Muitos ainda acreditam que as pessoas que escolhem servir a Deus e à Igreja estão imunes de sofrerem os mesmos problemas psicoafetivos dos leigos. Nas últimas décadas, a Igreja
tem enfrentado dificuldade com os limites humanos do clero: estresse,
transtornos psicológicos, problemas relacionados à sexualidade, entre
outros desafios constatados. Esses casos, muitas vezes, geram escândalos
e denúncias que abalam a Igreja como um todo. A pior parte desses
problemas, é que eles têm enfoque só depois de desencadearem quadros
avançados, pois ainda são cercados de tabus e jogados para debaixo do
tapete. São limitações comuns de qualquer pessoa, características de um
ambiente cercado de sacralidades e cobranças de posicionamentos muitas
vezes sobre-humanos. Essas expectativas a serem supridas, uma rotina
desgastante que proporciona poucos momentos de prazer e leveza, a
necessidade de estar a serviço todo o tempo, o desafio de todos os olhos
voltados para a figura que é vista sempre como referencial, são algumas
das questões que precisam ser discernidas durante uma caminhada
formativa, mas também necessitam de cuidado depois dos votos
definitivos e das ordenações. Embora os relatos sejam cada dia mais
frequentes sobre essas estafas mentais e transtornos, a busca por ajuda
continua sendo um percentual baixo diante da demanda, o que vem
prejudicando de maneira ampla as comunidades e o próprio clero.
Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes. Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade. Procurai o que é agradável ao Senhor, e não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente. (Ef 5, 8-11)
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quarta-feira, 26 de junho de 2019
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