Por Walter Sánchez Silva
O cardeal Gerhard Müller, que foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé por 5 anos, pediu ao Vaticano “uma declaração clara de princípios com consequências práticas”, depois que, no dia 10 de maio, cerca de 100 padres e agentes pastorais abençoaram uniões homossexuais apesar da proibição da Santa Sé.
“Pela verdade do Evangelho e pela unidade da Igreja, Roma não deve vigiar em silêncio, esperando que as coisas não piorem ou que os alemães sejam pacificados com sutileza tática e pequenas concessões. Precisamos de uma declaração clara de princípios com consequências práticas”, escreveu o cardeal em artigo publicado em 24 de maio na revista norte-americana First Things, intitulado “Bênção e blasfêmia”.
“Esta encenação de pseudo-bênçãos de uniões homossexuais ativas, homens ou mulheres, em termos teológicos é uma blasfêmia. É uma contradição cínica da santidade de Deus”, disse o cardeal alemão.
