A
nós compete proclamar a verdade, recordar ao mundo que a salvação vem
unicamente de Cristo, Príncipe da Paz, cujo senhorio sobre as nações e
sobre a Igreja, usurpada por uma autoridade rebelde e corrupta, deve ser
restaurado.
Por Arcebispo Carlo Maria Viganò
Nota
do editor: O texto a seguir foi retirado do discurso do arcebispo Carlo
Maria Viganò em uma conferência com o movimento político Civitas em
Pontmain, França, em 29 de julho de 2023.
Não acredite que vim trazer paz à terra; Não vim trazer paz, mas espada. Vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra; e os inimigos de cada um serão os de sua própria casa. – Mt 10: 34-36
Permitam-me,
queridos amigos, estender minhas saudações a todos os organizadores
desta nova edição de sua Université d'Été, em particular ao presidente
da Civitas, Alain Escada; aos expositores, cujas intervenções esclarecem os vários aspectos da atual crise civil e eclesial; e
aos participantes, que com a sua presença confirmam a determinação dos
bons católicos em combater o bonum certamen sob as bandeiras de Cristo
Rei.
Estes encontros de formação doutrinal, cultural e social são o sinal de um despertar das consciências e dos corações: Quia hora est iam nos de somnourgere. Nunc enim propior est nostra salus, quam cum credidimus. Agora é a hora de acordar do sono, pois nossa salvação está mais próxima do que quando aceitamos a fé (Rm 13:11).
A consistência do bem
Como existe uma consistência do bem, também existe uma consistência do mal. O
bem, atributo substancial de Deus, também tem a sua própria
consistência naquilo que dele participa: o amor da mãe que prepara a
merenda para os filhos; a solicitude do dono da empresa para com seus empregados; a preparação das aulas pelo professor; a dedicação do médico aos pacientes; a disponibilidade do sacerdote no cuidado das almas a ele confiadas – tudo isso é coerente com o bem.