Desde a fundação das primeiras até hoje, “permanece imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja”.
Quando falamos da natureza e dos fins da associação internacional semirreligiosa conhecida como Maçonaria, discordar é regra, não exceção. Para cada livro que enfatiza a obediência à lei, a filantropia e a tolerância universal das organizações maçônicas, outro as condena por seu papel oculto em reviravoltas políticas da guerra cultural contra a Igreja Católica, outros ainda lhe exaltam ou escarnecem a doutrina esotérica e os ritos elaborados.
Pesquisar sobre o tema é complicado porque a Maçonaria não é uma entidade única, mas um todo conceitual composto de redes regionais de lojas e organizações irmãs, cada uma com rituais, doutrinas e projetos mais ou menos semelhantes aos das outras. É um caso mais ou menos parecido com o do “protestantismo”, pois o que existe é uma multidão de seitas independentes com crenças e práticas mais ou menos aparentadas [i].