Cardeal Philippe Barbarin
O Superior do Distrito francês da Fraternidade São Pio X, Padre Régis de Cacqueray, deu à luz um novo escândalo.
No início da semana passada, o Arcebispo de Lyon, Cardeal Philippe Barbarin (59), e o Arcebispo de Rouen, Mons. Jean-Charles Descubes, (70) entraram em cena na maçonaria, em Paris e Lyon.
Em 10 de maio, o Arcebispo Descubes fez uma palestra a convite do grupo maçom francês “Grande Loge Nationale Française” em seu templo em Paris.
Essa Grande Loja Maçônica foi fundada em 1913. Ela segue a Tradição britânica e, ao contrário da “Grande Loge de France”, não é ateísta. Ela tem cerca de 20.000 membros.
O tema da noite na palestra do Arcebispo Descubes intitulou-se “A Maçonaria Regular e o Monoteísmo no Século XXI.”
Participaram da discussão subseqüente um padre, um teólogo muçulmano e um rabino militar francês, Haïm Korsia (46).
Igualmente, no dia 10 de maio, o Cardeal Barbarin participou de um evento da Associação “Diálogo e Democracia Francesa” em Lyon.
A Associação consiste basicamente de maçons de diferentes lojas.
O Cardeal discutiu com um rabino, um dirigente religioso muçulmano e o Presidente da comunidade evangélica reformada de Lyon.
O tema chamou-se “Laicismo, Religião, Espiritualidade”.
Para o Padre Cacqueray, a participação de ambos os prelados em eventos maçons constitui “um escândalo gravíssimo”.
O sacerdote vê o comportamento dos prelados como uma “traição da Fé”.
A participação nos eventos promove a concepção de que a maçonaria se trata de uma associação honesta, que se pode freqüentar livremente.
Na verdade, a maçonaria foi descrita por todos os Papas como seita de especial perversão, cujo verdadeiro objetivo consiste na destruição da Igreja – disse o Padre de Cacqueray.
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DECLARAÇÃO SOBRE A MAÇONARIA
Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da maçonaria pelo facto que no novo Código de Direito Canônico ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior.
Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas.
Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão.
Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de Fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, p. 240-241).
O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação.
Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de Novembro de 1983.
Joseph Card. RATZINGER
Prefeito
Prefeito
+ Fr. Jérôme Hamer, O.P.
Secretário
Secretário
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