quinta-feira, 27 de novembro de 2025

A inteligência francesa confirma que os cristãos são um alvo prioritário do terrorismo islâmico.

 

 

O terrorismo islâmico mantém uma obsessão constante há décadas: atacar cristãos. Isso é confirmado por um relatório da Direção-Geral de Segurança Interna (DGSI) da França, obtido pelo Le Figaro, que analisa as ameaças específicas contra a comunidade cristã e a persistência do ódio jihadista contra os “cruzados”. O documento ganha particular relevância após o atentado de 10 de setembro em Lyon, onde Ashur Sarnaya, um cristão iraquiano em cadeira de rodas, foi agredido — o terceiro ataque islâmico na França em 2025.

Um Ódio Ideológico Alimentado por Décadas 

A DGSI destaca que o discurso islâmico radical posiciona os cristãos como inimigos principais há mais de trinta anos. Tanto a Al-Qaeda quanto o Estado Islâmico rotulam repetidamente os cristãos como “incrédulos”, “idólatras”, “infiéis” ou “associacionistas”. Essa linguagem não é acidental: ela responde a uma estratégia doutrinária que apresenta o Ocidente e o cristianismo como uma única realidade hostil. Dessa forma, as Cruzadas, a colonização e as recentes intervenções militares em locais como Afeganistão, Mali, Iraque e Síria são entrelaçadas em uma narrativa de vitimização criada para justificar a violência. 

A propaganda islâmica rejeita explicitamente o diálogo inter-religioso e promove ataques contra comunidades cristãs com um objetivo calculado: dividir internamente as sociedades ocidentais e provocar reações que facilitem o recrutamento jihadista. Já em 2005, o ideólogo Abu Musab al-Suri propôs desencadear respostas hostis contra muçulmanos europeus para impulsioná-los à radicalização. 

O jihadismo afirma isso claramente: conquistar, escravizar, destruir. 

O alerta contido na declaração baseia-se em inúmeras declarações públicas de líderes e organizações jihadistas. Osama bin Laden já havia emitido uma fatwa global contra “judeus e cruzados” em 1998. Seu sucessor, Ayman al-Zawahiri, continuou com a mesma retórica, apresentando o mundo como um palco para o confronto total entre muçulmanos e cristãos. 

O Estado Islâmico empregou uma linguagem ainda mais brutal. Em 2014, seu porta-voz, Abu Mohammed al-Adnani, jurou “conquistar Roma”, “quebrar as cruzes” e “reduzir as mulheres [cristãs] à escravidão”. A revista em francês do ISIS, Dar al-Islam, incitou ataques a igrejas em 2015 para “instilar medo em seus corações”. Em 2020, a agência jihadista Thabat conclamou a resposta à suposta “islamofobia” francesa com ataques diretos a igrejas cristãs. E em janeiro de 2024, o Estado Islâmico lançou uma campanha internacional intitulada "Matem-nos onde quer que os encontrem", visando judeus e cristãos.

Da Teoria ao Horror: Ataques e Assassinatos ao Redor do Mundo 

A consequência desse ódio estruturado é uma cadeia de ataques que se estende por mais de trinta anos. A DGSI recorda que, na década de 1990, pelo menos 19 figuras religiosas foram assassinadas na Argélia pelo Grupo Islâmico Armado. No Paquistão, a Al-Qaeda tem sido um ator fundamental na campanha de violência contra os cristãos desde os anos 2000. Em 2015, o mundo assistiu horrorizado à execução de 21 coptas egípcios na Líbia, filmada e divulgada pelo Estado Islâmico como “uma mensagem assinada com sangue para a nação da cruz”. 

A Europa também não foi poupada. O ataque de 2016 ao mercado de Natal de Berlim revelou um ódio profundo contra os cristãos: o perpetrador, um tunisiano anteriormente preso na Itália, insultou e ameaçou seus companheiros de cela cristãos.  

França, um alvo recorrente: igrejas atacadas, padres decapitados 

A França está sob ameaça islamista há um quarto de século, com ataques direcionados explicitamente a cristãos. Já em 2000, um plano para atacar a Catedral de Estrasburgo e seu mercado de Natal foi frustrado. Anos depois, esse mesmo mercado foi palco de um ataque realizado por Chérif Chekatt em dezembro de 2018. 

A lista de ataques, tanto consumados quanto frustrados, é extensa: 

  • 2015: Sid Ahmed Ghlam planejou ataques contra igrejas em Villejuif e considerou também atacar a Basílica de Sacré-Cœur em Montmartre. 
  • 2016: Em Saint-Étienne-du-Rouvray, terroristas islâmicos degolaram o padre Jacques Hamel dentro da igreja, designando explicitamente os cristãos como inimigos do Islã. 
  • 2016: Um carro-bomba quase explodiu em frente à Catedral de Notre-Dame em Paris. 
  • 2017: Um policial foi atacado por um jihadista na praça da catedral. 2020: Três pessoas foram mortas na basílica de Nice em um ataque realizado “em nome de Alá”. 
  • 2021: Uma jovem radicalizada foi presa em Béziers enquanto planejava um ataque contra a igreja em seu bairro. 

O relatório da DGSI destaca um padrão claro: os cristãos — suas igrejas, seus pastores e seus fiéis — tornaram-se alvos principais da violência islâmica. 

Uma ameaça persistente que exige realismo e vigilância. 

O relatório da inteligência francesa confirma uma realidade que muitos líderes políticos na Europa têm minimizado durante anos: a violência jihadista não é aleatória, mas sim ideologicamente direcionada contra alvos cristãos. Essa hostilidade se articula em discursos, manuais de radicalização, publicações digitais e campanhas globais, e resulta diretamente em uma série de ataques cada vez mais brutais. 

A Igreja na Europa enfrenta hoje uma situação paradoxal: embora suas instituições e símbolos sejam declarados alvos do terrorismo, muitas sociedades europeias evitam reconhecer o componente antirreligioso — e especificamente anticristão — desses ataques. A DGSI, por outro lado, não deixa margem para dúvidas: o cristianismo está no cerne do alvo jihadista.

 

Fonte - infovaticana

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