Fiducia Supplicans decorre diretamente de princípios e premissas articulados na exortação apostólica Amoris Laetitia.
Por Richard A. Spinello
Na sua história magistral O Declínio e Queda do Império Romano, Edward Gibbon identificou a perda da virtude cívica como o “veneno secreto” que minou este vasto império global e inevitavelmente levou ao seu desaparecimento. A Igreja Católica não está prestes a desintegrar-se da mesma forma que o Império Romano, mas a sua unidade, baseada no infalível magistério papal, parece estar a desfazer-se, e as suas doutrinas eternas já não estão a salvo de uma revisão radical.
Provavelmente podemos isolar vários desses venenos na Igreja que minam o depósito da fé, mas há um que é particularmente insidioso. Envolve um afastamento daquilo que os teólogos liberais consideram uma “moralidade sexófoba” e explica documentos profanos como Fiducia Supplicans. Como todos já sabem, esta declaração do Dicastério para a Doutrina da Fé sanciona a bênção de casais do mesmo sexo e daqueles que mantêm outras relações irregulares, desde que essas bênçãos não sejam litúrgicas e não transmitam a impressão de casamento.

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