![]() |
| “As bem-aventuranças” (1436-1443), Fra Angelico, afresco do convento de San Marco, em Florença. |
Por Plinio Maria Solimeo
Diz São Mateus em seu Evangelho que Nosso Senhor Jesus Cristo “percorria toda a Galileia […] grandes multidões seguiam-no da Galileia e da Decápole, e de Jerusalém e da Judeia”. O Divino Salvador, “vendo a multidão, subiu ao monte, e quando se sentou, aproximaram-se dele os discípulos. E, abrindo a boca, Ele os ensinava dizendo, bem-aventurados…” (4, 23-25; 5, 1 e ss.), iniciando assim o que ficou conhecido como o famoso Sermão da Montanha.
São Lucas põe esse episódio logo depois de Nosso Senhor ter escolhido seus 12 discípulos e, descendo do monte em que estavam, curou muitos doentes e expulsou vários demônios. Em seguida, “levantando os olhos sobre os discípulos, Ele dizia: bem-aventurados…”
Esse evangelista cita apenas quatro das oito bem-aventuranças mencionadas por São Mateus. Sobre isso comenta a revista Permanência: “[São] Lucas narra que o sermão do Senhor foi feito às turbas. Por isso enumera as bem-aventuranças conforme a capacidade delas, que só conheciam a felicidade voluptuosa, temporal e terrena”. As quatro citadas por ele são: “Bem-aventurados os pobres, porque vosso é o reino de Deus; Bem-aventurados os que agora padeceis fome, porque sereis fartos; Bem-aventurados os que agora chorais, porque rireis; Bem-aventurados sereis quando vos odiarem os homens, vos excomungarem, e vos maldisserem e proscreverem vosso nome como mau, por amor do Filho do Homem. Alegrai-vos naquele dia e regozijai-vos, pois grande será a vossa recompensa no Céu”.
Entretanto, vamos comentar as oito bem-aventuranças citadas por São Mateus, porque elas englobam também as acima.



