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| Cardeal Roche e Monsenhor Schneider |
Por Mª Virgínia Olivera de Gristelli
Em uma entrevista recente conduzida por Diane Montagna, Monsenhor Atanásio Schneider questionou veementemente o relatório sobre a Liturgia que havia sido elaborado pelo Cardeal Arthur Roche, que foi distribuído aos membros do Sacro Colégio no consistório convocado pelo Papa Leão XIV nos dias 7 e 8 de janeiro de 2026, e que não foi debatido por falta de tempo, recebendo posteriormente forte oposição do clero e dos fiéis após sua divulgação.
Em uma análise meticulosa, Monsenhor Schneider argumenta que o relatório se baseia em "raciocínio manipulador" e "distorce evidências históricas", fundamentando-se no que ele chama de "clericalismo rígido".
O foco de sua crítica reside na alegação de que a reforma litúrgica de 1970 representa uma ruptura com o desenvolvimento orgânico do Rito Romano, argumentando que a Missa mais fiel ao Concílio era o Ordo Missae de 1965, e que a forma posteriormente promulgada pelo Papa Paulo VI — o Novus Ordo Missae — foi substancialmente rejeitada pelo primeiro Sínodo dos Bispos após o Concílio, em 1967.
Ele também questiona a interpretação do Cardeal Roche sobre o Quo primum de Pio V, negando que a restauração da liturgia romana tradicional tenha sido meramente uma "concessão" e afirmando que o pluralismo litúrgico "congela a divisão" dentro da Igreja.
Segundo o bispo Schneider, este relatório “é uma lembrança da luta desesperada de uma gerontocracia que enfrenta críticas sérias, vindas principalmente de uma geração mais jovem, cuja voz ela tenta sufocar por meio de argumentos manipuladores e, em última instância, usando o poder e a autoridade como armas”.
Segue a entrevista completa:

