Lisboa, 08 set. 22 (ACI).-
Duas cartas abertas com mais de 1,7 assinaturas criticam o relatório
sobre o Sínodo da Sinodalidade da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP)
pelo uso de “nomenclatura ideológica” e conceitos “contrários” ao
magistério.
O relatório da CEP publicado em 26 de agosto defende “uma Igreja
de portas abertas, que abrace a diversidade e acolha todos, excluindo
as atitudes discriminatórias que deixam à margem a comunidade LGBTQIA+ e
os divorciados recasados”. O texto fala ainda em celibato opcional,
ordenação de homens casados e mulheres e papel mais ativo dos leigos,
“mesmo na escolha dos bispos e na transferência dos párocos”.
A carta aberta aos bispos portugueses
publicada pelos jovens portugueses diz que “reconhecendo a importância
do diálogo com o mundo de hoje, interpela-nos a utilização de conceitos
cientificamente não fundamentados e contrários ao mais recente
magistério do papa Francisco (Homem e Mulher os criou, 2019), bem como à Carta Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa (A propósito da Ideologia de Gênero, 2013)”.