quinta-feira, 13 de novembro de 2025

O Arcebispo de Medellín: "O espiritismo afasta as pessoas de Deus e cria confusão entre os fiéis."

O texto destaca que essas atividades exploram a tendência humana natural ao mistério para promover doutrinas incompatíveis com a fé cristã. Menciona também magnetismo, telepatia, sono hipnótico, levitação de objetos, movimentos do tabuleiro Ouija e escrita automática.

O Arcebispo de Medellín: "O espiritismo afasta as pessoas de Deus e cria confusão entre os fiéis."

Monsenhor Ricardo Tobón alerta sobre os perigos do espiritismo e da necromancia.

 

O Arcebispo Ricardo Tobón Restrepo publicou um alerta no site da Conferência Episcopal Colombiana sobre a disseminação de práticas espiritualistas na sociedade contemporânea. O Arcebispo de Medellín destaca que essas atividades exploram a tendência humana ao mistério para promover doutrinas incompatíveis com a fé cristã.

Uma atração natural pelo oculto.

Segundo o prelado, o ser humano experimenta naturalmente “uma tendência para o misterioso e uma atração por experiências estranhas e ocultas”. Esta realidade, que é percebida na própria natureza humana e demonstrada ao longo da história, é explorada por praticantes do espiritualismo moderno, que é inspirado por práticas antigas, mas adotou novas formas desde o século XIX.

O espiritualismo contemporâneo baseia-se em diversas "ideias": a possibilidade de comunicação com entidades espirituais desencarnadas, a crença na reencarnação, a convicção na pluralidade de mundos habitados e a identificação entre o natural e o sobrenatural, bem como entre religião e ciência.

Práticas e rituais questionáveis

Monsenhor Tobón descreve como o espiritualismo promove encontros onde pessoas consideradas "médiuns" afirmam receber mensagens de espíritos por diversos meios: ruídos, vozes, escritos ou aparições. Esses rituais misturam elementos cristãos, supersticiosos e de bruxaria, utilizando imagens, amuletos, incenso, água benta e orações.

E lamenta especialmente que "a figura de São José Gregório Hernández esteja sendo usada indevidamente para essas práticas", que ele considera um uso impróprio da devoção católica.

Necromancia como uma forma séria de adivinhação

A necromancia ou o espiritismo, segundo o prelado, representam "a expressão mais grave de adivinhação", uma vez que consistem em invocar os espíritos dos mortos para revelar o futuro ou qualquer outro aspecto da vida. Esses grupos seguem os ensinamentos de Allan Kardec e outros autores que desenvolvem doutrinas inaceitáveis ​​de uma perspectiva cristã.

Entre as crenças problemáticas, Monsenhor Tobón destaca que elas não acreditam em um Deus pessoal, mas em um conceito panteísta que unifica Deus com todas as coisas, e que, ao aceitarem a reencarnação, negam a obra redentora de Cristo, pensando que tudo funciona por uma causa automática.

Fenômenos parapsicológicos sem origem espiritual

O arcebispo lista vários fenômenos que ocorrem em sessões espíritas: magnetismo, telepatia, sono hipnótico, levitação de objetos, movimento do tabuleiro Ouija, escrita automática, entre outros. No entanto, ele esclarece que esses fenômenos "certamente não são produzidos por espíritos, mas por um certo magnetismo das pessoas ou por truques enganosos".

Alguns desses fenômenos se enquadram no campo da parapsicologia e, portanto, no domínio científico, embora permaneçam difíceis de explicar. No entanto, observa-se que geralmente são usados ​​para fins ambíguos, falsamente religiosos, e até mesmo para ganho comercial ou para exercer controle sobre as pessoas.

Consequências negativas para os participantes

A prática de invocar as almas dos mortos "introduz uma forma de alienação do presente e produz uma mistificação da fé na vida após a morte", segundo o prelado. Isso gera confusão, medo e até mesmo doenças mentais em algumas pessoas, causando, especialmente entre os jovens, "grandes erros e, muitas vezes, com consequências morais preocupantes".

Fundamento bíblico para a condenação

O bispo Tobón recorda que essa prática é severamente condenada desde o Antigo Testamento, citando: “Não consultem médiuns nem espíritas… nem se envolvam em charlatanismo… Quem pratica essas coisas é detestável a Deus”. Ele também menciona as advertências apostólicas sobre o afastamento da verdadeira doutrina e a queda em fábulas ou a influência de falsos profetas.

O arcebispo conclui que "somente conhecer e viver o Evangelho nos liberta dessas formas de neopaganismo, que enganam, nos desorientam da realidade, trazem situações preocupantes no nível psíquico e, sobretudo, nos distanciam de Deus, a única fonte de verdade e vida".

 

Fonte - infocatolica

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