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Poucos meses atrás foi dada a conhecer
em Detroit uma estátua de bronze de 2,7 metros representando
declaradamente o demônio. O grupo Templo Satânico quer instalá-la na
cidade de Oklahoma (EUA), diante do monumento dos Dez Mandamentos
situado fora do Capitólio estadual, informou o jornal portenho La Nación.
O desafio é explícito e a militância anticristã é escancarada. A estátua, denominada Baphomet pelos
seus prosélitos, “complementará e contrastará” com os mandamentos
cristãos que incluem “proibições inconstitucionais contra a liberdade de
expressão e a livre prática da religião”, disseram os patrocinadores do
culto satânico.
Estátuas consagradas ao demônio existiram na antiguidade pagã e ainda são cultuadas em falsas religiões do Oriente.
Porém,
esta é a primeira que se quer cultuá-los em nome de princípios gestados
na decadência da civilização cristã: os denominados “Direitos Humanos”
nascidos na Revolução Francesa, o ecumenismo religioso desenvolvido no
século XX e a metafísica igualitária que convulsiona a ordem civil e
religiosa ocidental, especialmente sob suas formulações socialistas e
comunistas.
Agora, com uma linguagem
que evoca a filosofia ambientalista radical e as interpretações
enviesadas da misericórdia veiculadas pelo Cardeal Kasper e seguidores,
Lucien Greaves, cofundador do grupo satânico, explicou o significado da
imagem.
“Nossa estátua servirá de
farol que convoca para a compaixão e a empatia entre as criaturas
vivas”. Greaves diz que deseja que pessoas de todas as idades “se sentem
no colo de Satã para receberem inspiração e refletirem”.
Todo um código secreto iniciático fornece o significado da estátua e foi explicado pelo porta-voz do grupo infernal.
O
nome viria de certas interpretações de sociedades secretas a respeito
de um ídolo pagão denominado Baphomet. Para alguns historiadores, o nome
deriva de “Bafoma”, o fundador do Islã.
Na novela anticristã “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, a palavra Baphomet é apresentada como uma versão de “Sofia” ou sabedoria, que na verdade seria a gnose iniciática.
A
estátua está inspirada num desenho de 1856 do ocultista francês Eliphas
Levi e representa um hermafrodita (homem e mulher) alado com uma tocha
entre os chifres e uma estrela de cinco pontas na testa. Não é a estrela
petista, embora se lhe assemelhe.
Nos
braços leva a inscrição em latim “solve” (separar) e “coagula” (unir),
os poderes de “atar e desatar” usurpados de Deus e do Papa.
Dois
dedos de cada mão apontam para cima e para baixo, a fim de significar a
igualdade entre ‘acima’ e ‘embaixo’, entre o Céu e o inferno, entre
Deus e Lúcifer, entre a Verdade e o erro, o Bem e o mal, o Belo e o
feio.
Segundo Eliphas Levi, assim ela
“exprime a perfeita harmonia da misericórdia com a justiça”, obviamente
mal entendidas e segundo o gosto do progressismo pastoral hoje tão
difundido, mas sobretudo em apoio à agenda homossexual e ao sacrilégio
da Sagrada Eucaristia.
O monstruoso
rosto é de bode e a expressão neutra passa a ideia de que não há
distinção entre o bem e o mal, entre o belo e o monstruoso, entre o bom e
o perverso.
Duas crianças se apoiam no colo do ser maligno, mas Greaves se defendeu da suspeita de estar doutrinando crianças.
No estômago de Baphomet há duas serpentes enroscadas para “simbolizar a reconciliação dos opostos”, velha doutrina da gnose.
A
estátua embora hermafrodita não foi representada com peito,
contrariamente ao modelo de Eliphas Levi, pois os promotores acharam
imprudente desvendar sua posição sobre a ‘ideologia de gênero’. Mas
Greaves mostrou sua afinidade com essa teoria, sublinhando o “dualismo
masculino-feminino” da escultura.
A estrela de cinco pontas ou pentáculo, da testa de Baphomet, está invertida no encosto do trono e é um velho símbolo satânico.
Também aparece, invertida, uma “cruz de São Pedro”, em alusão ao demônio enquanto chefe de uma anti-Igreja.
A
tocha entre os chifres representa o conhecimento ou a gnose. “Nós damos
muita importância a isso, é central em nossas crenças”, acrescentou
Greaves.
Ainda serão feitas
inscrições na estátua. Entre elas, uma citação de Byron Cain: “Então,
quem é o demônio? Aquele que não deixa viver, aquele que quer viver para
sempre na alegria e no poder da gnose?”
Em
termos menos enviesados, Deus é a fonte do mal e da repressão e Satanás
é o “alegre (gay)” supremo que quer comunicar aos homens sua diabólica
ciência da gnose.
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