18 dezembro 2012
“Um
Menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre
seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai
eterno, Príncipe da paz” (Is 9,5)
Chegamos ao Natal. Talvez o mais triste desde que o Menino Jesus nasceu
em Belém e foi amorosamente embalado nos braços virginais de Maria, sob o
olhar transportado de admiração de São José. O mais triste, sim, mas
também carregado de esperanças.
Cid Alencastro
Comecemos pelo aspecto triste.
Desde aquele bendito dia em que “um Menino nos nasceu, um filho
nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama:
Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz” (Is
9,5), o culto ao Divino Infante foi crescendo nos corações e na
sociedade, venceu o paganismo, tornou-se público, encheu o mundo de uma
serena alegria.
Vieram, porém, as épocas de decadência da humanidade, a fé foi se
extinguindo nas almas. Como a chama da lamparina da qual se esvaiu o
azeite, hoje a fé bruxuleia apenas, mesmo em grandíssima parte dos que
ainda se dizem cristãos. Se assim é o presente, o que esperar para o
futuro, uma vez que a juventude está sendo tão malformada (deformada!?)
* * *