Sua Eminência trata a respeito da recepção da Sagrada Comunhão por aqueles que persistem em pecado público grave
Muitos católicos — e também não-católicos, que apesar de não professarem a fé católica respeitam a Igreja Católica pelos seus ensinamentos sobre a fé e a moral — perguntaram-me como é possível aos católicos receber a Sagrada Comunhão enquanto promovem pública e obstinadamente programas, políticas e legislação que estão em direta violação da lei moral. Em particular, perguntam como é que políticos e funcionários civis católicos que defendem e promovem pública e obstinadamente a prática do aborto procurado, podem se aproximar para receber a Sagrada Comunhão. A sua pergunta aplica-se claramente também aos católicos que promovem publicamente políticas e leis atentatórias à dignidade da vida humana daqueles que sofrem doenças graves, necessidades especiais ou idade avançada, e que violam a integridade da sexualidade humana, do matrimônio e da família, ou a livre prática da religião.
A questão merece uma resposta, especialmente porque tange os próprios fundamentos do ensinamento da Igreja a respeito da fé e da moral. Acima de tudo, diz respeito à Sagrada Eucaristia, “[o] Sacramento da Caridade […] a doação que Jesus Cristo faz de Si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem. […] Jesus continua a amar-nos ‘até ao fim’, até ao dom do seu corpo e do seu sangue”[1].


