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| Monsenhor Aroldo Ribeiro benze integrantes da Imperatriz Leopoldinense no barracão da escola Foto: Luiz Ackermann / Extra |
"Oh! Mãe... Mesmo se um dia a força me faltar, a luz que emana desse
teu olhar vai me abençoar". No samba, a Imperatriz Leopoldinense fez seu
pedido. E, na tarde desta terça-feira, fez as pazes entre o carnaval e a
igreja católica. Após longos anos de brigas e proibições nos desfiles, a
igreja cedeu aos encantos da maior festa popular a céu aberto.
A
Imperatriz, que falará sobre o Pará, representando o Círio de Nazaré,
foi a escolhida. Recebeu as bênçãos do monsenhor Aroldo Ribeiro, pároco
da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, que representou o arcebispo
Dom Orani Tempesta. Após uma oração, o pároco abençoou os carros e
representantes de alas da escola que participaram da cerimônia.
—
Estamos unidos nesse trabalho. A bênção é uma renovação da fé, para um
favorecimento de um bom trabalho para a escola — contou o monsenhor
Aroldo.
Entre os convidados estavam a rainha de bateria da escola,
Cris Vianna — que afirmou ser praticante do catolicismo e devota de
Nossa Senhora — e o presidente da escola, o bicheiro Luizinho Drumond,
que pegou carona na festa e recebeu também uma bênção na medalha de
Nossa Senhora de Nazaré que carregava no peito.
— A igreja está
passando por um processo em que está se abrindo para determinadas
barreiras que tinha. Já que temos essa ligação com a religião através do
Círio, resolvemos fazer essa aproximação — ressaltou o diretor de
carnaval Wagner Araújo.
A escola levará para a Sapucaí o enredo
sobre o Pará. O último carro da escola traz a representação religiosa,
com anjos dourados. Todos os detalhes da alegoria foram montados em
parceria com a igreja, que não permite imagens santas na festa.
Entretanto, a Imperatriz fará uma alusão à imagem de Nossa Senhora.
—
Tudo isso será formado por um jogo de luzes, sempre pensado em parceria
com a igreja. A imagem será formada dentro da Avenida e é uma grande
aposta — afirmou o diretor de carnaval.
Segundo o monsenhor
Aroldo, o bispo Dom Orani ainda visitará a Cidade do Samba para realizar
uma celebração junto à imagem de São Sebastião.
AS BRIGAS
A maior polêmica - A Beija-Flor protagonizou o momento mais tenso entre a Igreja e o samba. Em 1989, uma escultura do Cristo Redentor vestido como mendigo foi proibida. O carro foi para a Avenida, com o Cristo envolto em sacos pretos e com uma faixa: "Mesmo proibido, olhai por nós". A alegoria era parte do enredo "Ratos e Urubus larguem a minha fantasia"Jesus armado - Cristo e o diabo travariam uma batalha armada na avenida, em 2003, e uma criança seria atingida por bala perdida. Essa era a intenção da Beija-Flor, que desistiu de pôr o plano em prática depois de críticas no ensaio. No desfile, Jesus oferecia palmas ao diabo, que, armado, tocava o terror.Círio de Nazaré - A Viradouro reeditou o enredo, levado pela primeira vez à Sapucaí em 1975, pela São Carlos, no desfile de 2004. A escola entrou na Avenida sem a oposição de membros do clero. O Círio, no Norte, é uma festa mais popular que o próprio Natal.A paz é firmada - A luta entre o sagrado e o profano foi amenizada em 2010. Naquele ano, o arcebispo dom Orani Tempesta foi até a Cidade do Samba, acompanhado de uma imagem de São Sebastião, padroeiro da cidade. Ele abençoou o complexo de barracões e rezou com os presidentes da escola um Pai Nosso: "Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos quem nos têm ofendido".
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jbpsverdade: Sem comentários, ou melhor... Não vos prendais ao mesmo jugo com os
infiéis. Que união pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que
comunidade entre a luz e as trevas? Que compatibilidade pode haver entre Cristo e Belial? Ou que acordo entre o fiel e o infiel? Como conciliar o templo de
Deus e os ídolos? Porque somos o templo de Deus vivo, como o próprio
Deus disse: Eu habitarei e andarei entre eles, e serei o seu Deus e eles
serão o meu povo (Lv 26,11s). Portanto, saí do meio deles e separai-vos, diz o Senhor. Não toqueis no que é impuro, e vos receberei. Serei para vós um Pai e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso (Is 52,11; Jr 31,9). (II Cor 6, 14-18)
Veja as seguintes matérias:
Carnaval, o que dizem os santos?
Carnaval, festa pagã!
Carnaval, a Festa da Carne…
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