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sábado, 1 de abril de 2023

A Zona Sem Lei da Sexualidade Humana e a Igreja Hoje

É um clichê apontar que os costumes sexuais "mudaram". Embora não seja errado dizer que as normas sexuais mudaram, a prevalência desse modo de falar tende a obscurecer a especificidade do que realmente ocorreu.

  

 

Examinando os vários componentes da filosofia que impulsiona os defensores da revolução sexual, bem como muitos progressistas católicos, um bom resumo de suas várias proposições é simplesmente este: todo o domínio da sexualidade humana não deve ser regido pela lei. O sexo é, por assim dizer, uma "zona sem lei". Embora raramente seja anunciado como tal (ainda é muito radical para a maioria das pessoas), um exame atento do pensamento progressista - tanto secular quanto católico - revela que essa expressão é, de fato, um bom resumo.

Em outras palavras, todo o alcance do pensamento moral tradicional e as normas que ele impõe ao exercício da sexualidade humana devem ser completamente eliminados. Deve ser substituído por um livre exercício de escolha sem restrições por tudo o que o pensamento ocidental até então reconheceu como lei (1).

A ideia de que a sexualidade humana não deve ser regida por princípios firmes e imutáveis ​​é mais evidente no pensamento secular. Durante décadas, ouvimos o refrão de que as normas morais tradicionais em relação à sexualidade eram puritanas, hipócritas, inspiradas no domínio masculino e/ou na repressão feminina, orientadas para o "controle" (entendido como algo ruim), que tornavam as mulheres mulheres em "fábricas de bebês," e constringindo as sociedades humanas no pântano do pensamento pré-iluminista. O resultado é que devemos entregar tudo isso à liberdade humana. Homens e mulheres que atingem a maioridade podem tomar suas próprias decisões sobre isso (2).

terça-feira, 30 de agosto de 2022

O caminho da apostasia: das idolatrias de ontem às ideologias de hoje

 

Estamos no ano 587 AC A cidade de Jerusalém e seu grande Templo de Salomão foram destruídos por Nabuzaradã, comandante de Nabucodonosor. O monarca babilônico, após a conquista e como punição após um cerco de dois anos à cidade santa, ordenou a execução dos filhos do último rei judeu, Zedecias, à sua frente, e então arrancou seus olhos e o carregou com correntes de bronze o levou à Babilônia. Ele também nomeou uma certa Godólias como governadora daquela devastada terra judaica, dando-lhe o comando sobre os poucos homens que não haviam sido deportados para a Babilônia.

Assim, cumpriram-se os oráculos dos profetas de Israel, especialmente Jeremias, que começou a profetizar durante uma época de esplendor do rei reformista Josias (640-609 aC). Este último grande rei do Israel histórico morreu na batalha de Megido, lutando com o faraó egípcio Neco, e desta forma dramática sua reforma piedosa foi interrompida, desde então o reino de Judá foi de desastre em desastre até a catástrofe do ano 587 a.C. Jeremias, o aflito profeta de Anatote, foi uma testemunha privilegiada desse itinerário fracassado e da devastação final, que repetidamente advertiu sobre a loucura da resistência armada ao poder da Babilônia e a necessidade de alcançar a paz (Jr. 38, 15-16, 42, 10-13). E, sobretudo, centrou-se num dado crucial: as idolatrias do povo, corrigidas e aumentadas após a morte de Josías, eles seriam a principal causa daquela infelicidade nacional. Um pecado tão abominável que fez YHWH exclamar:

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

O fantasma do Arianismo na Igreja hoje

 

As heresias são como ervas daninhas. Eles continuam voltando. A questão é que eles voltam em formas diferentes. No século IV, o arianismo fazia parte do grande debate sobre a divindade de Cristo e, portanto, a definição da Santíssima Trindade.

No curso que estou ensinando no Instituto Ávila sobre  Como São Bento mudou o mundo, passamos parte da primeira sessão de segunda à noite discutindo a heresia do arianismo. A heresia começou com o ensino de Ário em meados do século III e se espalhou por todo o Império. Missionários da parte oriental do império foram para o norte e as tribos góticas foram convertidas ao arianismo. Em nossa discussão sobre Bento XVI, apontamos como, quando ele era um jovem que estudava em Roma por volta do ano 500, a Itália era governada pelo rei gótico Teodorico, o Grande, que era ariano.

O arianismo se desenvolveu não apenas em um problema teológico, mas em um grande cisma. Os arianos tinham suas próprias igrejas, seus próprios bispos e seus próprios poderes temporais, como Teodorico, apoiando-os. No cerne do arianismo estava uma negação da cristologia niceno. Simplificando, eles acreditavam que Jesus era o “Filho de Deus”, mas ele não era a segunda pessoa da santa e indivisa Trindade que assumiu a carne humana de sua abençoada mãe. Ele era, em vez disso, um ser criado - um semideus e, portanto, subordinado a Deus Pai.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

De onde vem a modéstia e por que ainda é essencial hoje

O vestido modesto já deu testemunho da dignidade única das mulheres. Ainda assim ou a modéstia é apenas um costume desatualizado?

 

 
Por Hugh Owen
 
 
Hoje em dia, nas Igrejas Católicas de Rito Latino e Bizantino, bem como nas outras Igrejas da Igreja Católica, muitas tradições e costumes antigos foram questionados e muitos dos fiéis foram levados a acredito que a maioria das “velhas maneiras” de fazer as coisas são “velhas” e não se aplicam mais em nossos dias. Uma das “velhas maneiras” de fazer as coisas que é amplamente considerada como “chapéu antigo” é a “velha maneira” de se vestir - tanto os antigos padrões de vestimenta em geral quanto, em particular, os padrões de vestimenta para o culto divino. Neste artigo, consideraremos se os padrões católicos tradicionais de “modéstia” são “antigos” ou ainda válidos - sujeitos a mudanças de acordo com a moda, ou divinamente ordenados e atemporais.

Antes de abordar o tema da modéstia, será importante distinguir entre os costumes, ou "velhas maneiras" de fazer as coisas, que estavam erradas de acordo com o Evangelho - e que, portanto, precisavam ser mudadas - e as "velhas maneiras" de fazer as coisas que foram exigidos pelo Evangelho e que devem ser mantidos. Uma “velha maneira” de fazer as coisas que não estavam de acordo com o Evangelho era a prática de longa data de segregação nas igrejas católicas em muitas partes dos Estados Unidos. Duas gerações atrás, em muitos estados da União, as igrejas católicas eram completamente segregadas de acordo com a cor. Não seria preciso muita leitura do Novo Testamento ou dos Padres da Igreja para saber que esta prática contradiz o ensino de Nosso Senhor Jesus Cristo como foi entendido na Igreja desde o início. Na carta de São Tiago,o apóstolo condena veementemente qualquer tipo de discriminação na Igreja com base na riqueza ou posição social, o que certamente inclui a discriminação racial. Assim, o abandono da segregação deve ser celebrado por todos os cristãos católicos como uma vitória do Evangelho.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Amabilidade: virtude quão necessária hoje!

 

Por Plinio Maria Solimeo

 

A amabilidade é uma das virtudes mais encantadoras e das mais necessárias ao bom convívio humano. Ela tempera o que pode haver de brusco no nosso temperamento, e leva-nos a tratar os outros como gostaríamos de ser tratados.

Fazem parte dessa virtude uma série de outras muito necessárias nos dias de hoje, e que constituem o cortejo liderado pela verdadeira caridade: “a benignidade, que leva a tratar e julgar os outros e as suas atuações com delicadeza; a indulgência em face dos defeitos e erros alheios; a educação e a urbanidade nas palavras e nas maneiras; a simpatia, que por vezes será necessário cultivar com especial esmero; a cordialidade e a gratidão; o elogio oportuno às coisas boas que vem”[i]. Podemos ainda acrescentar a isso a gentileza, cortesia, brandura, carinho, meiguice, ternura e suavidade no trato com as pessoas.

O famoso apologista americano, arcebispo Dom Fulton Sheen, explica que “a palavra inglesa «kindness» (amabilidade) é derivada de «kindred» ou «kin» (parentes), e portanto implica uma afeição que dedicamos naturalmente àqueles que são a nossa carne e o nosso sangue. A amabilidade original e típica é a de um pai para com o filho ou a de um filho para com o pai. Gradualmente a palavra adquire maior amplitude até atingir todos os que desejamos tratar como parentes”[ii].

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Heresias antigas nas seitas de hoje


Por Jesús Urones


Quando São Paulo escreve aos coríntios, ensina que é necessário que haja heresias:

  • “E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós” (1Coríntios 11,19).

É pelo erro que se manifestam aqueles que são aprovados na fé, ou seja, aqueles que vivem uma doutrina ortodoxa e não se deixaram confundir pelo erro doutrinário.

Ao longo da História da Igreja, existiram muitas heresias, as quais foram inicialmente combatidas pelos Santos Padres. Algumas duraram vários séculos (como o Arianismo); outras, ao contrário, duraram menos tempo. Não houve época em que não tenha havido heresias, pois até mesmo na Era dos Apóstolos já se dizia:

  • “Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós” (1João 2,19).

As antigas heresias voltaram e se manifestam hoje em diversas seitas. Neste artigo, analisarei suas semelhanças.

domingo, 20 de janeiro de 2019

10 coisas que Santo Agostinho responderia hoje à Nova Era

Por Luis Santamaría

Ambos, cristianismo e Nova Era, propõem uma perspectiva espiritual da vida, mas o que um tem que o outro não tem?



A Nova Era (New Age) é uma corrente espiritual contemporânea. Mas ainda é uma nova manifestação do pensamento gnóstico clássico. Portanto, não é irracional buscar nos ensinamentos do grande pensador e bispo Santo Agostinho de Hipona (354-430) uma resposta cristã à Nova Era.

Três tipos de pessoas

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O escândalo dos nossos tempos

[abim]
Por Roberto de Mattei (*)


O mundo está cheio de escândalos, e Jesus diz: “Ai do mundo por causa dos escândalos” (Mt 18, 7). O escândalo, de acordo com a moral católica, é o comportamento daqueles que causam o pecado ou a ruína espiritual de seu próximo (Catecismo da Igreja Católica n° 2284).
Não basta abster-se de fazer aquilo que em si mesmo é pecado, mas é preciso evitar aquilo que, não sendo pecado, põe os outros em perigo de pecar; e o Dicionário de teologia moral dos cardeais Roberti e Palazzini ensina que isso é especialmente obrigatório para aqueles que têm uma posição elevada no mundo ou na Igreja (Editrice Studium, Roma 1968, p.1479).

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Os 10 mandamentos explicados ao homem de hoje

[catequesecatolica]
Por Patricia Navas González



Esta é a sua interessante “tradução” das Tábuas da Lei à linguagem atual, para mostrar ao homem de hoje o caminho de liberdade traçado nestes dez preceitos:
Eu sou o Senhor teu Deus. A crise do homem moderno é crise de Deus, eclipse de Deus, ignorância de Deus, aversão a Deus. A esperança dos homens é decepcionada quando buscam respostas fora de Deus.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Heresiarcas de hoje e de outrora

[ipco]
Por

O ângulo de visão doutrinário em que nos situamos no confronto de hoje é o de Leão XIII em sua profunda e luminosa Encíclica sobre a História, intitulada “Parvenu à la vingt cinquième année“.
Ensina o grande Pontífice que todo o progresso do Ocidente cristão jamais teria existido sem a ação sobrenatural da Igreja. Foi Ela que elevou a humanidade ao alto nível moral que atingiu na Idade Media; foi Ela que ensinou aos povos os princípios da sabedoria política e social de que decorreu o aparecimento da civilização justamente dita cristã; foi em Seu regaço que a teologia, a filosofia, as artes e a vida de sociedade floresceram.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Como ser jovem no mundo de hoje?

[domtotal]
Por Vinícius Paula Figueira

A juventude de hoje está se configurando como herdeira das intempéries sociais.


No coração da moçada lateja o agente revolucionário que pode sacar o ‘s’ da crise (crie).



Dias atrás fui convidado a encarar quase 80 jovens para palestrar sobre o palpitante e desafiador tema “como ser jovem no mundo de hoje?”. Bom, antes de mais nada, é oportuno dizer que com o advento do tempo pós-moderno, a sociedade tem vivenciado um período onde tanto as coisas, como as relações humanas, estão cada vez mais “líquidas e frágeis” (Z. Bauman).
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