Ainda faltam oito semanas até que expire o polêmico acordo secreto entre as autoridades comunistas chinesas e a Santa Sé, mas os chineses, por meio de um de seus órgãos de imprensa, consideram a renovação como certa. Enquanto isso, as vozes daqueles que imploram ao Vaticano para não ratificá-lo estão aumentando.
O Vaticano está determinado a renovar o acordo provisório com a República Popular, lê o Global Times, um dos órgãos do Partido, segundo a Katholische.de. As negociações em curso são “a prova de que o acordo-quadro funcionou bem nos últimos dois anos”, ajudando a “levar as relações bilaterais ao próximo nível”. Para sua avaliação, o jornal cita, entre outros, o chanceler da Academia de Ciências do Vaticano, dom Marcelo Sánchez Sorondo, afirmando que Pequim e o Vaticano "vão renovar o acordo, o que significa que a primeira experiência correu bem". Sánchez Sorondo, lembre-se, causou polêmica ao afirmar que a tirania chinesa era o máximo expoente da Doutrina Social da Igreja.