domingo, 3 de fevereiro de 2013

Os gays e a Igreja: ''uma caixa de Pandora"

jbpsverdade: Antes de publicar a matéria abaixo, eu fiquei pensando... "Senhor eu preciso comenta-la, mas não quero fazer injustiça no meu comentário". A matéria em si diz respeito à Missa e o tão ultimante falado homossexualismo, pois bem, sabemos que a missa é o sacrifício de Jesus Cristo feito pelos pecadores, ou seja, por todos nós, como também sabemos que nem todos usufruirão deste sacrifício... Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lho, dizendo: Tomai, isto é o meu corpo. Em seguida, tomou o cálice, deu graças e apresentou-lho, e todos dele beberam. E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos. (Mc 14, 22-24), Veja caríssimo visitante, Jesus Cristo diz... que é derramado por muitos, não diz por todos, isto quer dizer que nem todos são redimidos pelo sangue de Cristo e que fique bem claro, não porque Ele quer assim, mas porque a humanidade escolhe por sua liberdade que seja assim. Quando Jesus Cristo falou... que é derramado por muitos, Ele sendo Deus já sabia que nem todos iriam ser favorecidos pelo Seu sangue derramado na cruz. Deus já havia falado através do profeta Isaías... Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniqüidades. Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados. (Is 53, 11s), Justificará muitos homens. Quando é que somos justificados perante Deus? A fé de Abraão em Deus foi-lhe contada como justiça, o apóstolo Paulo escreve aos romanos... Ora, não é só para ele que está escrito que a fé lhe foi imputada em conta de justiça.
É também para nós, pois a nossa fé deve ser-nos imputada igualmente, porque cremos naquele que dos mortos ressuscitou Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por nossos pecados e ressuscitado para a nossa justificação. Justificados, pois, pela fé temos a paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. (Rm 4, 23-25__5,1)
Quanto ao homossexualismo, não me coloco como juiz, pois somente Deus pode julgar, mas posso dizer com toda a certeza baseando-me na Palavra de Deus que o homossexualismo é algo abominável aos olhos de Deus... Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é uma abominação. Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometerão uma coisa abominável. Serão punidos de morte e levarão a sua culpa. (Lv 18, 22_20, 13), ou será que Deus mudou a sua Palavra agora que vivemos nos últimos dias? Eu acredito que não, pois, Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Ele é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda a criação. (Cl 1, 13-15), Deus continua sendo Deus, Ele não volta atrás na Sua Palavra.
Cabe lembrar o seguinte: Nela não entrará nada de profano nem ninguém que pratique abominações e mentiras, mas unicamente aqueles cujos nomes estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. (Ap 21, 27), nela, na Nova Jerusalém a nossa morada eterna. Inscritos no Livro do Cordeiro de Deus, ou seja, Jesus Cristo. É sedução maligna, é engano achar que se faz certo viver e aceitar uma vida contrária à Verdade da Palavra de Deus.
 xxx

01/02/2013

ihu - Talvez o sentido teológico da missa de Soho “se resuma na fórmula: Lex orandi, lex credendi, a comunidade que reza provoca reflexão teológica”, diz o jornalista inglês.


Confira a entrevista
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As missas de Soho são “antes tudo uma ação pastoral para pôr em prática o ensino da Igreja de que as pessoas LGBT são valorizadas pela Igreja, não devem ser discriminadas, nem excluídas da comunhão”, argumenta Francis McDonagh, em entrevista concedida à IHU On-Line, por e-mail. Segundo ele, as missas que são celebradas no bairro Soho, em Londres, “não são uma campanha, não se argumenta sobre o ensino da Igreja sobre a sexualidade, mas se dá testemunho a uma realidade: a dos católicos LGBT, que querem praticar sua fé”. Para ele, as missas de Soho são um “reconhecimento” da “diocese de Westminster, após diálogo com o Vaticano, da necessidade de uma pastoral para a comunidade LGBT, e do direito das pessoas LGBT e seus familiares e amigos, de serem acolhidos oficial e publicamente pela Igreja católica”. 

Na entrevista que segue, o jornalista inglês enfatiza outro ponto polêmico entre a Igreja e a comunidade LGBT: o casamento. Apesar de muitos homossexuais reivindicarem esse direito, McDonagh aponta que “alguns ativistas LGBT rejeitam o casamento como esquema essencialmente patriarcal, que não corresponde à união em base à igualdade que procuram.  E o Vaticano vem insistindo que as conferências episcopais façam campanha contra esses modelos de casamento por serem um ataque à família como fundamento da sociedade, e uma restrição à liberdade das igrejas a manterem sua visão do casamento”.

E opina: “Pessoalmente, acho que a suposta ameaça à liberdade religiosa vinda das propostas de ‘casamento igual’ é exagerada.  Assinei uma carta aberta em que se defendia o direito dos católicos de apoiar ou não a proposta do governo, em base a considerações do bem comum”.

Francis McDonagh é correspondente dos jornais católicos Tablet, de Londres, National Catholic Repórter e membro do Gay Christian Movement, UK.

Confira a entrevista

IHU On-Line - Qual a importância para a Igreja da realização das missas de Soho, bairro de Londres, destinadas à comunidade LGBT?

Francis McDonagh -
Foi um reconhecimento por parte da Igreja local, a diocese de Westminster, após diálogo com o Vaticano, da necessidade de uma pastoral para a comunidade LGBT, e do direito das pessoas LGBT e seus familiares e amigos, de serem acolhidos oficial e publicamente pela Igreja católica.  Por isso, em 2007, a diocese convidou a comunidade a se deslocar da Igreja anglicana de St Anne para a Igreja católica vizinha de Nossa Senhora da Assunção, em Warwick Street.  A decisão de oficializar uma pastoral gay tem sua origem em toda uma série de reflexões da conferência episcopal de Inglaterra e Gales sobre as orientações da Congregação da Doutrina da Fé em 1986 sobre o “atendimento pastoral das pessoas homossexuais”.  Entre estas, destaca-se um documento da conferência de 1979, onde se lê: “Os homossexuais têm direito a um acompanhamento pastoral esclarecido prestado por ministros devidamente capacitados  para atender suas necessidades pastorais”. É importante destacar que entre os sacerdotes que presidiram a missa em Warwick Street, vários são de renome nacional, como o ex-mestre geral dos dominicanos, Timothy Radcliffe, um bispo, e vários jesuítas.

IHU On-Line - Em que sentido a missa impacta em nível pastoral e teológico?

Francis McDonagh -
As missas são antes tudo uma ação pastoral para pôr em prática o ensino da Igreja de que as pessoas LGBT são valorizadas pela Igreja, não devem ser discriminadas, nem excluídas da comunhão. Construíram uma comunidade eucarística entre pessoas que sentiam excluídas, e até perseguidas, como no caso dos ugandeses.  As missas não são uma campanha, não se argumenta sobre o ensino da Igreja sobre a sexualidade, mas  se dá testemunho a uma realidade: a dos católicos LGBT, que querem praticar sua fé. Talvez o sentido teológico se resuma na fórmula: Lex orandi, lex credendi, a comunidade que reza provoca reflexão teológica.

IHU On-Line - Como a Igreja deve lidar com a questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo e também com toda a questão da homossexualidade? Quais os desafios que se colocam? 

Francis McDonagh -
Essa é uma questão complexa.  Por um lado, a Igreja defende que as pessoas LGBT têm direito a respeito, à igualdade de direitos com outros cidadãos.  Na Inglaterra e em Gales, a união civil entre pessoas do mesmo sexo é geralmente aceita como uma medida de justiça social, garantindo os direitos dos casais LGBT. Inclusive os bispos da Inglaterra e de Gales chegaram a reconhecer que a união civil oferece uma estabilidade a estes casais, de acordo com a justiça.

A questão do casamento é mais controvertido. Se pode perguntar: o que acrescenta a união civil em termos de direitos?  Os que argumentam a favor do ‘casamento igual’, como é chamada a proposta do governo britânico, ou o ‘casamento para todos’ na fórmula do governo francês, dizem que representa a igualdade plena entre os LGBT e os heterossexuais. Alguns ativistas LGBT rejeitam o casamento como esquema essencialmente patriarcal, que não corresponde à união em base à igualdade que procuram.  E o Vaticano vem insistindo que as conferências episcopais façam campanha contra esses modelos de casamento por serem um ataque à família como fundamento da sociedade, e uma restrição à liberdade das igrejas a manterem sua visão do casamento.

Pessoalmente, acho que a suposta ameaça à liberdade religiosa vinda das propostas de ‘casamento igual’ é exagerada.  Assinei uma carta aberta em que se defendia o direito dos católicos de apoiar ou não a proposta do governo, em base a considerações do bem comum.

A questão da homossexualidade em si abre uma caixa de Pandora para a Igreja. Tem-se questionado a interpretação dos textos bíblicos que denunciam a homossexualidade, alegando que os autores não tinham o conceito de orientação sexual, e condenavam um desvio consciente da ética aceita por todos.  E o conceito do “natural”, no sentido de dizer que a homossexualidade é “contra a natureza”, é questionado por muitos teólogos. 

IHU On-Line - As missas de Soho vão realmente acabar durante a Quaresma?

Francis McDonagh -
Não.  O que vai terminar são as celebrações da missa na Igreja de Warwick Street no bairro de Soho, que é o tradicional bairro gay de Londres. A proposta do arcebispo Vincent Nichols é de transferir as missas para a igreja jesuíta de Farm Street, num bairro de embaixadas, inclusive as do Brasil e dos EUA.  Ele mesmo vai se encontrar com a comunidade que assiste às missas, na ocasião da primeira missa, em 3 de março, como sinal de apoio à pastoral da comunidade das missas de Soho. O que por enquanto está em dúvida é a possibilidade do comitê organizador das missas continuar convidando a sacerdotes externos a presidir as missas, como foi a prática acordada com a diocese em Warwick Street.

IHU On-Line - Considerando uma possível aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo, o que faria parte de um redesenho da imagem da família?

Francis McDonagh -
Acho que já se convive com várias imagens da família, famílias monoparentais, famílias dos divorciados, onde os filhos conhecem, respeitam e amam os novos companheiros/companheiras do pai ou da mãe, e os filhos que resultam dessas uniões.  Agora surgem famílias de pessoas do mesmo sexo com filhos.  Ao longo da história a família tem tomado várias formas, e não é tão evidente que Jesus viveu numa família convencional, nem que escolheu seus amigos dentre as boas famílias. Trata-se de compreender e proteger os valores defendidos por Jesus que se evidenciam entre essas famílias diversas.

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