Que a Virgem de Nazaré, tenha sido mesmo virgem, este é um dado
claramente atestado no Novo Testamento. Os Evangelhos de Mateus e Lucas
não deixam lugar para dúvidas de que Maria era virgem no tempo de
conceber o Filho de Deus.
v.18 “[…] e, antes de coabitarem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo”.
v.20 “[…] não tenha medo de receber Maria como esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo”.
v.23 “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho […]”
Por isso, os primeiros Padres da Igreja e os primeiros credos sustentam sem exceção a verdade da concepção virginal. Por que a Igreja sempre insistiu que os cristãos creiam em Jesus ‘nascido da Virgem Maria’? Porque a maternidade virginal de Maria é a garantia da divindade e da humanidade de Jesus.
No Símbolo dos apóstolos, no credo de Nicéia, nos primitivos credos batismais de Roma e África, os cristãos professavam constantemente crer em Jesus ‘nascido da Virgem Maria’. Para os primeiros cristãos, crer em Jesus era crer na virgindade de Maria.
Por tanto, nós católicos professamos que ‘a Santíssima Virgem Maria’, foi virgem antes do parto, no parto e depois do parto. Cremos que somente teve um filho, Jesus, e este foi gerado por obra e graça do Espírito Santo.
Muitos cristãos não católicos, hoje em dia, não compartilham a mesma opinião. Por isso queremos aprofundar esse tema a luz do que a palavra de Deus nos ensina.
Estudaremos agora os argumentos que nossos irmão não católicos utilizam para afirmar que Maria não permaneceu sempre virgem.
“Não é ele o filho do carpinteiro? Não se chama a mãe dele Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E as suas irmãs não vivem todas entre nós?” (Mt 13,55-56).
“Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, Joset, Judas e Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós? E se escandalizavam por causa dele” ( Mc 6,3).
“Chegaram então sua mãe e seus irmãos e ficando do lado de fora, mandaram chama-lo. Disseram-lhe: “Eis que tua mãe, teus irmãos e tuas irmãs estão lá fora e te procuram” ( Mc 3,31-32).
“Todos estes unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus, e com seus irmãos” (At 1,14).
Se estudarmos mais a fundo a Bíblia poderemos ver que a palavra irmão é utilizada em quatro contextos:
1) Para indicar irmãos de sangue (filhos da mesma mãe e do mesmo pai): como utiliza a Bíblia para definir o parentesco entre Caim e Abel (porque são filhos de Adão e Eva). “O homem conheceu Eva, sua mulher; ela concebeu e deu à luz Caim, e disse: ‘Adquiri um homem com a ajuda de Iahweh. Depois ela deu também à luz Abel, irmão de Caim” (Gn 4,1-2). Neste exemplo Caim é irmão de Abel porque são ambos filhos de Adão e Eva.
2) Para indicar familiares ou parentes: “Abrão disse a Ló: ‘Que não haja discórdia entre mim e ti, entre meus pastores e os teus, pois somos irmãos” (Gn 13,8). Nesta passagem vemos Abraão chamando Ló de irmão, quando realmente Abraão é seu tio: “Eis a descendência de Taré: Taré gerou Abrão, Nacor e Arã. Arã gerou Ló.”
O mesmo sucede com Labão que chama Jacó de seu irmão apesar de ser seu tio (cf. Gn 29, 12-15).
3) Para indicar membros do mesmo povo ou tribo: “Naqueles dias, Moisés, já crescido, saiu para ver os seus irmãos, e viu as tarefas que pesavam sobre eles; viu também um egípcio que feria um dos seus irmãos hebreus” (Ex 2,11). Nessa passagem vemos que a Bíblia narra como Moisés viu que golpeavam um hebreu, e por ser de seu mesmo povo a Bíblia disse que é um de seus irmãos.
4) Para indicar irmãos espirituais: “Ele perguntou: quem é minha mãe e meus irmãos? E, repassando com o olhar os que estavam sentados ao seu redor, disse: ‘eis minha mãe e os meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mc, 3,33-35).
Esta diversidade do uso da palavra irmão é porque no aramaico (que era a língua de Jesus e seus discípulos), não havia um equivalente a primo, primo em segundo grau e outros, de modo que costumava ser usado em vez disso, a palavra “aja” = irmão, e era mais fácil dizer “irmão”, que “o filho da irmã de meu pai.”
Uma breve conclusão sobre esse primeiro argumento: Quem seriam esses “irmãos” de Jesus então? Seriam os parentes próximos de Jesus. Disso há várias provas: a) é o modo bíblico de falar como vimos nos exemplos acima; b) Tiago e José (chamados em Marcos 6,3 e Mateus 13,55 “irmão de Jesus) são em verdade filhos de outra Maria, como se sabe lendo, mais adiante, Marcos 15,40.47 e 16,1; Mateus 27,56; c) Jesus moribundo não teria confiado sua Mãe ao Discípulo amado (que era filho de Zebedeu) caso tivesse tido outros irmãos carnais.
v.7 “e Maria deu à luz o seu filho primogênito […]”.
Isso é falta de aprofundamento da palavra de Deus. Pois ‘primogênito’ não é um termo cronológico, de sucessão, de quantidade, ‘primogênito’ é um termo litúrgico. Para os judeus o que importava era cumprir a lei do culto que estabelecia que todo o varão primogênito seria consagrado a Deus e por isso ao seu primeiro filho chamavam primogênito ainda que não sabiam e haveriam de ter mais filhos depois.
A palavra ‘primogênito’ é utilizada para significar preeminência, predileção, a importância de um filho predileto, consagrado e receptor das bênçãos da primogenitura.
Por fim, veremos o último argumento usado para afirmar que a Virgem Maria teve mais filhos.
Essa palavra ‘até’ para algumas pessoas significam que não houve nada antes, mas depois de dar a luz sim houve algo. É importante esclarecer que a palavra ‘até’ na Bíblia não sempre significa que depois teve algo. Por exemplo, vejamos alguns textos que mostram isso.
“Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo.” (Mt 28,20). Isto significa que Jesus não estará conosco depois do fim do mundo? Não, a passagem não está dizendo isso, somente está fazendo especial ênfase em que não nos abandonará até o fim do mundo.
“E Micol, filha de Saul, não teve filhos até o dia de sua morte” (2Sm 6,23). Será que Micol depois da morte teve filhos? Não, não teve filhos, simplesmente quem escreveu quer colocar ênfase especial em que não teve mais filhos.
Então, em Mateus 1,25 o evangelista não estava afirmando que José conheceu (teve relações) Maria depois de dar a luz, senão estava dando ênfase em que Jesus nasceu sem intervenção de José.
Vejamos o que diz o dado bíblico:
Em São Mateus 1,18-25 encontramos quatro referências à virgindade da Mãe de Jesus:v.18 “[…] e, antes de coabitarem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo”.
v.20 “[…] não tenha medo de receber Maria como esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo”.
v.23 “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho […]”
- 25. “e, sem que José a tivesse conhecido, ela deu à luz um filho […]”.
Por isso, os primeiros Padres da Igreja e os primeiros credos sustentam sem exceção a verdade da concepção virginal. Por que a Igreja sempre insistiu que os cristãos creiam em Jesus ‘nascido da Virgem Maria’? Porque a maternidade virginal de Maria é a garantia da divindade e da humanidade de Jesus.
No Símbolo dos apóstolos, no credo de Nicéia, nos primitivos credos batismais de Roma e África, os cristãos professavam constantemente crer em Jesus ‘nascido da Virgem Maria’. Para os primeiros cristãos, crer em Jesus era crer na virgindade de Maria.
Por tanto, nós católicos professamos que ‘a Santíssima Virgem Maria’, foi virgem antes do parto, no parto e depois do parto. Cremos que somente teve um filho, Jesus, e este foi gerado por obra e graça do Espírito Santo.
Muitos cristãos não católicos, hoje em dia, não compartilham a mesma opinião. Por isso queremos aprofundar esse tema a luz do que a palavra de Deus nos ensina.
Estudaremos agora os argumentos que nossos irmão não católicos utilizam para afirmar que Maria não permaneceu sempre virgem.
- a) Argumento 1: A Bíblia fala dos irmãos de Jesus
“Não é ele o filho do carpinteiro? Não se chama a mãe dele Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E as suas irmãs não vivem todas entre nós?” (Mt 13,55-56).
“Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, Joset, Judas e Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós? E se escandalizavam por causa dele” ( Mc 6,3).
“Chegaram então sua mãe e seus irmãos e ficando do lado de fora, mandaram chama-lo. Disseram-lhe: “Eis que tua mãe, teus irmãos e tuas irmãs estão lá fora e te procuram” ( Mc 3,31-32).
“Todos estes unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus, e com seus irmãos” (At 1,14).
Se estudarmos mais a fundo a Bíblia poderemos ver que a palavra irmão é utilizada em quatro contextos:
1) Para indicar irmãos de sangue (filhos da mesma mãe e do mesmo pai): como utiliza a Bíblia para definir o parentesco entre Caim e Abel (porque são filhos de Adão e Eva). “O homem conheceu Eva, sua mulher; ela concebeu e deu à luz Caim, e disse: ‘Adquiri um homem com a ajuda de Iahweh. Depois ela deu também à luz Abel, irmão de Caim” (Gn 4,1-2). Neste exemplo Caim é irmão de Abel porque são ambos filhos de Adão e Eva.
2) Para indicar familiares ou parentes: “Abrão disse a Ló: ‘Que não haja discórdia entre mim e ti, entre meus pastores e os teus, pois somos irmãos” (Gn 13,8). Nesta passagem vemos Abraão chamando Ló de irmão, quando realmente Abraão é seu tio: “Eis a descendência de Taré: Taré gerou Abrão, Nacor e Arã. Arã gerou Ló.”
O mesmo sucede com Labão que chama Jacó de seu irmão apesar de ser seu tio (cf. Gn 29, 12-15).
3) Para indicar membros do mesmo povo ou tribo: “Naqueles dias, Moisés, já crescido, saiu para ver os seus irmãos, e viu as tarefas que pesavam sobre eles; viu também um egípcio que feria um dos seus irmãos hebreus” (Ex 2,11). Nessa passagem vemos que a Bíblia narra como Moisés viu que golpeavam um hebreu, e por ser de seu mesmo povo a Bíblia disse que é um de seus irmãos.
4) Para indicar irmãos espirituais: “Ele perguntou: quem é minha mãe e meus irmãos? E, repassando com o olhar os que estavam sentados ao seu redor, disse: ‘eis minha mãe e os meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mc, 3,33-35).
Esta diversidade do uso da palavra irmão é porque no aramaico (que era a língua de Jesus e seus discípulos), não havia um equivalente a primo, primo em segundo grau e outros, de modo que costumava ser usado em vez disso, a palavra “aja” = irmão, e era mais fácil dizer “irmão”, que “o filho da irmã de meu pai.”
Uma breve conclusão sobre esse primeiro argumento: Quem seriam esses “irmãos” de Jesus então? Seriam os parentes próximos de Jesus. Disso há várias provas: a) é o modo bíblico de falar como vimos nos exemplos acima; b) Tiago e José (chamados em Marcos 6,3 e Mateus 13,55 “irmão de Jesus) são em verdade filhos de outra Maria, como se sabe lendo, mais adiante, Marcos 15,40.47 e 16,1; Mateus 27,56; c) Jesus moribundo não teria confiado sua Mãe ao Discípulo amado (que era filho de Zebedeu) caso tivesse tido outros irmãos carnais.
- b) Argumento 2: Jesus é chamado Primogênito
v.7 “e Maria deu à luz o seu filho primogênito […]”.
- 22 e 23 – “Terminados os dias da purificação deles, conforme a Lei de Moisés, levaram o menino para Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito de sexo masculino será consagrado ao Senhor.”
Isso é falta de aprofundamento da palavra de Deus. Pois ‘primogênito’ não é um termo cronológico, de sucessão, de quantidade, ‘primogênito’ é um termo litúrgico. Para os judeus o que importava era cumprir a lei do culto que estabelecia que todo o varão primogênito seria consagrado a Deus e por isso ao seu primeiro filho chamavam primogênito ainda que não sabiam e haveriam de ter mais filhos depois.
A palavra ‘primogênito’ é utilizada para significar preeminência, predileção, a importância de um filho predileto, consagrado e receptor das bênçãos da primogenitura.
Por fim, veremos o último argumento usado para afirmar que a Virgem Maria teve mais filhos.
- c) Argumento 3: Interpretam que a Bíblia diz que José conheceu Maria portanto tiveram relações sexuais.
Essa palavra ‘até’ para algumas pessoas significam que não houve nada antes, mas depois de dar a luz sim houve algo. É importante esclarecer que a palavra ‘até’ na Bíblia não sempre significa que depois teve algo. Por exemplo, vejamos alguns textos que mostram isso.
“Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo.” (Mt 28,20). Isto significa que Jesus não estará conosco depois do fim do mundo? Não, a passagem não está dizendo isso, somente está fazendo especial ênfase em que não nos abandonará até o fim do mundo.
“E Micol, filha de Saul, não teve filhos até o dia de sua morte” (2Sm 6,23). Será que Micol depois da morte teve filhos? Não, não teve filhos, simplesmente quem escreveu quer colocar ênfase especial em que não teve mais filhos.
Então, em Mateus 1,25 o evangelista não estava afirmando que José conheceu (teve relações) Maria depois de dar a luz, senão estava dando ênfase em que Jesus nasceu sem intervenção de José.

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