“A autoridade doutrinal e pastoral do Papa não deriva da personalidade específica do titular do trono de Pedro”.
“O Papa deve permanecer em total acordo com a Revelação, como está preservada e testemunhada nas Sagradas Escrituras e na tradição apostólica”, disse o cardeal Gerhard Ludwing Müller em uma entrevista conduzida por Lorenzo Bertocchi para o La Verità.
O Pontífice “deve reconhecer formalmente todas as decisões dogmáticas dos Concílios e dos Papas que o precederam”, explicou o ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. “Nem o atual Papa nem seus predecessores podem propor suas pontos de vista subjetivos à fé de toda a Igreja, seja na política, na educação dos filhos ou na arte culinária”, destacou Müller na entrevista que tem como contexto as afirmações do Papa Francisco sobre as uniões civis entre homossexuais.
“Muitas formas de pensamento ou comportamento de papas individuais podem e devem ser criticadas, sem questionar a missão divina e o poder do Papa como sucessor de Pedro”, disse o cardeal alemão.





