“O altar é um Calvário”: eis a consciência que precisamos para
participar bem da liturgia e comportar-nos melhor na igreja. Todo o
resto, principalmente o “auê”, pode ficar muito bem, obrigado, do lado
de fora.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
Recebemos nas redes sociais, alguns meses atrás, o seguinte comentário, como resposta ao nosso último texto sobre o latim na liturgia:
O sacerdote orar em latim, de costas para os fiéis…
Misericórdia! Minha avó contava que tinha pessoas que oravam o terço
durante a missa, outras dormiam, ou seja, não participavam de nada do mistério da missa…
Sim, você certamente já ouviu, também, algum comentário do gênero.
Infelizmente, é essa a impressão que muitas pessoas, se não a maioria,
têm sobre como era rezada a Santa Missa antes da reforma litúrgica após o
Concílio Vaticano II. Não é raro que se ouça aqui e ali, inclusive a
respeito das mudanças que sofreu o rito romano, alguém comparar a Missa de São Pio V a uma espécie de “Velho Testamento” da liturgia católica.
Antes, o povo inteiro estava “à espera”, ansiando pelo acesso “pleno”
aos mistérios sagrados, que se ocultavam sob uma língua incompreensível,
um sacerdócio afastado do povo, uma Igreja “fria” e “imobilizada”, que
não se comunicava efetivamente com os fiéis... Até que veio o Novus Ordo.