Por José Miguel Arráiz
O dogma da virgindade perpétua de Maria, embora não seja um dogma central da fé cristã, tem sido de extrema importância para mim, embora haja aqueles que persistentemente perguntam repetidamente: Que diabos me importa a virgindade de Maria?
Esse tipo de pergunta me faz lembrar de mim mesmo, há mais de uma década, quando entrei pela primeira vez em um fórum para discutir e compartilhar com outros cristãos e me deparei com os primeiros apologistas protestantes atacando veementemente essa doutrina católica. Lembro-me de que, em minhas primeiras intervenções, simplesmente sugeri que nos aprofundássemos no que nos unia, deixando de lado o que nos separava. Como esperado — mas eu não esperava que fosse assim —, tudo o que ouvi foi zombaria, e eles ofereceram vários estudos que eu não sabia como refutar na época. Na verdade, eu até acreditei que eles estavam certos.
Lembro-me de que, embora não corresse o risco de perder a fé em Cristo, quase perdi a fé católica, porque quem não é pseudocatólico, mas verdadeiramente católico, deve professar todos e cada um dos dogmas da fé, e sabe que se deixar de fazê-lo, mesmo que seja no mínimo cristocêntrico, deixa de ser católico.

