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sábado, 27 de agosto de 2011

Capítulo 5 do livro: O Derradeiro Combate do Demônio




Descobre-se um motivo


Como sublinhámos na Introdução, o crime contra a Igreja e o Mundo que nos propusemos provar neste livro envolve "a tentativa sistemática, que vem já desde o ano de 1960, de abafar, apresentar erroneamente e negar a autenticidade dessa mensagem, embora as suas alarmantes profecias se estejam a concretizar mesmo diante dos nossos olhos".

Mas por que razão homens que ocupam os mais altos cargos de autoridade na Igreja cometeriam um tal crime? Como observou Aristóteles, para se compreender uma ação deve-se procurar o motivo. É o que faremos neste capítulo.

Admitimos que é sempre difícil provar um motivo, porque não podemos ler a mente de uma pessoa, e muito menos avaliar o estado da sua alma. Ao concluirmos qual seria o motivo, podemos apenas - tal como membros de um júri num processo meramente civil - basear a nossa decisão nas acções exteriores do acusado, à luz das circunstâncias circunjacentes. Quando um júri conclui que um homem assassinou a mulher para obter o dinheiro do seguro, por exemplo, baseia-se quanto ao motivo numa inferência razoável a partir das circunstâncias circunjacentes. Seria de estranhar que um assassino, em tal caso, admitisse “Matei-a para receber o seguro”. Pelo contrário, o motivo teria de ser inferido a partir de coisas como a compra recente, por parte do marido, de uma apólice de seguro de valor substancial para a mulher.
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