O Corpus Christi às escondidas no Vaticano e o fracasso total do evento organizado pelo cardeal Gambetti: cinco horas de show, a enésima declaração e uma praça tão vazia quanto o falatório sobre a "fraternidade humana" mostram que os fiéis buscam algo eterno e chegar a outras fontes. Como as realidades ligadas à liturgia tradicional, cuja vitalidade deveria suscitar mais de uma questão.
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| O Vaticano vazio no evento pela fraternidade humana |
Em Roma, eles nem notaram o Corpus Christi. O papa estava no hospital, então não houve procissão. Embora bem visto, parece que houve uma procissão, que partiu do Colégio Teutônico e chegou aos Jardins do Vaticano. Mas ninguém notou. Nem os organizadores nem a mídia vaticana fizeram nada para mostrar ao mundo que a Presença Divina sacramental é o coração da Igreja. Uma procissão furtiva, presidida por monsenhor Josef Clemens, ex-secretário especial do cardeal Ratzinger, porque obviamente os cardeais não tinham tempo a perder.
Já no ano passado não houve procissão solene "devido às limitações impostas ao papa pela gonalgia" e "as necessidades litúrgicas específicas da celebração", explicou a Sala de Imprensa do Vaticano. Como se o Papa tivesse que percorrer toda a procissão. E pensar que o Papa Francisco mudou a procissão solene de quinta para domingo à tarde por razões pastorais, presumivelmente para permitir a participação de mais pessoas.

