ihu - Um templo que é 4 vezes maior que o Santuário de Aparecida, equivalendo a 5 campos de futebol.
De Hebron, na Terra Santa, foram trazidos 40 mil metros quadrados de
pedras. Doze oliveiras foram importadas do Uruguai para reproduzir o
Monte das Oliveiras. Nas paredes, grandes menorás – candelabros de sete
braços. E Edir Macedo orando, de barba branca, vestido com uma indumentária judaica – o kipá, o talit (xale utilizado pelos hebreus nas preces).
Estamos no Templo de Salomão, da igreja Universal, em São Paulo, que acaba de ser inaugurado, a um custo de R$ 680 milhões e capacidade para 10 mil pessoas.
A reportagem e a entrevista, sob o título "Sobre Edir Macedo e o Rei Salomão", é de Morris Kachani, jornalista e consultor, publicada no seu blog, 31-07-2014.
Os últimos números apresentados IBGE dão conta de que a Universal tem
perdido fiéis e espaço para as concorrentes. No último censo a igreja
fundada pelo bispo Edir Macedo perdeu 229 mil adeptos, passando de 2,102 milhões para 1,873 milhão. Já a Igreja Mundial do Poder de Deus, de Valdemiro Santiago, ganhou 315 mil seguidores.
De acordo com Ricardo Bitun, professor do
departamento de pós graduação de ciências da religião do Mackenzie, a
construção do templo marca uma nova fase da Universal.
“Pelos comerciais que estão sendo veiculados na TV Record, muito bem
feitos por sinal, se projeta um novo perfil para o fiel da Universal:
bem sucedido, bom cidadão, classe média, um homem de família, o famoso
bordão: ‘Eu sou Universal’. Ali você tem uma dentista muito bonita, um
médico, um advogado”.
“Existe uma transformação em curso. A Universal captou a ascensão de uma nova classe social e passou a trabalhar de outra forma”.
“A Universal, veio pra ficar, criar raízes e
disputar fiéis no interior do campo religioso brasileiro, bem diferente
de seu início modesto, quando realizava seus cultos em velhos barracões
alugados”.
Eis a entrevista.