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sábado, 20 de setembro de 2025

Uma Rainha Sagrada Não Aclamada

O que sabemos sobre Catarina de Aragão, a primeira a sofrer as dores da chamada Reforma?

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Por José Pearce 

 

Todos os católicos conhecem a Salve Rainha, a antífona mariana cantada em louvor à Santíssima Virgem Maria, a Rainha do Céu, que é, sem dúvida e sem questionamentos, a mais cantada de todas as heroínas da cristandade. É, portanto, à luz de seu heroísmo que devemos considerar outras rainhas santas que são heroínas da cristandade. Pensamos naquelas rainhas santas que foram canonizadas pela Igreja, como Santa Isabel de Portugal ou Santa Margarida da Escócia, mas é improvável que pensemos naquelas que não foram canonizadas, como Catarina de Aragão ou Maria, Rainha dos Escoceses. É para a primeira dessas rainhas santas não canonizadas que voltaremos nossa atenção agora. 

É realmente impressionante o quão pouco a maioria das pessoas sabe sobre Catarina de Aragão, além do fato de que ela foi a primeira esposa de Henrique VIII, de quem ele se divorciou após sua malfadada paixão por Ana Bolena. No entanto, enquanto Ana era verdadeiramente uma femme fatale, cujos encantos sedutores levariam o rei e seu reino à apostasia, Catarina era uma femme formidável, uma mulher de fé e coragem, que permaneceu fiel aos seus votos matrimoniais e à sacrossanta dignidade do sagrado matrimônio. 

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Nos passos de Nossa Senhora das 7 Dores

Nessa terrível crise que a Igreja atravessa, Nosso Senhor é novamente crucificado em seus membros. Como devemos reagir ao que poderíamos chamar de paixão da Igreja? É junto a Nossa Senhora das Sete Dores, nessa simples presença de Maria aos pés do Crucificado, que devemos nos inspirar.

Nos passos de Nossa Senhora das 7 Dores | Fraternidade Sacerdotal São Pio X  no Brasil


Stabat

Qual foi a maior dor de Maria aos pés da cruz? A profecia do velho Simeão é bem conhecida: Uma espada trespassará a sua alma (Lc. 2, 35). Para entender essa predição, precisamos explicar o significado exato dos dois termos: “espada” e “alma”. No grego puro de São Lucas, a psique refere-se, sobretudo, ao espírito, à inteligência. As palavras de Simeão não podem, portanto, limitar-se ao domínio da sensibilidade. Uma tradução mais profunda seria: uma espada trespassará a sua inteligência. Qual será essa espada? Frequentemente chamada de espada de dois gumes nas Escrituras, esta palavra refere-se, sobretudo, a um princípio de divisão, e de uma divisão radical como a que pode existir entre o bem e o mal, entre a verdade e o erro. É assim que, por exemplo, é usada por São Paulo: A palavra de Deus é viva, eficaz, e mais penetrante que toda espada de dois gumes; chega até a separação da alma e do espírito, das junturas e das medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração (Hb. 4,12). Esta palavra ainda é usada para designar o instrumento do sacrifício, aquele que dá o golpe fatal na vítima. Assim, o grande sofrimento de Maria aos pés da cruz, que a unirá plenamente ao sacrifício divino, situa-se numa divisão radical da sua inteligência, faculdade mais especificamente humana, sede da virtude da fé, voltada Àquele que é estabelecido como sinal de contradição (Lc. 2, 34).

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Tempo de meditar as dores de Maria

Professora Dita convida-nos a conhecer, refletir e rezar, nesta semana que antecede a Semana Santa, diante das Sete Dores de Maria. Saiba quais foram e por quê.

Nossa Senhora das Dores 

 

Por Túlia Savela

 

A devoção a Nossa Senhora das Dores teve início em 1221, no Mosteiro de Schönau, na Germânia. A Igreja faz memória desse título desde o dia 15 de setembro de 1239. 

Nesse momento quando o tempo não tem tanta importância, quando nos dedicamos mais à oração e reflexão, podemos olhar para dentro de nós e observar o quanto Deus nos ama na pessoa de Jesus Cristo, dos Santos que intercedem por nós, e de Maria a quem chamamos de Mãe por ordem do próprio Jesus, que por São João nos disse: ”Eis aí tua mãe...” (Mt 19,27).

Ela, como toda mãe, se preocupa em buscar soluções de todas as formas para sanar o sofrimento de seus filhos; e assim Ela pode entender perfeitamente o nosso sofrimento hoje, e com a ajuda de seu Filho pode nos direcionar para o caminho correto a percorrer.

Lembrar as dores de Nossa Senhora significa, para cada um de nós, a identificação com o seu sofrimento, e nos inspira a, como Ela, conseguir transpor com humildade, perseverança, fé e esperança todos os obstáculos, na certeza de que Deus está atento, que “Ele ouve nossos gemidos e atende o nosso clamor...” (Ex 2,24). ”Maria foi preservada do pecado, mas não da dor. Ela é a Mãe de Deus, mas não deixou de ser humana” (Ricardo Cordeiro, seminarista).

Por isso, nesta semana que antecede o início da Semana Santa, acompanhemos seu sofrimento tendo a certeza de que vamos ser ouvidos por Deus como Ela.

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