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terça-feira, 15 de abril de 2025

Nós não viemos dos macacos nem Cristo é "um" deus

 

 

 

 

Como você bem sabe, e se não, você descobrirá lendo este artigo, estamos em meio à comemoração do 1700º aniversário da celebração do Concílio de Niceia, o primeiro dos concílios ecumênicos.

Ário foi um padre influente em Alexandria, conhecido por sua eloquência, sua formação filosófica e sua capacidade de atrair seguidores entre o clero e os leigos. Sua tese era tão clara quanto errônea: o Filho de Deus não é eterno nem da mesma essência que o Pai. Segundo ele, se Deus é absolutamente único e não gerado, ele não pode compartilhar sua essência com outro ser. Portanto, o Filho — embora exaltado e anterior a toda a criação — foi criado pelo Pai “antes dos séculos” e, portanto, houve um tempo em que o Filho não existia. Para Ário, isso não reduziu Cristo a um mero ser humano, mas o colocou abaixo do Pai, como uma criatura intermediária entre Deus e o mundo.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Testemunha de Jeová e sua família se convertem à Igreja Católica: “Voltamos para casa”

 


Tom Cabeen foi um importante dirigente dos Testemunhas de Jeová que, pouco a pouco, encontrou o caminho até Cristo e a verdade que o levou de volta para casa: a Igreja Católica.

Confira este belo testemunho:

A família de Tom era muito ativa na comunidade dos Testemunhas de Jeová. Eles deixaram tudo o que tinham para fazer parte do corpo missionário deste polêmico grupo.

Enquanto Tom ia crescendo, estudava cada vez mais os ensinamentos da seita e se tornou um homem muito respeitado. Casou-se com uma integrante do grupo, Glória, e tudo ia muito bem.

Até que um dia, enquanto aprofundava seus estudos, encontrou uma grande falha na cronologia das crenças dos Testemunhas de Jeová. Este fato o levou a pensar na inconsistência lógica a respeito de Cristo e sua vida.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Os 8 maiores segredos chocantes do Manual Secreto dos Anciãos das Testemunhas de Jeová

[facebook]


Os anciãos nas congregações das Testemunhas de Jeová recebem um livro de instruções sobre como lidar com certos assuntos dentro da congregação, especialmente “assuntos judicativos”, significando pecados que podem justificar seu conselho. Este livro também instrui-os sobre a nomeação de novos anciãos, o que fazer em caso de um desastre natural, e assim por diante.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Pelo direito à liberdade religiosa, o caso da Rússia e os Testemunhas de Jeová

[domtotal]
Por Fabrício Veliq*

Rússia tem sido acusada, constantemente, de violar o direito de liberdade de crença e religião, que consta tanto no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.



Na semana passada, a Rússia decidiu banir a religião dos Testemunhas de Jeová do país por considerar que essa é uma organização extremista e tem atividades que incitam o ódio contra outros grupos, caminhando, assim, de maneira contrária às leis do país. Essa decisão do governo russo implica que, a partir de agora, a prática da religião dos Testemunhas de Jeová será também criminalizada. Esse tipo de proibição já havia sido instaurado no governo de Stálin, mas foi revertida a partir de 1991, quando do fim da União Soviética.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

De acordo com as Testemunhas de Jeová, o que é o Espírito Santo?

A resposta da Bíblia


O espírito santo é o poder de Deus em ação, é sua força ativa. (Miqueias 3:8; Lucas 1:35) A Bíblia diz que Deus ‘envia seu espírito’. Como ele faz isso? Ele projeta sua energia para onde for necessário a fim de fazer sua vontade. — Salmo 104:30; 139:7.
Na Bíblia, a palavra “espírito” é uma tradução do hebraico rú·ahh e do grego pneú·ma. Na maioria das vezes, esses termos se referem à força ativa de Deus, ou espírito santo. (Gênesis 1:2) Mas na Bíblia essas palavras podem ter outros significados, como:

segunda-feira, 15 de junho de 2015

O que ensina a seita Testemunhas de Jeová

Sobre Jesus Cristo...

Jesus é Deus?

NA OPINIÃO de muitos, a Trindade é “a doutrina central da religião cristã”. Segundo esse ensino, o Pai, o Filho e o espírito santo são três pessoas num só Deus. O cardeal John O’Connor disse o seguinte sobre a Trindade: “Sabemos que é um mistério muito profundo, que ainda nem começamos a entender.” Por que é tão difícil entender a Trindade?
O The Illustrated Bible Dictionary (Dicionário Bíblico Ilustrado) apresenta uma razão. Falando sobre a Trindade, essa obra admite: “Não é uma doutrina bíblica no sentido de que ela não aparece textualmente na Bíblia.” Visto que a Trindade “não é uma doutrina bíblica”, os trinitários têm tentado desesperadamente achar textos bíblicos, até mesmo distorcendo-os, para apoiar seu ensino.

Um texto que ensina a Trindade?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O Verbo era Deus - Erro das Testemunhas de Jeová

jbpsverdade: Atenção... Cuidado você que é cristão católico para não cair na cilada do maligno, ele é astuto e não descansa enquanto não obtém o seu objetivo, isto é, convencer ao erro, com a tentação e a mentira os que buscam e vivem na verdade de Cristo. A Palavra de Deus diz: Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. (1 Pd 5, 8)
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A Bíblia dos Testemunhas de Jeová é confiável?

22 out 2013
 

Freqüentemente em suas visitas domiciliares, os Testemunhas de Jeová não acham inconveniente que se use uma Bíblia católica. Porém, insensivelmente, a vão deixando para recorrer a sua própria versão. É confiável esta versão? Poderíamos falar de duas versões: a inglesa “Tradução do Novo Mundo” e a espanhola “Tradução do Novo Mundo da Santas Escrituras”.
Em inglês, quanto ao que se refere ao Novo Testamento, possuem uma edição especial intitulada “Tradução Interlinear das Escrituras Gregas”. Nela apresentam:
O texto grego do Novo Testamento (segundo a edição crítica de Wescott e Hort, que é altamente aceitável, ainda que hoje em dia se prefira a de Nestlé-Aland);
A tradução inglesa interlinear (ajustada ao grego, palavra por palavra);

sábado, 18 de maio de 2013

O que significa o número 144,000 para as Testemunhas de Jeová?

Veritatis
As 144.000 pessoas descritas em duas passagens bíblicas: apocalipse 7,1-8 e 14,1-5. De acordo com a primeira passagem, eles são “os servos do... Senhor” (7,3) que são retratados como sendo selados em suas frontes. Os versículos 4-8 descrevem a existência de 12.000 selados por cada uma das 12 tribos de Israel, dando um total de 144.000.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

As doutrinas mutantes das Testemunhas de Jeová

[bibliacatolica]
3 janeiro 2012

 


No presente artigo trataremos de como a seita das Testemunhas de Jeová ao longo de seus quase 2 séculos de existência, têm uma particularidade de possuir um conjunto de doutrinas com características mutantes a medida em que os anos vão se passando desde sua fundação em 1879.  Dada esta abordagem, apresentemos agora a transformação de algumas de suas teses contraditórias ao longo dos anos, recorrendo à sua própria história como movimento, à fontes históricas primárias (as Revistas Sentinelas), à suas próprias publicações e algumas imagens representativas.

Para uma melhor compreensão de que estamos querendo demonstrar, estão enumerados ordenadamente os temas mais polêmicos que são muito utilizados por seus pregadores.

1 – O Famoso Tema : “Jesus não morreu em uma cruz e sim em um madeiro”

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Refutando as TJ quanto à Trindade


Por João Batista

Segundo as Testemunhas de Jeová, a crença na Santíssima Trindade, ou seja, Pai, Filho e Espírito Santo, três pessoas e um só Deus, é excessivamente ilógica. Eles (TJ) fazem uma comparação com a sabedoria totalmente humana, dizem eles... Segundo os trinitários, Jesus não é o espírito santo, mas ambos são o mesmo Deus. Esteve o “Deus Espírito-Santo” cravado na “cruz”?
Se o Espírito Santo é Deus e Deus tem um Filho, é Jesus o “Filho do Espírito Santo”? Se Deus é uma Trindade, e Jesus é Deus e esteve morto, já esteve morta a “Santíssima Trindade” durante três dias?
Se Jesus era Deus em carne, o Deus Todo-Poderoso, e Maria foi a mãe de Jesus, o qual era realmente Deus, foi Maria a mãe do Deus Todo-Poderoso? Se Jesus é Deus e Jesus esteve nove meses no ventre de Maria, esteve o Deus Todo-Poderoso no ventre de uma mulher?
Se Jeová é Jesus, e Jesus chamava a Jeová de “meu Deus”, por que Jeová não chama a Jesus de “meu Deus”?  Por que Jesus não chama a Jeová de “meu Filho”?

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A Palavra era “Deus” ou “um deus”?

jbpsverdade: De acordo com o ensinamento das Testemunhas de Jeová, a tradução do primeiro versículo do evangelho de São João (No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. [Jo 1,1]), na bíblia cristã está errada. O certo, dizem eles, é... O verbo era um deus. Vejamos como eles explicam isto na matéria tirada do site jw logo abaixo ao meu comentário!
Depois que você lê, poderá responder, é ou não mentira o que ensina a doutrina deles? Quando eles afirmam que "o verbo era um deus", faz entender que Jesus Cristo é uma criatura de Deus, ou melhor, a primeira criatura. Isto é uma aberração, dizer que Jesus Cristo é criatura e não criador. Também puderam, eles não creem na Trindade, não creem no Espírito Santo que é aquEle que nos dá sabedoria para entender e aceitar as coisas espirituais. O apóstolo Paulo escreve aos coríntios o seguinte: Por isso, eu vos declaro: ninguém, falando sob a ação divina, pode dizer: Jesus seja maldito e ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, senão sob a ação do Espírito Santo. (I Cor 12, 3), Jesus é o Senhor, Jesus é Deus. Como podemos ver, eles não dizem que Jesus é maldito, mas também não afirmam que Jesus é Deus com o Pai e o Espírito Santo.
xxx

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Uma das heresias da seita Testemunhas de Jeová

[tjdefendidasapologia]

Existe Jesus desde a eternidade?
 
A doutrina da trindade condena a idéia de que Jesus Cristo haja tido princípio como ser criado. Isto esmagaria o dogma quando se assevera que o Filho e o Pai são “igualmente eternos”. Existe o Filho de Deus desde a eternidade? 

Jesus é o Filho de Deus 

Se você crê sinceramente na Trindade, se perguntou alguma vez por que, se Jesus Cristo é igual a Deus, é chamado Filho? Como pode ele ser o Filho de Deus e existir ao mesmo tempo que Deus? Dificilmente teria cabimento alguém que tivesse a idéia de que um filho humano e um pai humano nasceram no mesmo dia. Naturalmente, um pai é maior que seu filho uns vinte ou trinta anos. Tem que ser assim com respeito a Deus e seu Filho?

Se fomos criados a Sua imagem, foi para que pudéssemos imitar de forma relativa suas qualidades sobressalentes; o relacionado com a humanidade e a relação carnal que existe entre familiares e parentes não seriam a exceção.

Deus tem um filho, os pais humanos têm filhos. Os pais existem antes de seus filhos. Não crê você que o Pai – Jeová Deus – teve que existir antes de seu Filho? Se não fosse assim, Jesus não seria chamado Filho; simplesmente a Bíblia utilizaria outro termo, como ‘irmão’, para expressar sua igualdade com Deus. Isto é uma prova de que Jeová existe antes de Jesus. 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O Verbo era Deus – Erro das Testemunhas de Jeová


27/07/2012

 [apocadafecat] - Já aconteceu comigo algumas vezes: membros do grupo Testemunhas de Jeová batem à minha porta para pregar A Sentinela e ler passagens da sua pastiche¹ da Bíblia – e, dentre tantas passagens modificadas deliberadamente, a que mais chama atenção é, sem dúvida, João 1,1. Por esta razão, segue uma análise didática sobre a tradução deste trecho a fins de demonstração.
Neste artigo, discutiremos a tradução de João 1,1 em contrapartida com a tradução/explicação da denominação soi-disant cristã Testemunhas de Jeová. A partir do grego, demonstraremos ao leitor, passo a passo, a maneira correta de traduzir esta passagem bíblica. A maioria das bíblias [traduções católicas e protestantes] traz:
“No princípio era o Verbo
E o verbo estava com Deus


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

As doutrinas mutantes das Testemunhas de Jeová

[apologistascatolicos]

No presente artigo trataremos de como a seita das Testemunhas de Jeová ao longo de seus quase 2 séculos de existência, têm uma particularidade de possuir um conjunto de doutrinas com características mutantes a medida em que os anos vão se passando desde sua fundação em 1879.  Dada esta abordagem, apresentemos agora a transformação de algumas de suas teses contraditórias ao longo dos anos, recorrendo à sua própria história como movimento, à fontes históricas primárias (as Revistas Sentinelas), à suas próprias publicações e algumas imagens representativas.

Para uma melhor compreensão de que estamos querendo demonstrar, estão enumerados ordenadamente os temas mais polêmicos que são muito utilizados por seus pregadores.

sábado, 9 de julho de 2011

Nacionalistas ortodoxos tentativa de impedir o congresso das Testemunhas de Jeová



[asianews]
 
Nina Akhmatova

O evento deve ocorrer neste fim de semana, mas "Conselho do Povo" e a organização pede ao procurador-geral para verificar a legalidade: ". O TJ são uma seita muito perigosa e pode violar a lei"


Moscou (RV) - Os militantes ortodoxos do "Conselho do Povo" do movimento nacionalista estão tentando impedir o funcionamento de uma grande convenção nacional das Testemunhas de Jeová (TJ), programado 8-10 de julho em Moscou. Conforme anunciado por agências russas, a organização - que em russo é chamado de 'Narodny Sobor "- pediu às autoridades judiciais para verificar a legalidade do evento e evitar a" violações de lei federal ", como disse em uma declaração dirigida Procurador-Geral e publicado pela Interfax.

domingo, 15 de maio de 2011

Quem são as testemunhas de jeová?




A seita anti-cristã e empresa religiosa autodenominada "testemunhas" de Jeová consolidou-se ao longo do último século como uma das maiores aberrações religiosas surgidas do caldeirão religioso norte-americano, juntamente com outras denominações similares como o mormonismo. Notabilizou-se, além dos absurdos doutrinários, pela verdadeira lavagem cerebral e exploração de seus adeptos. Vamos conhecer alguns aspectos dessa multinacional do engodo religioso.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Rebatendo o panfleto intitulado:”Em que crêem as Testemunhas de Jeová”

paraclitus

“Não penses que as heresias são produto de mentes tapadas. É necessário uma mente brilhante para conceber e gerar uma heresia. Quanto maior o brilho da mente,maiores suas aberrações.” Santo Agostinho
O mencionado artigo foi desenvolvido buscando defender a Doutrina da Santíssima Trindade que é contestada em um panfleto das Testemunhas de Jeová intitulado: “Em que crêem as testemunhas de Jeová?”
Lendo calmamente o panfleto, atentei para a seguinte citação que explicava o seu posicionamento acerca da Santíssima Trindade que diz: “Nós as Testemunhas de Jeová não cremos que Jesus seja igual ao Pai como ensina a doutrina da Trindade em vez disso, cremos que ele foi criado por Deus e que lhe esta subordinado.” Isso não é uma novidade com também não deixa de ser uma heresia !

quinta-feira, 10 de março de 2011

O Verbo era Deus - Erro das Testemunhas de Jeová

Luciana Lachance

Já aconteceu comigo algumas vezes: membros do grupo Testemunhas de Jeová batem à minha porta para pregar A Sentinela e ler passagens da sua pastiche¹ da Bíblia - e, dentre tantas passagens modificadas deliberadamente, a que mais chama atenção é, sem dúvida, João 1,1. Por esta razão, segue uma análise didática sobre a tradução deste trecho a fins de demonstração.
Neste artigo, discutiremos a tradução de João 1,1 em contrapartida com a tradução/explicação da denominação soi-disant cristã Testemunhas de Jeová. A partir do grego, demonstraremos ao leitor, passo a passo, a maneira correta de traduzir esta passagem bíblica. A maioria das bíblias [traduções católicas e protestantes] traz:

“No princípio era o Verbo
E o verbo estava com Deus

E o verbo era Deus
”
João 1,1 é uma das muitas passagens da Bíblia que afirmam a divindade de Jesus Cristo, razão pela qual é foco de interesse das doutrinas que tentam negar esta verdade – e as Testemunhas de Jeová assim negam; são notadamente conhecidas por serem uma das seitas que defendem que Nosso Senhor Jesus Cristo é o Arcanjo Miguel ². Como esta última heresia nos exigiria para muito além de traduções e interpretações, mas representa propriamente o que São João escreveu na segunda epístola, versículo 7, nos restringiremos apenas ao que anunciamos no primeiro parágrafo. 

Testemunhas de Jeová
As Testemunhas de Jeová utilizam a chamada Tradução do Novo Mundo para a Bíblia, que supostamente teria sido feita a partir dos originais hebraico, aramaico e grego, mas que acabou condenada por todos os estudiosos das línguas citadas. Charles Russell, responsável pela corrupção do texto, conseguiu a façanha de ser levado a julgamento e não conseguir identificar as letras do alfabeto grego, como consta no processo. Na Tradução do Novo Mundo lê-se, onde destacamos em negrito anteriormente:

“E o Verbo era [um] Deus”

A palavra “um” é inserida antes de Deus, de modo que o Verbo Encarnado [João 1,14] não era o próprio Deus, mas “um” Deus. Ora, vejamos que artimanha a seita utiliza como explicação para isto, de acordo com os originais gregos. [As palavras em grego serão transcritas aqui em caracteres latinos, sem os “acentos”, para facilitar o entendimento]
Em Grego, João 1,1:

“En arche en o logos
Kai o logos em pros tos Theon

Kai o logos en Theos”

Em negrito, temos a passagem em Grego que nos interessa neste momento, e que foi traduzida pelas Testemunhas de Jeová como “E o verbo era [um] Deus”. Vejamos:

Em grego, não existe artigo indefinido [um, uma]. Quando a palavra não apresenta o artigo [definido], e quando o contexto e as regras exigem, a tradução acrescenta o artigo indefinido na frente. Veja o exemplo nas frases abaixo:
“Ego eimi e phone”
[Presença do artigo em negrito: “Eu sou a voz”]
“Ego eimi phone”
[Ausência de artigo: “Eu sou uma voz”]

Desse modo, a Tradução do Novo Mundo nos dá a explicação que, de acordo com esta regra gramatical grega, o correto seria acrescentar o artigo indefinido “um” antes de Deus na passagem “Kai o logos en Theos”, uma vez que antes de “Theos” não viria o artigo definido – e que da mesma forma como ocorre em outras passagens do Novo Testamento, em que os diversos tradutores utilizam esta regra, da mesma forma em João 1,1 esta regra pode ser aplicada. Mas será que isso é verdade? Vejamos:
“Kai o logos en Theos”

Em grego, quando o sujeito e o predicativo do sujeito são constituídos por substantivos, deve-se observar a regra de que o sujeito [Logos/Verbo] é acompanhado de artigo definido, enquanto o predicativo do sujeito [Theos/Deus] não é. Desta forma, Theos não deve vir com o artigo. Na língua grega, a posição dos termos de uma oração varia, e não necessariamente determinará a função gramatical da palavra, uma vez que as funções gramaticais são identificadas pelos chamados “casos” - onde uma mesma palavra terá sua grafia modificada de acordo com a função que desempenha na oração. Este exemplo pode também ser visto em João 1,1: “pros tos Theon” e “logos en Theos”, onde os leigos em latim, alemão, grego ou afins, podem observar como isso funciona. Tomemos a seguinte frase:
Kai Theos en o logos”

Esta frase, embora traga “Theos” na frente, significa a mesma coisa que “Kai o logos en Theos”. A primeira vista, poderíamos traduzi-la por “E Deus era o Verbo”, mas isto não estaria correto. Muitas frases em grego trazem diferentes “arrumações” de seus termos [assim como em latim], e, no entanto, na hora de traduzir para uma língua, como para o português, teríamos o mesmo significado. “Kai Theos en o logos”, então, significa “E o Verbo era Deus”. No caso de “Kai o logos en Theos” ou “Kai Theos en o Logos”, o que nos permite saber “quem era o quê” é justamente a presença do artigo [neste caso, “o”] antes do sujeito. Há ainda outra possibilidade de escrever esta mesma frase, em grego, sem que nenhum dos termos venha precedido de artigo. No caso das frases nominais cujo sujeito e predicativo do sujeito sejam substantivos, e nenhum deles esteja acompanhado de artigo, o predicativo do sujeito deve vir em primeiro lugar na frase:
“Kai Theos en logos”

Igualmente, temos o significado de que “O verbo era Deus”. Poderíamos ainda escrever:

“Kai Theos Logos.”
Nesta última, não temos o artigo e não temos também o verbo [“en”] de ligação explícito. O significado, no entanto, se mantém: “O verbo era Deus”.

Dessa forma, fica bastante evidente que a tradução de João 1,1 imposta pelas Testemunhas de Jeová, e por extensão á toda a Bíblia, é imoral, inaceitável, criminosa. Não tem qualquer fundamento. Há exemplos de imoralidades como essa em praticamente todos os versículos da Tradução do Novo Mundo, mas a passagem escolhida aqui é a mais gritante. Há inúmeras explicações disponíveis sobre esta passagem, e na verdade muito melhores do que esta, porém a elaborei pensando que poderiam servir aos leigos de nível 1, ao contrário das explicações que encontrei, que ou serviam aos leigos de nível 2 ou 3 ( regras gramaticais gregas pouco mastigadas) ou eram feitas por pessoas que apenas tinham compilado informações. Há explicações excelentes nos livros (algumas pessoas se deram a esse trabalho, ainda bem). Deduzimos ainda que:

- Se João desejasse escrever que o Verbo não era Deus [se ignorarmos todo o resto da bíblia que afirma que o Verbo era] e quisesse, como alegam as Testemunhas, atribuir ao Verbo uma qualidade divina, ele teria usado o adjetivo Theios.

- Afirmar que existe mais de um Deus é politeísmo.
Uma objeção: Russel morreu em 1916. A Tradução do Novo Mundo foi feita na década de 1950. O que ele tem haver com a corrupção do texto?
De fato Russel morreu em 1916, e embora a "conclusão" da chamada Tradução do Novo mundo [coloco entre aspas, já que a essa altura sabemos que não houve tradução alguma] tenha sido anunciada oficialmente por volta de 1950, é sabido que Charles Russel, com o intuito de propagar as suas próprias ídéias sobre a Sagrada Escritura (e reinvidicando conhecimento da língua grega), pregava para os membros das Testemunhas de Jeová, tanto em cultos, como em publicações (a antiga revista Torre de Vigia e versões "corrigidas" dos evangelhos), essas novas versões. De que forma ele fazia isso? Ora, de má fé e mentindo, dizia ele que todas as traduções existentes até então eram obras falsas do verdadeiro conteúdo dos evangelhos,de maneira que ele próprio tendo profundo conhecimento da língua grega era capaz de corrigir para seus fiéis - e finalmente lhes oferecer o sentido correto daquelas passagens. Isto significa, por exemplo, que quando São João Evangelista fala da "glória do Filho unigênito", este deturpador dizia que não era do Filho unigênito, mas "a glória COMO SE FOSSE DE um filho unigênito".
A atitute de Russel chamou tanta atenção que até mesmo um reverendo da Igreja Batista do Canadá, se eu não me engano, publicou uma espécie de informativo intitulado "Algumas verdades sobre o Pastor Charles Russel", onde dizia que Russel não tinha qualquer conhecimento da língua grega, e que por isso não podia falar o que dizia.
Decorre desse fato o que mencionei mais acima, uma vez que Russel, indignado com a publicação, processou o reverendo por calúnia. No tribunal, quem acabou condenado foi ele, que não foi capaz de identificar o alfabeto grego.
Como mentor das principais heresias das TJ, Russel é, de fato, o responsável pela Tradução do Novo Mundo e pela deturpação do texto, uma vez que tudo o que fora modificado ali, o foi unicamente para atender às deturpações de seus ensinamentos: tudo aquilo que, em vida, ele afirmava.
Ora, por mais razões ainda é lícito chamá-lo de responsável pela injúria:
Primeiro: porque não houve qualquer tradução; é simplesmente absurdo localizar no espaço e no tempo, como você fez no comentário, uma coisa que nem sequer existiu. A chamada Tradução do Novo Mundo é uma mentira, uma alucinação, nunca aconteceu.
Segundo: o comitê inexistente da tradução inexistente não divulgou nomes dos responsáveis pela tradução. Isso é redundante, uma vez que não se pode divulgar nomes de fantasmas, mas acrescentemos a isso o fato de que ´nenhum dos membros poderia ser levado novamente a Julgamento (como tantos outros, como F.W. Franz, suposto especialista em hebraico, foi levado), mesmo que aceitassem mentir, colocando seus nomes lá, como especialistas. Tudo o que foi feito se resume à uma paráfrase patética, com todo tipo de absurdo, para se adequar às heresias da Seita, junto com algumas explicações risíveis sobre o Grego Antigo - explicações que deixam qualquer estudioso de grego, do nível mais elementar, indignado.
Espero ter esclarecido a dúvida sobre o verdadeiro responsável pelo pastiche da Bíblia publicada pela seita Testemunhas de Jeová.
___________________________
Notas
¹ Em literatura, "Pastiche" é uma obra que imita de maneira grosseira o estilo de outra; baseado numa obra já existente, o Pastiche difere na paródia no sentido em que o seu resultado final não beira ao plágio, mas produz um sentido original.
² Afirmar que Jesus Cristo é o Arcanjo Miguel é completamente absurdo; como todas as passagens da Bíblia negam isso, sugerimos ao leitor que abra aleatoriamente a Bíblia em qualquer página e veja por si mesmo.
(*) Luciana Lachance é estudante de letras da UFBA e autora do blog As Chamas do Lar Católico. Ela teve a bondade de nos enviar este importante artigo que com muito gosto publicamos para conhecimento de nossos leitores. 

http://www.lepanto.com.br/dados/ACOVerboEraDeus.html

domingo, 20 de fevereiro de 2011

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E O ANO DE 1914 - PARTE 2


A MANEIRA DE SE CALCULAR A DATA DE 1914

Demonstrarei agora, textualmente, a forma que os Testemunhas de Jeová apresentam em suas publicações de se efetuar o referido cálculo:
'6. Se você abrir a sua Bíblia em Daniel 4, encontrará uma profecia que revela o objetivo de Deus quanto a exercer Sua soberania sobre a Terra. Declara aí que o objetivo pelo qual se cumpre essa profecia é 'que saibam os viventes que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e a quem Ele quiser dá-lo' (versículos 2, 3 e 17). Sabemos que esta pessoa 'a quem' o Altíssimo dá 'o Reino' é Cristo Jesus. E o último livro da Bíblia fala do tempo em que 'o reino do mundo' é dado a Cristo como Rei celestial (Revelação 11:15; 12:10). Isto significa, portanto, que a profecia de Daniel trata do tempo em que Deus intervirá nos assuntos humanos, o que ocorrerá dando 'o reino do mundo' a Jesus Cristo. Quando a profecia mostra que isso acontecerá?

7. O sonho profético registrado em Daniel descreve uma imensa árvore que foi derrubada e rodeada com bandas de ferro e cobre até que passaram 'sete tempos' sobre ele. Durante esse tempo se lhe daria 'o coração de um animal' (Daniel 4:10-16). O que isto significava? Deus fez Daniel explicar: Nabucodonosor, o rei da Babilônia, perderia o juízo, seria removido de seu trono e lançado para longe dos homens, vivendo como um animal. Depois de 7 anos, o rei recobraria o juízo. Isto, na verdade, ocorreu ao rei e foi reconduzido ao seu trono como a pessoa que reconheceu a superioridade do governo de Deus (Daniel 4:20-37). Entretanto, tudo isto tinha um significado maior e, por essa razão, foi registrado na Bíblia.

8. O significado maior tem a ver com um governo mais poderoso, que beneficiaria toda criatura viva da Terra. Desse governo, como diz a profecia, haveria 'alimento para todos' e proteção até para os animais e as aves (Daniel 4:12). O único governo que na verdade pode implementar estes benefícios é o Reino de Deus. Os princípios justos desse governo foram demonstrados através da história de Judá, com seus reis em Jerusalém. Porém, pela infidelidade manifestada, Jeová deixou o reino de Judá ser conquistado pela Babilônia, no ano 608 antes da Era Cristã. Foi como se a árvore do sonho fosse cortada e fossem colocadas bandas [de ferro e cobre] ao redor do tôco. Sem intervenção divina, os governos nacionais têm exercido domínio mundial desde então. Visto que estes reinos nacionais são representados na Bíblia como 'animais', foi como se um anjo vindo do céu tivesse anunciado: 'Que lhe seja dado o coração de um animal e passem sete tempos sobre ele' (Daniel 4:16; 8:1-8,20-22). Com o passar do tempo, porém, aqueles 'sete tempos' de governo realizados por governantes semelhantes a animais caducariam. Então as 'bandas' seriam removidas e a 'árvore' cresceria novamente à medida que começasse a exercer o domínio mundial aquele a quem Jeová daria 'o reino do mundo'.

9. Quanto durariam esses 'sete tempos'? Muito mais do que sete anos, porque séculos depois Jesus Cristo indicou que estes 'tempos assinalados das nações' ainda continuavam. As nações haviam obtido o domínio mundial com a conquista de Jerusalém pela Babilônia, em 607 antes da Era Cristã, e continuariam a tê-lo por mais algum tempo (Lucas 21:24).

10. Note você como a Bíblia se refere aos 'tempos' proféticos: Revelação 11:2,3 mostra que 1260 dias compõem 42 meses ou 3 anos e meio. Revelação 12:6,14 menciona o mesmo número de dias (1260), porém os chama de 'um tempo, e tempos, e metade de um tempo' ou 3 'tempos' e meio. Cada um desses 'tempos' é de 360 dias (3 1/2 x 360 = 1260). Cada dia desses 'tempos' proféticos representa 1 ano inteiro, segundo o princípio de 'um dia para cada ano' (Números 14:34; Ezequiel 4:6). Assim, portanto, os 'sete tempos' são 2520 anos (7 x 360). Contando desde o outono de 607 antes da Era Cristã, quando Babilônia derrubou o típico reino de Deus em Judá, 2520 anos nos conduzem até o outono de 1914 da Era Cristã (606 1/4 + 1913 3/4 = 2520). Nesse ano, 'o reino do mundo' seria confiado a Jesus Cristo' (O Ano Marcado... 1914 E.C., pp. 69-85).

Para que você possa perceber o absurdo deste método de calcular a data do final dos tempos, deve ler completamente o capítulo 4 de Daniel. (...).

Em primeiro lugar, devemos notar que o texto citado, onde os Testemunhas de Jeová dizem que Deus 'revela o objetivo quanto a exercer Sua soberania sobre a Terra' se refere não ao final dos tempos, mas a aplicar uma lição em Nabucodonosor, que em sua soberania não reconhecia a soberania de Deus. Deus lhe faz notar, assim, como permitiu que viesse a se tornar rei; com efeito, poderia também tirá-lo do seu trono e colocar nele quem bem desejasse.

O próprio Daniel, quando interpreta a profecia, assim o faz:
'Esta é a sua interpretação, ó rei, e o decreto do Altíssimo que expediu ao meu senhor, o rei: 'Serás lançado para longe dos homens e com os animais do campo habitarás; erva, como os bois, terás por comida e serás banhado com o orvalho do céu; sete tempos passarão por ti até que reconheças que o Altíssimo domina sobre o império dos homens e que o dá a quem lhe compraz' (Daniel 4,24-25).

Esta é a explicação do próprio profeta ao interpretar o texto que, segundo os Testemunhas de Jeová, reflete o propósito de Deus de exercer Sua soberania sobre a terra:
'É a sentença ditada pelos Vigilantes, a questão decidida pelos Santos, para que todo ser vivo saiba que o Altíssimo domina sobre o reino dos homens: é dada a quem lhe compraz e exalta o mais humilde dos homens' (Daniel 4,17).

Assim, tiraram este texto do contexto, porque ali Deus exerce sua soberania humilhando a Nabucodonosor, [mas os Testemunhas de Jeová] fazem crer que se refere à soberania definitiva de Deus no final dos tempos.

Porém, essa não é a única vez que tiram os textos de seus contextos; por exemplo, quando afirmam: 'Entretanto, tudo isto tinha um significado maior e, por essa razão, foi registrado na Bíblia. O significado maior tem a ver com um governo mais poderoso, que beneficiaria toda criatura viva da Terra. Desse governo, como diz a profecia, haveria 'alimento para todos' e proteção até para os animais e as aves (Daniel 4:12). O único governo que na verdade pode implementar estes benefícios é o Reino de Deus'.

Além do que já tinha interpretado Daniel quanto a essa profecia, [os Testemunhas] encontram um outro significado 'maior' (que, ao que parece, passou despercebido pelo profeta Daniel), tomando por base que se menciona um governo mais poderoso no qual haveria 'alimento para todos', o que - segundo eles - somente poderia se referir ao reinado de Cristo. No entanto, erram novamente, já que o próprio Daniel interpretou que essa árvore, da qual se alimentavam todos os habitantes, era o reinado de Nabucodonosor.
'Essa árvore que viste, que se tornou grande e encorpada, cuja altura atingia o céu e que era visível em toda terra, que possuía formosa ramagem e frutos em abundância, que produzia alimento para todos, sob a qual se abrigavam as feras do campo e em cujos ramos faziam ninho os pássaros do céu, sois tu - ó rei - que te tornaste grande e poderoso, cuja grandeza tem crescido e chegado até o céu, e cujo domínio se estende até os confins da terra' (Daniel 4,20-22).
Daí associam arbitrariamente os 7 tempos de Nabucodosor em seu coração de animal como uma chave oculta que na verdade significariam 360 anos (uma fórmula matemática também arbitrária) contados a partir da queda de Jerusalém (data que também tem recebido muitas críticas, já que adotam uma data diferente daquela que é aceita em geral pelos historiadores).

Antes de escrever este artigo, expressei a minha opinião a diversos Testemunhas de Jeové de que essa associação que faziam do capítulo 4 de Daniel com o fim dos tempos era totalmente arbitrária e não havia razão para se buscar um 'significado maior' além daquele que o próprio Daniel, como profeta de Deus, tinha dado à profecia. Eles simplesmente me responderam: 'É que você lê a Bíblia como uma estorinha'. Quando comentei com eles que não existia qualquer relação destes 7 tempos com o tempo que seria instaurado o Reino de Deus após a queda de Jerusalém, me disseram: 'É que você não tem conhecimento e está com o coração endurecido. Por isso, não consegue entender'. Ninguém pode nada contra argumentos assim 'tão convincentes'...

A BÍBLIA FALA SOBRE UMA VINDA 'INVISÍVEL' DE CRISTO?

Entre a incontável quantidade de publicações em que os Testemunhas de Jeová afirmam que Cristo falou de sua presença invisível, encontramos esta:
'2. Pouco antes de encerrar o seu ministério na Terra, Jesus predisse o sinal de sua presença invisível no poder do Reino (Mateus, capítulos 24 e 25). Descreveu claramente como seriam os tempos durante sua presença real e os eventos que cumprem a profeciam mostram que foi entronizado nos céus em 1914. Também apontou uma situação que nesse tempo colocaria à prova a autenticidade da nossa fé. Esta teria a ver com o momento em que Jesus atuaria como Executor para destruir o presente sistema iníquo na grande tribulação, pois disse: 'Sobre aquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas apenas o Pai'. Com isto em mente, passou a dizer: 'Assim, mantenham-se em alerta, pois não sabem em qual dia virá o seu Senhor' (Mateus 24:36,42)' (Por que os Testemunhas de Jeová se Mantêm em Alerta?, w94 1/5 21-26).

O certo é que se você ler completamente os capítulos 24 e 25 de Mateus não encontrará Jesus jamais falando de sua presença 'invisível'.

O texto começa quando os discípulos se mostram maravilhados com o Templo [de Jerusalém] e Jesus lhes diz que não restaria pedra sobre pedra:
'Ao sair do templo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e fizeram-no apreciar as construções. Jesus, porém, respondeu-lhes: Vedes todos estes edifícios? Em verdade vos declaro: não ficará aqui pedra sobre pedra; tudo será destruído. Indo ele assentar-se no monte das Oliveiras, achegaram-se os discípulos e, estando a sós com ele, perguntaram-lhe: Quando acontecerá isto? E qual será o sinal de tua vinda e do fim do mundo?' (Mateus 24,1-3).

Como se pode observar, os discípulos fazem duas perguntas [a Jesus]:
1. 'Quando acontecerá isto?' - Refere-se à destruição do Templo, sobre o quê Cristo acabara de lhes falar (e que ocorreu em 70 d.C.).

2. 'Qual será o sinal de tua vinda e do fim do mundo?' - Aqui, sim, perguntam-lhe sobre a sua [nova] vinda.

Os Testemunhas de Jeová alegam que a palavra grega traduzida aqui para 'vinda' é 'parousía', mas que na realidade significa 'presença'. Consultando dois dicionários de grego (Strong e Barclay), estas fontes dão ambos os significados como possíveis. O certo é que, independente disto, nada aqui faz pensar que será invisível esta 'vinda', 'presença' ou como se lhe queira traduzir o termo. A prova se encontra na própria Escritura, quando Cristo responde aos seus discípulos. Ele começa narrando os acontecimentos que ocorreriam antes de sua [nova] vinda (guerras, terremotos, fomes) e que os Testemunhas de Jeová erroneamente interpretam como sinal de que [Jesus] já está presente de forma invisível. Após isto, nos fala sobre sua [nova] vinda:
'Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade. Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra' (Mateus 24,30-31).

Aqui, as próprias palavras de Cristo descartam qualquer vinda 'invisível', porque são enfatizados os seguintes fatos:
1. 'Todas as tribos da terra baterão no peito' - Porém, como poderiam bater no peito todas as tribos da terra se ninguém percebeu sua vinda?

2. 'Verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade' - Contudo, seria um absurdo o texto afirmar que 'verão' o Filho se ele está 'invisível'.

3. 'Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos' - Isto quer dizer que os eleitos serão levados à presença de Cristo para estar com Ele para sempre. Entretanto, se Cristo já veio e não fez nada disto, será que Cristo se esqueceu de levar os Testemunhas de Jeova? Foram relatados desaparecimentos em massa em 1914?

Outro texto em que se assinala com mais clareza a vinda de Cristo encontramos no Apocalipse:
'Ei-lo que vem entre as nuvens. Todos os olhos o verão, mesmo aqueles que o traspassaram. Por sua causa, hão de lamentar-se todas as raças da terra. Sim. Amém' (Apocalipse 1,7).

Não sei como os Testemunhas puderam entender que quando se diz: 'Todos os olhos o verão', estaria se referindo a uma vinda 'invisível'.
  • Curiosidade: Debatendo com um partidário da vinda invisível de Cristo, este me disse que uma prova de que era invisível é que [a Biblia] diz: 'Vem entre as nuvens', e as nuvens o encobrem!!! (Não, não é brincadeira!).

Outro texto muito claro que afirma que Cristo não terá uma vinda invisível, mas que virá para que a Igreja esteja para sempre com ele, é este:
'Eis o que vos declaramos, conforme a palavra do Senhor: por ocasião da vinda do Senhor, nós que ficamos ainda vivos não precederemos os mortos. Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do céu e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na terra, seremos arrebatados juntamente com eles sobre nuvens ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras' (1Tessalonicenses 4,15-18).

Aqui também se fala que Cristo virá para se reunir com sua Igreja para sempre. Invisível coisa nenhuma!

COMO QUALIFICAR A ATITUDE DA SOCIEDADE TORRE DA VIGIA?

Definitivamente, não foi nada responsável da parte da Sociedade Torre da Vigia ter feito uso da ladainha de profecias não-cumpridas sobre o fim dos tempos (mais de dez vezes...), pelas conseqüências permanentes que ocasionaram em seus membros (sem contar quantas vezes caiu no ridículo, coisa que o próprio presidente dos Testemunhas de Jeová reconheceu).

Atualmente já deve estar próxima uma alteração na doutrina de 1914, coisa que é necessária, já que a geração de 1914 chegou praticamente ao fim (quando este artigo foi escrito, os Testemunhas de Jeová nascidos nesse ano contavam com 94 anos de idade, e já não devem ser muitos); todavia, 'não se chegou ao fim' novamente, como podemos constatar. Um possível sintoma dessa alteração encontramos em uma das frases incluídas de forma explicativa, mantida em quadro à parte, da apresentação intitulada 'Por que é publicada [a revista] Despertai!', pouco antes de 1995 [versão em espanhol]:
'Mais importante ainda: esta revista promove a confiança na promessa do Criador em estabelecer um novo mundo pacífico e seguro antes do desaparecimento da geração que presenciou os acontecimentos de 1914'.

No entanto, atualmente escrevem assim [versão em espanhol]:
'Um novo mundo pacífico e seguro logo substituirá o atual sistema de coisas caracterizado pela maldade e rebelião'.

Significa isto que, depois de tropeçarem tantas vezes seguidas na mesma pedra, tentam agora virar o timão? Não sabemos até que venha a ocorrer! Enquanto isso, a doutrina permanece inalterada.

QUAL A MORAL DA ESTÓRIA?

A mensagem de Cristo é que estejamos sempre preparados, pois não sabemos nem o dia, nem a hora. O fim do mundo não se encontra em cada esquina.

Recordemos que, ainda que o mundo viesse a acabar daqui a 4 mil anos, o nosso 'fim do mundo' ocorre quando nos chega a morte e precisamos prestar contas a Deus. Como não sabemos quando ocorrerá, o melhor é estar sempre alerta!
'Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem' (Lucas 12,39-40).


Fonte:www.veritatis.com.br
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