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domingo, 28 de setembro de 2025

São Tomás de Aquino sobre a raiva em tempos de violência política

São Tomás de Aquino por Adam Elsheimer, 1605 [Petworth House (National Trust), West Sussex, Inglaterra]

 

Por Daniel B. Gallagher 

 

Cercados por uma cultura de crescente violência política, todos nós devemos sentir pelo menos um mínimo de raiva. Não seríamos humanos se não sentíssemos. 

O governador de Utah, Spencer Cox, merece crédito por admitir isso na sexta-feira: “Nas últimas 48 horas, tenho estado tão furioso quanto nunca... e quando a raiva me tomou, foram realmente as palavras de Charlie (Kirk) que me trouxeram de volta... Charlie disse: ‘Quando as pessoas param de falar, é aí que a violência chega.’” 

Sem querer, o falecido Kirk resumiu o ensinamento de São Tomás de Aquino, que, em termos simples, é: “Não se trata de se você sente raiva, mas do que você faz com ela.” 

terça-feira, 27 de maio de 2025

𝑶 𝑫𝒓. 𝑬𝒖𝒅𝒂𝒍𝒅𝒐 𝑭𝒐𝒓𝒎𝒆𝒏𝒕 𝒕𝒐𝒓𝒏𝒂 𝒂 𝒔𝒂̃ 𝒅𝒐𝒖𝒕𝒓𝒊𝒏𝒂 𝒅𝒐 𝒕𝒐𝒎𝒊𝒔𝒎𝒐 𝒂𝒄𝒆𝒔𝒔𝒊́𝒗𝒆𝒍 𝒂 𝒕𝒐𝒅𝒐𝒔.

 


Até sua aposentadoria, Eudaldo Forment ocupou a cátedra de Metafísica na Faculdade de Filosofia da Universidade de Barcelona. Desde 1950, teve como professores tomistas Jaime Bofill e Francisco Canals, seus mestres e fundadores da chamada "Escola Tomista de Barcelona". Acadêmico Ordinário da Pontifícia Academia Romana de São Tomás de Aquino e Membro Titular da Academia Hispano-Americana de Médicos.

Ele escreveu vários livros dedicados a São Tomás, entre eles: Ide a Tomás.; História da filosofia tomista na Espanha contemporânea; Tomás de Aquino. A entidade e a essência ; São Tomás de Aquino. A ordem do ser; A filosofia de São Tomás de Aquino; São Tomás de Aquino. A profissão do sábio; São Tomás. Vida, pensamento e obra; Tomás de Aquino essencial; São Tomás de Aquino. Sua vida, sua obra e seu tempo; e sabedoria tomista. Comentários sobre a “Summa contra Gentiles” de Santo Tomás de Aquino. O mais recente, que acaba de ser publicado, é o Compêndio de Filosofia Tomista, da editora San Román.

sábado, 8 de março de 2025

Astrologia e adivinhação: como São Tomás de Aquino as analisou (e rejeitou) há oito séculos

A racionalidade e a fé rejeitam a possibilidade de conhecer o futuro: isso foi explicado pelo grande teólogo medieval, que definiu claramente o que corresponde às ciências naturais, o que está sob a providência de Deus... e o que é pura superstição, prejudicial aos seres humanos.

Astrologia e adivinhação: como São Tomás de Aquino as analisou (e rejeitou) há oito séculos 

Por Luis Santamaria del Rio

 

Em 2025, completarão 800 anos do nascimento de Santo Tomás de Aquino, um padre dominicano italiano que marcou um antes e um depois na história do pensamento ocidental (veja as catequeses de Bento XVI sobre ele:  parte 1 -  parte 2 -  parte 3). Filósofo reconhecido dentro e fora do cristianismo, soube aliar o sistema aristotélico à fé, apresentando uma síntese que teve notável influência nos séculos seguintes na forma de uma obra monumental: a  Summa Theologiae. 

Entretanto, os escritos do Doutor Angélico — como ele é conhecido, entre outros títulos — não se limitam à famosíssima Suma. Ele foi autor de vários tratados, entre os quais estão dois panfletos pouco conhecidos: um sobre astrologia e outro sobre o costume de "lançar sortes". No foco do teólogo, a análise a partir da razão e da fé de algumas práticas cuja moralidade está em questão, por recair no âmbito da superstição.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Mario Caponnetto: "O tomismo continua vivo e forte diante da crise da inteligência e do pensamento fraco"

 

  

Por Javier Navascués

 

Mário Caponnetto (1939). Doutor pela Universidade Nacional de Buenos Aires. Cardiologista pela mesma Universidade. Estudou filosofia na Cátedra Particular do Professor Jordán B. Genta (Buenos Aires). Autor de várias obras na sua área: O homem e a medicina (1992), Victor Frankl, uma antropologia médica (1994), Santo Tomás de Aquino. Aproximação ao seu pensamento (2017), Antropologia Médica (2021), Mestre do silêncio (2023), O filósofo e a cidade (em colaboração com María Lilia Genta, 2024). Ele deu inúmeras palestras em seu país e no exterior. Colaborador de diversas publicações nacionais e estrangeiras.

Após sua longa e longa filiação ao tomismo, por que você considerou necessário publicar um novo livro sobre Aquino no século XXI?

Primeiramente, muito obrigado por esta entrevista.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Tomás responde: Pode ser lícito irar-se?

 


Por David

 

Parece que irar-se NÃO PODE ser lícito:

  1. Com efeito, Jerônimo, expondo o texto do Evangelho de Mateus: “Todo aquele que se encolerizar contra seu irmão”, diz: “Certos manuscritos acrescentam: sem causa, mas nos melhores esse acréscimo não existe, sendo a ira totalmente excluída”. Logo, de nenhum modo é lícito irar-se.
  2. Além disso, segundo Dionísio, “o mal da alma é agir sem razão”. Ora, a ira "não obedece perfeitamente a razão”. E Gregório afirma: “Quando a ira anula a tranquilidade da mente, ela, de certa forma, a dilacera e desorienta”. E Cassiano ajunta: “Seja qual for a sua causa, o movimento efervescente da ira cega os olhos do coração”. Logo, é sempre mau irar-se.
  3. Ademais, a ira é “o desejo de punição”, como diz a Glosa a respeito do livro do Levítico: “Não tenhas nenhum pensamento de ódio contra o teu irmão”. Ora, desejar punição não parece ser lícito, pois ela deve ser privativa de Deus, conforme o livro do Deuteronômio: “A mim pertence a vingança”. Logo, parece que irar-se é sempre mau.

sábado, 18 de janeiro de 2025

O PRINCÍPIO MOTOR DA VONTADE. Suma de Teologia de São Tomás de Aquino, volume 2

1. A vontade é movida pela inteligência? - 2. Pelo apetite sensível? - 3. Ele se move sozinho? - 4. É movido por um princípio externo? - 5. Por um corpo celeste? - 6. Somente por Deus como princípio externo?


 

ARTIGO 1: A vontade é movida pela inteligência?


Objeções:

1.
Parece que não. Para S. Agostinho, nas palavras do Salmo (119, 20): “A minha alma se consome em desejar os teus julgamentos” faz este comentário: “A inteligência voa para a frente, e a afetividade só vem com atraso ou não segue; conhecimento do bem, e não gostamos de agir." Ora, este não seria o caso se a vontade fosse movida pela inteligência, porque o movimento do móbile segue o movimento do motor. A inteligência, portanto, não move a vontade.

2 . O papel da inteligência para com a vontade é mostrar-lhe o que é desejável, como faz a imaginação para o apetite sensitivo. Mas a imaginação, ao exercer esta função, não move o apetite sensitivo; acontece até que nos comportamos em relação ao que imaginamos como em relação aos objetos pintados que não nos comovem, como observa Aristóteles. Logo, a inteligência também não move a vontade.

3 . Não se pode ser motor e movido ao mesmo tempo em relação ao mesmo ser; mas a vontade move a inteligência, porque agimos com inteligência quando queremos. Logo, a inteligência não move a vontade.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Suma de Teologia de São Tomás de Aquino, volume 2

 PERGUNTA 7: AS CIRCUNSTÂNCIAS DOS ATOS HUMANOS

1. O que queremos dizer com circunstâncias? - 2. O teólogo deve prestar atenção às circunstâncias das ações humanas? - 3. Quantos são? - 4. Quais são os mais fundamentais?

A los cinco años comenzó a ser educado formal- mente en la abadía de  Montecasino. Estuvo en dicha institución hasta 1239, fe
 

ARTIGO 1: O que queremos dizer com circunstâncias?

Objeções:


1. Parece que a circunstância não é um acidente da ação humana, porque, para Cícero, uma circunstância é “aquilo que a arte da oratória acrescenta à autoridade e solidez de um argumento”. Mas a oratória fortalece o argumento ao basear-se no que diz respeito à própria substância da coisa, como definição, gênero, espécie, etc. É a partir disso que o orador deve argumentar, no ensinamento de Cícero. Uma circunstância não é, portanto, um acidente da ação humana.

2. A natureza do acidente é inerente. O que cerca uma coisa não é inerente a ela, mas sim externo. As circunstâncias não são, portanto, acidentes das ações humanas.

3. Um acidente não tem acidentes. Mas os próprios atos humanos são acidentes. Portanto, as circunstâncias não são acidentes de ações.

4. No sentido oposto, as condições particulares de uma coisa singular são chamadas de acidentes que individuam essa coisa; agora Aristóteles chama as circunstâncias de particularidades, isto é, condições particulares de atos singulares. Assim, as circunstâncias são acidentes individuais das ações humanas.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Lutero contra Santo Tomás

Martinho Lutero não se rebelou contra um Papa corrupto, nem contra um clero imoral. Sua verdadeira revolta foi contra um discreto frade dominicano, falecido havia mais de duzentos anos: Santo Tomás de Aquino.




Dale Ahlquist Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

Recebi algumas críticas por um texto meu sobre a Reforma Protestante, porque sugeri que ela foi iniciada por protestantes. Aparentemente, não passei muito tempo atacando a Igreja Católica, que, como todos sabem, teria sido responsável pelo surgimento de Martinho Lutero e companhia limitada.
Portanto, sejamos claros: há quinhentos anos, havia muita corrupção na Igreja Católica. Bispos e abades acumulavam dinheiro e tinham amantes abertamente, e usavam seu privilégio eclesiástico para ganhar poder político. A venda de indulgências havia saído do controle e causou incontáveis danos não apenas à verdadeira piedade, mas ao entendimento correto do Purgatório e das orações pelos defuntos. Foi um escândalo que abrangeu toda a cristandade.
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