O diálogo oracional é feito de silêncios e escutas. Falamos com Deus, mas também precisamos escutá-lo. E dificilmente Ele se apresenta de maneira barulhenta
Por Hozana
Vivemos no tempo do mostrar-se. Tudo ou quase tudo se mostra. O prato que comemos, a roupa que vestimos, as opiniões que temos… tudo vira facilmente um post nas redes sociais. Constantemente somos confrontados ao barulho, aos ruídos que nos cercam. E o silêncio se torna cada vez mais raro, mais tímido, mais esquecido. E para escutar é necessário silenciar. Escutar ao próximo, Deus ou a si mesmo é exercício por vezes difícil, pois nos obriga a sair da frente dos holofotes, onde mostramos somente aquilo que outros desejam ver, para entrar no íntimo daquilo que somos, profundamente.
Nesta cultura dos sons na qual vivemos, o silêncio pode fazer medo. Pois silenciar é entrar num outro modo de relação. E isso pode afetar nossas relações interpessoais, mas também nossa relação com Deus.


