A Imaculada Mãe de Deus, sempre Virgem Maria, tendo completado o curso de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celeste. Na Assunção de Maria, contemplamos o que somos chamados a realizar no seguimento de Cristo Senhor e na obediência à sua Palavra, ao final de nossa jornada terrena.
Homilia do Papa Bento XVI na Solenidade da Assunção da Virgem. 15 de agosto de 2009
A solenidade de hoje conclui o ciclo de grandes celebrações litúrgicas nas quais somos chamados a contemplar o papel da Bem-Aventurada Virgem Maria na história da salvação. De fato, a Imaculada Conceição, a Anunciação, a Maternidade Divina e a Assunção são etapas fundamentais, intimamente inter-relacionadas, através das quais a Igreja exalta e louva o destino glorioso da Mãe de Deus, mas nas quais também podemos ler a nossa própria história.
O mistério da concepção de Maria evoca a primeira página da história humana, mostrando-nos que, no plano divino da criação, a humanidade deveria ter tido a pureza e a beleza da Imaculada Conceição. Esse plano, comprometido, mas não destruído pelo pecado, foi restaurado e reconstituído pela Encarnação do Filho de Deus, anunciada e realizada em Maria, para a livre acolhida da humanidade na fé. Finalmente, na Assunção de Maria, contemplamos o que somos chamados a realizar no seguimento de Cristo Senhor e na obediência à sua Palavra, ao final da nossa jornada terrena.





