segunda-feira, 2 de março de 2026

Especialista Em Pio XII: Nenhum Historiador Sério Pode Chamá-Lo De “Papa De Hitler”


No 150o aniversário do nascimento de Pio XII, Emilio Artiglieri presta homenagem ao pontífice do final da guerra e desafia uma campanha de difamação de longa data que inclui um novo filme da Netflix.

O Papa Pio XII rezando em uma foto sem data.
Papa Pio XII rezando em uma foto sem data. (foto: Vatican Media / Vatican Media)

 

 

 

O dia 2 de março marca o 150o aniversário do nascimento de Eugenio Pacelli, que se tornou o Papa Pio XII e cuja vida e pontificado permanecem entre os mais estudados e debatidos do papado moderno.

Para marcar a ocasião, o Registro conversou em 27 de fevereiro com Emilio Artiglieri, presidente do Comitê Papa Pacelli – Associação Pio XII, que há muitos anos realiza eventos culturais em Roma para incentivar a discussão histórica sobre ele, e destacar seus amplos ensinamentos sobre teologia, moralidade, sociedade e bioética.

Artiglieri também discute se a “lenda negra” que tem procurado manchar o falecido pontífice por muitos anos conseguiu; um novo filme que tenta ainda mais enegrecer seu nome; como Pio poderia ter lidado com o impasse da FSSPX-Santo Sé de hoje, e por que o falecido pontífice continua a inspirar tanto a devoção quanto o interesse acadêmico. 

SIM: O DADO FOI LANÇADO.

 https://adelantelafe.com/wp-content/uploads/2026/02/f.jpg 

 

Por Juan Calderón Dardo

 

Franco e cordial. Com essa expressão, ambos os lados definem o momento que marca o fim das considerações e a futilidade da argumentação, dando lugar aos "fatos". A sorte está lançada. 

O "franco e cordial" não é, de forma alguma, hipocrisia diplomática. Ambos os lados declararam claramente suas posições, sem as ambiguidades às quais se acostumaram. "Não pretendemos discutir nem o Concílio nem a reforma litúrgica", diz um lado, e o outro, "não pretendemos aceitar nem o Concílio nem a reforma litúrgica". Mas, além desses pontos que documentam e enquadram a disputa, ambos sabem que existe um abismo espiritual entre eles, razão pela qual não há mais espaço para ressentimentos por questões triviais. Talvez alguns digam que não há "cordialidade" quando ameaças são brandidas, mas insisto que a declaração não é mentirosa. Quem declara abertamente sua posição e exibe um porrete abre o coração. Anúncios de sanções explícitas e definidas não excluem nem a franqueza nem a cordialidade. Quando o clube não está escondido atrás das costas, todo homem de verdade aprecia a possibilidade de uma boa briga, cara a cara e de coração aberto. 

domingo, 1 de março de 2026

TRIBUNA: O sentido pelo qual somos Filhos de Deus

TRIBUNA: O sentido pelo qual somos Filhos de Deus 

 

Por Carlos Prosperi

 

Para Santo Tomás de Aquino, a temática sobre a filiação do homem com Deus tem nuances importantes. Não é possível resolvê-la com uma simples afirmação ou negação, mas distingue três níveis bem definidos no modo como podemos predicar essa filiação de Deus.

Segundo o Doutor Angélico, todos os seres têm uma relação especial com Deus, já que, como Criador de todo o universo, tem um amor especial por todas as suas criaturas. No entanto, somente os seres racionais podem se chamar propriamente “filhos”, e isso ocorre em graus distintos.

Ao dizer seres racionais, não se refere simplesmente à capacidade de raciocinar, no sentido de seguir procedimentos lógicos para chegar a determinadas conclusões, mas a ser participantes do Logos divino.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Não somos todos filhos de Deus

Não somos todos filhos de Deus
Retorno do filho pródigo - Murillo

  

A fórmula piedosa e reconfortante "Somos todos filhos de Deus" está presente na linguagem cotidiana, tanto dentro quanto fora da Igreja, e é repetida em homilias e catequeses, e até mesmo em funerais, especialmente funerais. É uma bela frase, reconfortante e fortalecedora, então qual é o problema? Bem, o problema, e não é um problema menor, é que essa afirmação, tomada literalmente, não é verdadeira. Ela contradiz diretamente o ensinamento bíblico e a doutrina constante da Igreja.

O Novo Testamento não fala de filiação divina universal, mas de uma incorporação em Cristo que transforma o homem ontologicamente. São João estabelece uma distinção que não deixa espaço para interpretações indulgentes: “Para aqueles que a receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1,12). A perífrase aspectária ingressiva é inequívoca: “tornar-se”. São Paulo dá-lhe a categoria sacramental: «Recebestes um espírito de adoção filial» (Rm 8:15); «para que recebamos a adoção» (Gl 4:5). A palavra-chave é “adoção”. E os Padres da Igreja insistem nessa ideia com uma clareza de que hoje, demasiados, parece desconfortável: São Irineu escreve que o Filho de Deus «fez-nos o que devemos fazer a nós o que Ele é»; Santo Atanásio a cunha numa frase que se tornou clássica: «Deus se fez homem para que o homem se tornasse deus» (De Encarnação, 54) e São Tomás explica-a na maioria I-II, q.110). Mesmo o novo Catecismo preserva essa linha, quando afirma que a graça «nos torna filhos adotivos e participantes da vida divina» (CEC 1997).

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...