Por Luiz Sérgio Solimeo
O Papa Francisco usa entrevistas como um novo tipo de magistério papal. Mais especificamente, entrevistas aéreas a jornalistas que o acompanham em suas viagens internacionais.
É um magistério descontraído, igualitário e com tiradas bem- humoradas. O que não é nada engraçado, no entanto, é que o Papa lida com sérios assuntos teológicos, morais, pastorais e disciplinares da Igreja. Frequentemente, suas declarações são contrárias à fé e à moral.
Em 15 de setembro, no avião que o trouxe de volta a Roma depois de sua visita à Hungria e à Eslováquia, o Papa não hesitou em responder às perguntas dos repórteres sobre o Santíssimo Sacramento e a Comunhão aos políticos pró-aborto. Também não perdeu a oportunidade de reiterar seu apoio às uniões civis homossexuais.
Teve também uma referência irônica e pouco caridosa a um cardeal doente com a COVID. Embora ele não tenha mencionado o nome do purpurado (ainda hospitalizado no momento da entrevista), a mídia rapidamente reconheceu que se tratava do Cardeal Raymond Leo Burke.1




