Por Bruno
Lembro-me de que, quando as mensagens de Bin Laden e seus vários representantes começaram a aparecer nos jornais, no contexto da guerra no Afeganistão e, posteriormente, da guerra no Iraque, fiquei surpreso ao ouvir cristãos, ou ocidentais em geral, serem chamados de "cruzados". Isso não é algo exclusivo de alguns radicais no Oriente Médio; muçulmanos espanhóis também frequentemente compartilham esse trauma ancestral. Você pode ler um artigo no WebIslam, um fórum islâmico online espanhol, que interpreta toda a história da Europa como uma consequência (perniciosa) das Cruzadas.
Até aqui, tudo normal. Essa fixação é, na minha opinião, uma manifestação natural e até certo ponto compreensível da memória histórica dos países muçulmanos, que, como costuma acontecer, é mais sinônimo de "ressentimento histórico" por eventos passados.