A hóstia consagrada é a mesma para todos, mas seu efeito depende da saúde espiritual de quem a recebe.
Nos sacramentos, a doutrina católica distingue o aspecto objetivo do subjetivo, ou seja, a validade do próprio sacramento da sua eficácia para o destinatário. A terminologia clássica se refere a isso com as fórmulas ex opere operato e ex opere operantis, respectivamente. Um sacramento é válido ex opere operato se os elementos necessários para a sua celebração estiverem presentes (cf. "Elementi di validità della Confessione", Il Timone, junho de 2018), embora frutifique ex opere operantisse o destinatário realiza certos atos. Isso porque os sacramentos "dão frutos em quem os recebe com as disposições exigidas" (Catecismo, n. 1131).
As palavras de Santo Tomás
No que diz respeito à comunhão eucarística, Cristo está realmente presente em cada hóstia consagrada, mas esta presença objetiva (que não depende da fé de quem comunica) só comporta um fruto de graça se for recebido de uma determinada maneira. Além disso, a presença de Jesus no sacramento pode ser prejudicial, em vez de salvífica, se a pessoa que comunica está em pecado grave.