A sua população inclui uma pluralidade de
pessoas sem afiliação religiosa (46%) e parcelas significativas de
cristãos (29%) e budistas (23%). A atual presidente do país, Park Geun-hye, é ateia com ligação com o budismo e o catolicismo, segundo o Conselho de Relações Exteriores.
De vermelho à direita, vê-se a parcela de cristãos no contexto da população total da Coreia do Sul. (Centro de Pesquisa Pew)
2) Em 1900, apenas 1% da população do país era
de cristãos, mas muito devido aos esforços de missionários e igrejas, o
cristianismo cresceu rapidamente na Coreia do Sul ao
longo do século passado. Em 2010, cerca de 3 de cada 10 sul-coreanos
eram cristãos, incluindo membros da maior igreja pentecostal do mundo, a
Igreja do Evangelho Pleno, ligada à ilha de Yoido, em Seul.
3) A maioria dos cristãos na Coreia do Sul
pertence a denominações protestantes, incluindo as igrejas
presbiteriana, metodista e batista além de outras pentecostais. Desde
1980, no entanto, a parcela da população sul-coreana que pertencia a
denominações e igrejas protestantes permaneceu, relativamente, estável
na proporção de 1 em cada 5. Os católicos cresceram em sua parcela
dentro da população geral, de 5% em 1985 para 11% em 2005, segundo o
censo local. O crescimento de católicos ocorreu em todos os grupos
etários, entre homens e mulheres e em todos os níveis educacionais.
Imagem que mostra as opiniões favoráveis sobre o Papa Francisco na Coreia do Sul e nos EUA. (Centro de Pesquisas Pew, 2014)
4) Cerca de 11% apenas dos sul-coreanos são
católicos, mas uma pesquisa feita em março descobriu que a população do
país tem uma opinião positiva sobre o Papa Francisco.
Mais de 8 em cada 10 sul-coreanos (86%) disseram ter uma opinião
favorável do papa, um índice mais alto do que a parcela de americanos
(66%) que tiveram uma visão favorável dele em fevereiro. (Entre os
católicos americanos, uma parcela equivalente a 85% disse ter uma
opinião favorável do pontífice.)
5) A parcela de cristãos na Coreia do Sul
(29%) é muito menor do que a parcela de cristãos entre os
coreano-americanos que vivem nos EUA. Quase três quartos dos
coreano-americanos (71%) são cristãos, sendo 61% protestantes e 10%
católicos.
Análise
religiosa dos cristãos coreano-americanos e sul-coreanos. A parcela de
coreano-americanos cristãos (71%) é muito maior do que a parcela de
cristãos sul-coreanos (29%). (Centro de Pesquisas Pew)
6) A partir de 2012, a Coreia do Sul
teve níveis baixos de restrições governamentais ou hostilidades sociais
para com ou entre grupos religiosos, com base em análise recente feita
pelo Centro de Pesquisas Pew. De fato, as restrições religiosas na Coreia do Sul
são menores do que nos EUA, e mais baixas do que o nível médio das
restrições religiosas na região da Ásia-Pacífico, como se pode ser no
gráfico.
Gráfico
que mostra dados das restrições religiosas nos EUA e Coreia do Sul com
base numa escala de 0 a 10 pontos. (Centro de Pesquisas Pew)
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