quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A Instrução Redemptionis Sacramentum tem como finalidade primordial acabar com os abusos na Liturgia

[afeexplicada]


A Instrução Redemptionis Sacramentum, publicada pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, no dia 25 de março de 2004, durante o pontificado do papa João Paulo II, tem como finalidade primordial acabar com os abusos na Liturgia e na aplicação dos Sacramentos. Dentre os abusos indicados por aquele importante documento se encontram também referências ao papel e funções abusivas concedidos por sacerdotes aos leigos. E isto porque o Concílio Vaticano II pretendeu “laicisar”  ou “secularizar”  sacerdócio ao tempo em que visava “sacralizar” ” o leigo.
Para facilitar, transcrevo abaixo alguns item daquela Instrução, relativos aos leigos:
 
[45.] Deve-se evitar o perigo de obscurecer a complementaridade entre a ação dos clérigos e dos leigos, para que as tarefas dos leigos não sofram uma espécie de «clericalização», como se fala, enquanto os ministros sagrados assumem indevidamente o que é próprio da vida e das ações dos fiéis leigos. [63.] A leitura evangélica, que «constitui o momento culminante da liturgia da palavra»,[139] nas Celebrações da sagrada Liturgia, reserve-se apenas ao ministro ordenado, conforme à tradição da Igreja.[140] Por isso não está permitido a um leigo, embora seja religioso, proclamar a leitura evangélica na celebração da santa Missa; nem tampouco nos outros casos, nos quais não seja explicitamente permitido pelas normas.[141]
[64.] A homilia, que se fez no curso da celebração da santa Missa é parte da mesma Liturgia,[142] «será feita, normalmente, pelo mesmo sacerdote celebrante, ou ele se delegará a um outro sacerdote concelebrante, ou às vezes, de acordo com as circunstâncias, também ao diácono, mas nunca a um leigo.[143] Em casos particulares e por justa causa, também pode fazer a homilia um bispo ou um presbítero que está presente na celebração, mesmo que não esteja concelebrando».[144]
[65.] Lembre-se que deve se ter revogada, de acordo com não prescrito no cânon 767 § 1, qualquer norma precedente que admita, aos fiéis não ordenados, poder fazer a homilia na celebração eucarística.[145] Reprove-se esta concessão, sem que se possa admitir nenhuma força do costume.
[66.] A proibição de admitir os leigos para pregar, dentro da celebração da Missa, também é válida para os alunos de seminários, ou estudantes de teologia, para os que têm recebido a tarefa de «assistentes pastorais» e para qualquer outro tipo de grupo, irmandade, comunidade ou associação, de leigos.[146]
[67.] Sobretudo, se deve cuidar que a homilia se fundamente estritamente nos mistérios da salvação, expondo ao longo do ano litúrgico, desde o textos das leituras bíblicas e os textos litúrgicos, os mistérios da fé e as normas da vida cristã, e oferecendo um comentário dos textos do Ordinário e do Próprio da Missa, e dos outros ritos da Igreja.[147] É claro que todas as interpretações da sagrada Escritura devem conduzir a Cristo, como ele sendo centro da economia da salvação, onde isto se deve realizar examinando-o desde o contexto preciso da celebração litúrgica. Ao fazer a homilia, procure-se iluminar, em Cristo, os acontecimentos da vida. Faça-se isto, sem dúvida, de tal modo que não se esvazie o sentido autêntico e genuíno da palavra de Deus, por exemplo, tratando só de política ou de temas profanos, ou tomando como fonte idéias que provém de movimentos pseudo-religiosos de nossa época.[148]
[68.] O Bispo diocesano vigie com atenção a homilia,[149] difundindo, entre os ministros sagrados, inclusive normas, orientações e ajudas e promovendo para este fim reuniões e outras iniciativas; desta maneira terão ocasião frequente de refletir com maior atenção sobre o caráter da homilia e encontrarão também uma ajuda para sua preparação.

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