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terça-feira, 5 de agosto de 2025

O que podemos aprender com os mais de 2.000 padres presos no campo de concentração de Dachau

Quando um soldado católico americano entrou pelo portão da frente do infame campo de concentração de Dachau em 1945, ele olhou ao redor e pensou: 'É assim que o inferno é!' 

Imagem em destaque
Crematório de Dachau

  

Quando o soldado americano James Frank Dorris Jr., de 19 anos, entrou pelo portão da frente do infame campo de concentração de Dachau durante sua libertação em abril de 1945, ele olhou ao redor e pensou: "É assim que é o inferno!" Seus olhos contemplavam os mortos e os mortos-vivos, seu nariz agredido pelo odor do escoamento do crematório do campo, um edifício incapaz de descartar o volume inimaginável de detentos mortos. 

Durante os terríveis últimos quatro meses de existência de Dachau, durante a Segunda Guerra Mundial, estimava-se que 100 detentos morriam por dia de fome, doenças ou por bala. Em alguns dias, chegavam a 400. A escassez de carvão durante a guerra impossibilitou a cremação do número crescente de detentos. Assim, corpos eram empilhados por toda parte, no que alguns chamavam de campo de extermínio. A Enciclopédia do Holocausto estima que 40.000 detentos morreram em Dachau sob as condições mais brutais. 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O mundo recorda hoje as vítimas do holocausto

27/01/2011
Fonte: A12
 
O mundo celebra hoje (27) o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, com o tema ‘As mulheres e o Holocausto: coragem e compaixão’, instituído em 2005.
 
A comemoração lembra as histórias de mulheres que durante a Segunda Guerra Mundial lutaram para manter as tradições familiares e religiosas e enfrentaram a ameaça de morte corajosamente.
 
A Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou no dia 1º de novembro de 2005, a resolução 60/7 que designa 27 de Janeiro, como o Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto. A data é uma homenagem aos seis milhões de judeus e às outras vítimas do extermínio nazista.
 
Vários países, incluindo Grã-Bretanha, Itália e Alemanha, já consideravam 27 de janeiro o dia da memória das vítimas do Holocausto porque foi nessa data, em 1945, que os soviéticos liberaram o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia.
 
A resolução, proposta por Israel, foi co-patrocinada por outros 104 países e aprovada por consenso, sem necessidade de votação.
 
O texto da resolução rejeita qualquer questionamento de que o Holocausto foi um evento histórico, enfatiza o dever dos Estados-membros de educar futuras gerações sobre os horrores do genocídio e condena todas as manifestações de intolerância ou violência baseadas em origem étnica ou crença.
 
Para essa ocasião o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon publica uma mensagem na qual afirma que a cada ano, a comunidade internacional se une em memória do Holocausto e reflete sobre as lições que não devemos esquecer. É uma celebração anual de vital importância.
 
“No aniversário da libertação de Auschwitz-Birkenau, o maior e mais famoso dos campos de extermínio nazista lembramo-nos dos milhões de judeus, assim como dos prisioneiros de guerra, dissidentes políticos e membros de grupos minoritários, tais como os ciganos e Sinti, homossexuais e deficientes físicos, que foram sistematicamente assassinados pelos nazistas e seus simpatizantes”, destacou o Secretário-Geral das Nações Unidas. Este ano, a homenagem é dedicada às mulheres que sofreram no Holocausto.
 
“Mães e filhas, avós, irmãs e tias, que tiveram suas vidas irrevogavelmente mudadas, separadas de suas famílias e com suas tradições destruídas. Contudo, apesar de terríveis atos de privação, discriminação e crueldade, elas sempre encontraram maneiras de lutar contra seus perseguidores”, continuou o Secretário-Geral das Nações Unidas.
 
O Secretário-Geral concluiu afirmando que famílias nunca mais devem ter de suportar o tipo de horror visto durante o Holocausto.
 
“Só trabalhando em conjunto poderemos evitar o genocídio e pôr fim à impunidade. Ao educar as novas gerações sobre esse terrível episódio de nossa história”, disse Ban Ki-moon.
 
 
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