Pelo Padre Álvaro Calderón, F.S.S.P.X.
«Quantas maldades cometeu o inimigo no Santuário! E os que Te aborreciam, gloriaram-se no meio da Tua Solenidade.» (Sal. 73, 4)
Muitos problemas seriam resolvidos se nós fôssemos ao menos indiferentes à Missa Nova. De Roma não nos pedem outra coisa.
De tantos católicos perplexos pela
reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, muitos acharam que o mal do
novo rito vinha unicamente da maneira de celebrá-lo e peregrinam de
paróquia em paróquia à procura de padres, sempre escassos, que celebrem
com piedade e não dêem a comunhão na mão. Outros, melhor informados,
sabem que a diferença não está nos modos do sacerdote mas no próprio
rito e pedem a Missa tradicional argumentando, com algo de hipocrisia, o
enriquecimento que implica a pluralidade de ritos: o novo é bom, mas o
antigo também: o melhor então é ter os dois!
Apesar de em Roma não serem bobos, deixaram correr essa desculpa para os grupos tradicionalistas que se ampararam na comissão Ecclesia Dei.
Ainda mais: aos Padres tradicionalistas da diocese de Campos, Brasil,
foi permitido ficar com o rito tradicional mesmo dizendo que a Missa
Nova é “menos boa”.
Mas em Roma incomoda a nossa
Fraternidade, porque não só não diz que [a Missa Nova] é boa, mas a
combate como perversa, inquietando a perplexidade que, depois de
quarenta anos de Concílio, tantos católicos não deixaram de sofrer. Se
ao menos guardássemos indiferença – que os outros rezem como queiram! –,
da parte de Roma nos deixariam em paz. A pergunta é, então: Podemos ser
indiferentes à Missa Nova?