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quinta-feira, 10 de setembro de 2020

A teologia de Karl Rahner e a eutanásia da Doutrina Social da Igreja

 


O Padre Karl Rahner SJ foi um dos teólogos mais influentes dos últimos 50 anos na Igreja, mas a sua teologia apresenta graves problemas. Alguns deles são apresentados no texto que se segue.

O Arcebispo Giampaolo Crepaldi escreve no seu livro “La Dottrina sociale della Chiesa. Una verifica a dieci anni dal Compendio (2004-2014)” [“A Doutrina social da Igreja. Uma verificação dez anos depois do Compêndio (2004-2014)”] (Cantagalli, Siena, 2014):

«Na minha opinião, o pensamento mais influente na crítica da Doutrina Social da Igreja é o de Karl Rahner. Se examinarmos detalhadamente, muitos dos teólogos que criticaram e desenvolveram vias alternativas à Doutrina Social foram seus alunos. Rahner reflecte na esteira do pensamento de Heidegger, ou seja, fora do contexto de uma filosofia cristã e fora também do contexto definido na “Fides et Ratio” de São João Paulo II. Esta encíclica menciona alguns nomes, por exemplo, de filósofos cristãos, mas Heidegger não figura entre eles. Rahner concebe Deus como um "transcendental existencial". Isto significa principalmente duas coisas: que todos os homens são Deus, pois Ele é a sua dimensão apriorística, o horizonte não cognoscível e não classificável da sua subjectividade e da sua liberdade, na prática, da sua condição de pessoas; que a Deus se acede sempre no âmbito da nossa consciência. Deus não é conhecido, mas conscientemente e existencialmente experimentado como horizonte de todo o significado.
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