[domtotal]
Por Padre Omar Raposo*
O verdadeiro cristianismo nos impele à melhoria das relações, como um serviço ao próprio Deus.
| A opção consciente de viver na amizade com Deus precisa ser uma escolha de todo o coração.
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Já reparou que quando a gente gosta de alguém faz
tudo para estar próximo dessa pessoa? É assim que as mães agem com
relação aos filhos, os namorados, os melhores amigos... Simplesmente
porque há um livre comprometimento de vida entre quem se ama. Ninguém é
obrigado a realizar nada, mas se sente impelido a isso, seja por meio de
pequenos gestos ou mesmo de grandiosas atitudes, para fazer história na
história do outro. Não é assim? E como é prazeroso fazer parte da vida
de alguém que amamos!
Mas qual será a realidade do nosso relacionamento com Deus? Já ouvi
tanta gente falar que “curte” só ir à missa aos domingos, mas que não
quer nem saber de participar de qualquer trabalho pastoral.Uns com a
desculpa de que porque não têm tempo, outros porque assumem ter medo de
compromisso... Ora, nosso envolvimento com as coisas de Deus não pode
ser uma mera obrigação! Só tem validade se for fruto de uma relação
concreta entre nós e o Senhor. Senão é hipocrisia! Sabe aquelas
postagens de foto em rede social, que vem com a legenda “Muito amor
envolvido”? Pois é: essa deve ser a marca que define a relação
homem-Deus!
Quando a gente faz uma opção consciente por viver na amizade com Deus
precisa ser uma escolha de todo o coração. O comprometimento, que então
assumimos, é livre, mas, ao mesmo tempo, integral. Damos ao Senhor o
lugar de primazia sobre a nossa história e aí deixamos para trás “outros
senhores”, como o dinheiro, o egoísmo, etc., que até então nos
escravizavam.
Permitir que o nosso relacionamento com Deus seja o de “muito amor
envolvido” é transformador! E, inclusive, renova nossos vínculos com
aqueles que nos são mais próximos. Porque o verdadeiro cristianismo nos
impele à melhoria das relações humanas, como um serviço ao próprio Deus.
“Se vos parece mal servir ao
Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir (...) Quanto a mim e à minha
família, nós serviremos ao Senhor”. (Js 24,15)
Arquidiocese Rio
*Padre Omar Raposo é reitor do Santuário Cristo Redentor.
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