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quarta-feira, 30 de julho de 2025

O budismo é ateu

 Pelo Padre Federico Highton, SE

 

Missionário no Himalaia

O budismo tibetano nega tudo; isto é, nega Deus, nega a realidade e nega o próximo. Essa tripla negação é uma negação universal.

O budismo tibetano nega Deus; isto é, é metafisicamente ateu. Agora, se o budismo é ateu, o que é? Uma religião? Uma filosofia? Uma ciência? A resposta é complexa. Vejamos.

O budismo não pode ser considerado uma religião (visto que é ateu), mas pode ser classificado como uma filosofia? Acreditamos que não, visto que a filosofia é o "amor (ou philia) à sabedoria", mas para o budismo, toda philia (ou amor ou desejo) deve ser extirpada. Há outra razão para negar o caráter filosófico do budismo: todo filósofo aspira à verdade (a verdade é a conformidade da inteligência com a realidade), mas para o budismo não há inteligência nem realidade (visto que nada existe); portanto, o budismo não é uma filosofia.

terça-feira, 11 de março de 2025

Começando um cisma: tão fácil que não tem graça

Negar que Francisco é o verdadeiro papa requer revelação divina ou uma competência muito especial para discernir isso. Aqueles que fazem essa afirmação não têm nenhuma das duas coisas.

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Por Dom Pio Mary Noonan, OSB

 

Várias semanas atrás, o LifeSiteNews gentilmente publicou meu artigo intitulado Francisco nos deu duas chaves para entender seu pontificado. Meu principal objetivo naquele breve artigo era alertar as vozes daqueles que aparentemente chegaram à conclusão definitiva de que, devido à heresia, a Sé Apostólica está vaga. Infelizmente, vários indivíduos entenderam mal minhas intenções e reagiram negativamente. Aqui, gostaria de esclarecer vários pontos e responder a críticas específicas.

Teólogos leigos

Ao contrário do que alguns parecem ter deduzido do meu artigo, sou fã de teólogos leigos e considero alguns muito competentes como amigos. Não acho que nada do que escrevi no meu artigo anterior possa ser interpretado como levando a uma conclusão contrária. Não tive problemas com aqueles que genuinamente têm competência teológica. Não houve “zombarias” contra eles, nem “zombei” deles, apesar das sugestões em contrário. 

Quando escrevi que alguns dos nossos escritores atuais “parecem se considerar de alguma forma dotados de um carisma semelhante ao da Universidade medieval de Paris, cujos mestres teólogos certamente tinham peso na Igreja de seus dias”, eu estava simplesmente apontando para o fato de que tanto as autoridades civis quanto as religiosas da época solicitaram formalmente o julgamento desses mestres em teologia, cuja opinião tinha peso por causa de suas qualificações excepcionais que envergonhariam todo teólogo vivo em nossos dias. Não vejo isso acontecendo hoje. 

terça-feira, 28 de novembro de 2023

“Nova Era”: a ponta de um iceberg

 

Por Miguel A. Pastorino P.

 

Em fevereiro de 2003, o Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso do Vaticano publicou um relatório, o primeiro sobre o fenômeno da “New Age” (Nova Era), intitulado “Jesus Cristo Portador da Água Viva…” e também faria publicar o segundo, continuação daquele, sob o título “Reflexão Pastoral sobre a Nova Era”, resultante da Consulta Internacional que ocorreu na Santa Sé, no mês de junho de 2004, da qual participei juntamente com outros 21 especialistas de outros países e membros da Cúria Romana.

Ainda que muito se tenha escrito nos anos de 1990 sobre a Nova Era e ainda que o Vaticano tenha publicado a sua própria reflexão, devemos considerar que a Nova Era assume na América Latina e no Uruguai [e também no Brasil – NdoT] características, expressões e ênfases particulares em relação à sua manifestação europeia e norte-americana, e que é necessário conhecer.

A propagação, nas livrarias e supermercados, de deselegantes prateleiras exibindo livros de auto-ajuda, esoterismo, segredos espirituais, magia, reiki, gurus orientais, astrologia, terapias curativas, “insight”, técnicas de adivinhação, anjos e um sem fim de temas exóticos direta ou indiretamente ligados ao religioso é um fato para qualquer um de nós. Este “boom” literário nada mais é que a ponta de um iceberg cuja parte maior se oculta em águas mais profundas e obscuras.

sábado, 19 de março de 2022

O Anticristo

O Espirito do anticristo O Espírito do Anticristo - ppt carregar 

 

Instrução pastoral do Cardeal Pio - Quaresma 1863

 

Anticristo, o que nega que Jesus seja Deus; anticristo, o que nega que Jesus seja homem; anticristo, o que nega que Jesus seja homem e Deus ao mesmo tempo.

Um anticristo, nos diz São João, nega o Pai, pois negando o Pai nega o Filho: Hic est antichristus qui negat Patrem et filium (I Jo. 2, 22). De fato, não há anticristianismo mais radical do que aquele que nega a divindade em sua raiz, em seu princípio. Como o Cristo seria Deus se Deus não existisse? Ora, negar o ser divino, a substância divina, a personalidade divina e introduzir não sei que outra teodicéia é prova de que suprimem a realidade, substituindo-a por abstrações e sonhos que flutuam entre o ateísmo e o panteísmo ou que não têm sentido algum. Eis o sistema capital da atual situação intelectual; eis o ensinamento que enche os livros e inspira as lições de toda uma escola, abundante e poderosa. Diante de tais doutrinas, “só tenho uma coisa a dizer-vos: cuidado com o anticristo”: Unum moneo: cavete antechristum.

São João continua: “Todo aquele que nega o Filho, também não reconhece o Pai. O que crê no Filho de Deus, tem em si o testemunho de Deus. O que não crê no Filho, torna Deus mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu de seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho, não tem a vida” (I Jo. 2,23; 5, 10-12). “Muitos sedutores se têm levantado no mundo, que não confessam que Jesus Cristo tenha vindo em carne; quem faz isso é um sedutor e um anticristo”: “Qui non confiteur Christum in carne venisse, hic est seductor et antichristum” (II Jo. 7). Ora, se os senhores escutarem o que se diz hoje e se lerem o que se escreve atualmente, descobrirão ou que o personagem histórico Jesus nem chegou a existir (ao menos como é representado nos Evangelhos) ou que foi um desses tipos que manifestou mais fortemente o ideal de sabedoria, de razão, de perfeição e que convencionou-se denominar “Deus”. Jamais admitirão que o Filho de Maria seja o Filho de Deus feito homem, o Verbo feito carne, aquele em que reside corporalmente a plenitude da divindade (Col. 2, 9), e, para concluir definitivamente, o Homem-Deus. Aterrorizado com tais blasfêmias, que são a própria inversão do símbolo cristão, “só tenho uma coisa a dizer-vos: cuidado com o anticristo”: “Unum moneo: cavete antechristum”.

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Cardeal Müller: “Por trás dos movimentos de eutanásia está a negação de Deus…”

“Por trás da fachada de uma bela propaganda de emancipação”, diz o cardeal Gerhard Müller em uma entrevista detalhada, “esconde a pura vontade de poder baseada no princípio social darwinista: a lei está do lado do mais forte”.

Cardeal Gerhard M¸ller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé de 2012 a 2017, fala com alunos e professores da Universidade de Notre Dame em Indiana em 27 de outubro de 2021.

  

Nota do editor: Em 12 de janeiro de 2022, o Cardeal Gerhard Müller foi entrevistado por Lothar C. Rilinger para kath.net. Essa entrevista foi traduzida para a CWR por Frank Nitsche-Robinson e está publicada aqui na íntegra.

No verão de 2021, o Parlamento Europeu aprovou por larga maioria o Relatório Matic – ainda que contra os votos dos grupos conservadores e democratas-cristãos – segundo o qual, entre outras coisas, o assassinato de nascituros, que é trivialmente referido como aborto, deve ser entendido como um direito humano. Assim, o direito humano original à vida de cada pessoa, que é a base de nossos sistemas jurídicos, deve ser transformado em um direito humano de matar. Esta votação revela uma mudança de paradigma que deve virar de cabeça para baixo a base ética de nossas sociedades e nações. Essa mudança de paradigma revela uma lógica diferente para os direitos humanos em cada caso e, portanto, também uma visão diferente da pessoa em si. Enquanto a visão cristã do homem assume uma unidade natural de corpo e espírito, a visão ateísta-evolucionista divide o homem em um dualismo de corpo e espírito. Nessa cisão se manifesta a luta contra a natureza como base da concepção do homem. O fundamento cristão deve ser substituído por um feito pelo homem.

De acordo com a visão cristã, toda pessoa, nascida ou não nascida, tem direito aos direitos humanos como direitos intrínsecos, enquanto que através do dualismo de corpo e espírito, os direitos humanos são atribuídos apenas ao espírito. O próprio corpo é degradado a uma coisa ou – se ainda não nasceu – a um “monte de células” ou “tecido de gravidez” que pode ser livremente descartado. A concepção cristã do homem pressupõe a igualdade de todas as pessoas sob a lei natural – independentemente do estado em que a pessoa se encontra – enquanto que, de acordo com a concepção ateu-evolucionista do homem, apenas o espírito existente indica igualdade. Essa teoria ateísta-evolucionista, portanto, tem consequências para nosso sistema de direitos humanos. Conversamos com o ex-Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Ludwig Müller.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Pecado grave de ministros ordenados na pandemia

Tudo isso é muito sério. Rezemos em reparação a esse pecado e peçamos também que ele jamais se repita

église munich allemagne 

 

Por Vanderlei de Lima

 

Membros da hierarquia da Igreja têm apontado o pecado grave de bispos que, na pandemia da Covid-19, negaram, de modo duro e prolongado, os sacramentos aos fiéis a eles confiados. Não poucos filhos da santa mãe Igreja se viram, de um momento para outro, órfãos de parte de seus ministros ordenados.

Sim, órfãos, pois, quando mais precisaram – para si ou para seus entes queridos – da Confissão sacramental, da Unção dos Enfermos, da Eucaristia ou mesmo de exéquias, no auge da pandemia, encontraram, não raras vezes, igrejas fechadas e ministros ordenados ausentes. Isso não passou despercebido ao Pe. Yoannis Gaidum, secretário do Santo Padre, o Papa Francisco, que fez a seguinte constatação: “Na epidemia do medo em que estamos todos vivendo, devido à pandemia do coronavírus, corremos o risco de nos comportarmos mais como assalariados do que como pastores. Penso nas pessoas que certamente abandonarão a Igreja, quando este pesadelo acabar, porque a Igreja as abandonou quando estavam em necessidade” (Catolicismo n. 841, janeiro de 2021, p. 35).

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Porque a Igreja condenou O Espiritismo

 

 

 

Por Frei Boaventura, O. F. M

 

O texto desta Campanha, de que fala o Episcopado, prevê uma atividade simplesmente preventiva entre os fiéis católicos, visando opor um dique à expansão da heresia espírita nos meios católicos do Brasil e procurando levar todos os católicos à informação segura e insofismável de que é impossível ser, ao mesmo tempo, católico e espírita, para deste modo destruir esse tipo híbrido de católico-espírita atualmente tão comum entre nós. Trata-se, pois, de uma campanha de esclarecimento dos católicos. Alarmados, os espíritas falaram logo em "perseguição religiosa". A campanha não visa atacar os espíritas; quer apenas desmascarar sua doutrina, para mostrar a total e absoluta incompatibilidade e frontal oposição entre a Doutrina Cristã e a Doutrina Espírita. Por isso prevê e prescreve a todos os párocos e curas de alma pregações frequentes sobre a heresia espírita; manda incluir em todos os catecismos um capítulo especial sobre o Espiritismo; procura tornar aptos os catequistas e militantes da Ação Católica a refutar as vis e caluniosas acusações que os espíritas não se cansam de repetir contra a Igreja; prescreve cursos intensivos sobre o Espiritismo nos Seminários Maiores; exige de todos os membros de Associações Religiosas um juramento antiespírita; aproveitará as devoções populares para instruir o povo sobre as superstições, a magia, a evocação dos mortos, etc.; favorecerá a prática das bênçãos dos enfermos; difundirá o uso dos sacramentais, pleiteando até mesmo a licença de administrá-los em língua vernácula; suscitará obras sociais católicas ou de inspiração católica; denunciará como espíritas todas as instituições que o sejam, apesar de se acobertarem sob nomes cristãos e católicos, etc. Portanto uma intensa campanha de esclarecimento e não de perseguição. Estamos em plano de defesa contra o ataque espírita que, por todos os meios e de todos os modos, procura insinuar-se nos ambientes católicos, divulgando as mais absurdas calúnias contra a Igreja, repetindo velhas acusações já mil vezes desfeitas e refutadas e propagando toda sorte de erros e heresias para confundir a boa fé de nossa gente católica.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Pastores que negam que Deus envie castigo estão "imersos no ateísmo": historiador católico

O professor Roberto de Mattei disse que hoje os principais líderes da Igreja que negam a ideia de punição divina são um sinal claro de que a punição já está acontecendo.


O professor Roberto de Mattei fala no virtual Rome Life Forum, 21 de maio de 2020.

Por Dorothy Cummings McLean



O renomado historiador católico Roberto de Mattei afirmou que pastores católicos que negam a idéia de Deus infligindo flagelos à humanidade por causa do pecado estão "imersos no ateísmo".
"Mas quando são os próprios homens da Igreja que negam a idéia de punição divina, isso significa que a punição já está em andamento e é irremediável", disse hoje o professor de Mattei em sua palestra no fórum virtual da vida em Roma. Sua palestra foi intitulada “O Julgamento de Deus na História” (leia a palestra completa abaixo).
“Nos dias do surto de coronavírus, o arcebispo Mario Delpini, de Milão, chegou ao ponto de dizer que 'é uma ideia pagã pensar que Deus envia flagelos'”, continuou o estudioso.
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