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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Leão entre as heresias

León entre las herejías 

 

Por Robert Royal

 

O Papa Leão XIV tem viajado pela Turquia e pelo Líbano, fazendo o que os papas fazem nessas ocasiões: visitando líderes religiosos e políticos, assinando acordos para um diálogo mais profundo e apelando à paz e ao respeito pela dignidade humana. Tudo isso é bom, e este papa faz tudo com notável dignidade. Mas esse não é o ponto essencial. E sem o ponto essencial, as outras coisas têm perspectivas bastante limitadas. O ponto essencial — a própria razão da viagem — é a verdade confirmada no Concílio de Niceia (Iznik, atual Turquia) em 325 d.C.: que Jesus não foi apenas um grande homem, como até mesmo muitas pessoas seculares hoje reconhecem, mas que ele é o Filho eterno de Deus e o Salvador do mundo. 

De fato, embora Leão XIV tenha mencionado vagamente algumas controvérsias teológicas como irrelevantes, ele também aproveitou a ocasião para alertar, na Turquia, que, entre nossos muitos problemas pós-modernos, “há outro desafio, que poderíamos chamar de ‘novo arianismo’, presente na cultura atual e, às vezes, até mesmo entre os crentes. Isso ocorre quando Jesus é admirado apenas em um nível humano, talvez até com reverência religiosa, mas sem ser verdadeiramente considerado o Deus vivo e verdadeiro entre nós”. O arianismo pode parecer uma dessas obscuras controvérsias teológicas com as quais ninguém mais se importa. Mas em Niceia, exatamente 1700 anos atrás, era um tema candente porque o arianismo era difundido. E assim permaneceu por séculos. E agora, novamente. 

domingo, 23 de novembro de 2025

O Papa Leão XIV publica "In unitate fidei" no 1700º aniversário do Concílio de Niceia.

A carta apostólica, datada de 23 de novembro, solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, exorta os cristãos a serem "um sinal de paz e um instrumento de reconciliação".

O Papa Leão XIV publica "In unitate fidei" no 1700º aniversário do Concílio de Niceia.
Papa Leão publica “In unitate fidei”

  

 

Na véspera de sua viagem apostólica à Turquia para comemorar o 1700º aniversário do Concílio Ecumênico de Niceia, o Papa Leão XIV publicou a carta apostólica In unitate fidei (ver abaixo), reafirmando "na unidade da fé" a resposta dos Padres Conciliares que "confessaram que Jesus é o Filho de Deus".

A profissão de fé em Jesus Cristo como o centro do cristianismo.

"Na unidade da fé, proclamada desde as origens da Igreja, os cristãos são chamados a caminhar juntos, guardando e transmitindo com amor e alegria o dom recebido", começa assim a carta apostólica que aprofunda os temas essenciais do Concílio de Niceia e sua importância atual para a fé da Igreja e dos batizados.

Leão XIV destaca que "neste Ano Santo dedicado a Cristo, que é a nossa esperança, é uma providencial coincidência que celebremos também o 1700º aniversário do primeiro Concílio Ecumênico de Niceia, que em 325 proclamou a profissão de fé em Jesus Cristo, Filho de Deus. Este é o coração da fé cristã."

domingo, 2 de novembro de 2025

ARTIGO DE OPINIÃO: Carta aberta a Leão XIV por ocasião do 60º aniversário da declaração conciliar Nostra aetate

 

 

Por: Francisco José Vegara Cerezo 
sacerdote de Orihuela-Alicante 

 

Santidade, 

A leitura de sua mensagem na Audiência Geral realizada por ocasião do sexagésimo aniversário da declaração conciliar Nostra Aetate despertou em mim profundas preocupações. Por isso, passo agora a compartilhar, seguindo suas próprias palavras, que destaquei em itálico, as questões e reflexões que surgiram em minha mente. 

No centro de nossa reflexão de hoje, nesta Audiência Geral dedicada ao diálogo inter-religioso, desejo me concentrar nas palavras do Senhor Jesus à mulher samaritana: “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4,24). 

Pode Deus ser verdadeiramente adorado em religiões que não foram fundadas naquele que é a sua Verdade, nem são guiadas pelo seu Espírito? 

Este encontro revela a essência do autêntico diálogo inter-religioso: uma troca que ocorre quando as pessoas se abrem umas às outras com sinceridade, escuta atenta e enriquecimento mútuo. É um diálogo que nasce da sede: a sede de Deus no coração humano e a sede da humanidade por Deus.  

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Vaticano homenageia hinduísmo e Islã com celebração de dança no aniversário de Nostra Aetate

Durante as danças no Vaticano, uma mulher alternadamente segurava cartazes com um símbolo hindu "Om", uma imagem de um crucifixo e um crescente islâmico e lua.

Imagem em destaque 

 

O Vaticano comemorou nesta terça-feira o 60o aniversário da Nostra Aetate, a Declaração sobre a Relação da Igreja com as Religiões Não-Cristãs, prestando homenagem através da dança ao hinduísmo e ao Islã ao lado do cristianismo.

Uma gravação da comemoração, realizada no Paul VI Hall, mostra mulheres vestidas com trajes de estilo tradicional dançando a música do Oriente Oriental e Médio. Durante as danças, uma mulher alternadamente levantou sinais com um símbolo hindu “Om”, uma imagem de um crucifixo e um crescente islâmico e lua, como se sugerisse que todas as religiões estão em pé de igualdade.

Todo o evento, incluindo o discurso final do Papa Leão XIV, foi permeado pelo valor do diálogo e da “amizade” entre as religiões, em vez do tradicional mandato cristão de “ir e fazer discípulos de todas as nações”, isto é, convertê-los à verdadeira fé.

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Excertos da Homilia do Cardeal Sarah no Santuário de Santa Ana na França

 

 

O Cardeal Sarah celebrou nesta manhã a missa pelo 400º aniversário das aparições em Santa Ana de Auray, na Bretanha, noroeste da França. O Papa Leão XIV, em um de seus primeiros atos pontifícios, havia designado o Cardeal Robert Sarah como Delegado Papal para as celebrações dos 400 anos da aparição da avó de Jesus para um camponês, que deu forte incremento para a devoção à Mãe da Santíssima Virgem Maria em todo o mundo.  

Excertos da homilia do cardeal africano:

“A Bretanha é uma terra sagrada, Deus deve ter o primeiro lugar lá.”

“Não profanem a França. É uma terra reservada a Deus. Não profanem a França com suas leis que destroem tudo, que destroem a vida.”

Quando os fiéis começaram a aplaudi-lo, ele pediu que parassem de fazê-lo:

sexta-feira, 23 de maio de 2025

"𝓐 𝓘𝓰𝓻𝓮𝓳𝓪 𝓹𝓸̂𝓭𝓮 𝓭𝓪𝓻 𝓮𝔁𝓹𝓻𝓮𝓼𝓼𝓪̃𝓸 𝓪𝓸 𝓶𝓲𝓼𝓽𝓮́𝓻𝓲𝓸 𝓭𝓸 𝓥𝓮𝓻𝓫𝓸 𝓯𝓮𝓲𝓽𝓸 𝓬𝓪𝓻𝓷𝓮 𝓺𝓾𝓮 𝓱𝓪𝓫𝓲𝓽𝓸𝓾 𝓮𝓷𝓽𝓻𝓮 𝓷𝓸́𝓼."

O Patriarcado Latino de Jerusalém publicou a reflexão do Cardeal Pierbattista Pizzaballa sobre o aniversário do Concílio de Niceia. O cardeal afirma que hoje, "como há 1.700 anos, somos chamados a expressar nossa fé em Cristo de maneira corajosa, ousada, compreensível e clara".


"A Igreja pôde dar expressão ao mistério do Verbo feito carne que habitou entre nós."
Reflexão do Cardeal Pizzaballa sobre o Concílio de Niceia

  

O Patriarca lembra que "a pessoa de Jesus nunca deixou de fascinar o mundo". Sua vinda ao mundo mudou a história, levantou questionamentos e até mesmo gerou rejeição e oposição. Em suma, em todas as épocas, em certo sentido, Jesus nos obrigou a tomar posição diante dele.  

𝕵𝖊𝖘𝖚𝖘 𝕱𝖎𝖑𝖍𝖔 𝖉𝖊 𝕯𝖊𝖚𝖘, 𝖔 𝖕𝖗𝖔́𝖕𝖗𝖎𝖔 𝕯𝖊𝖚𝖘

«Aceitar Jesus como o Filho de Deus, e o próprio Deus, foi de fato uma novidade perturbadora para o mundo cultural da época. Como poderia um homem de carne e osso como nós pertencer à divindade? Como ele poderia ser o Filho de Deus e o próprio Deus, da mesma substância? Como poderia um homem morrer e ressuscitar, ser homem e Deus?

O cardeal afirma que tal acontecimento "foi algo totalmente inconcebível, mas ao mesmo tempo algo que continuou a fascinar os fiéis do mundo inteiro" e que, por isso, desde "o princípio, surgiram e se multiplicaram diferentes hipóteses e propostas sobre a identidade do Filho de Deus", não faltando "divisões acaloradas entre as diversas almas da Igreja". 

quinta-feira, 3 de abril de 2025

O Credo Niceno, a carteira de identidade do cristão

Publicado pela Comissão Teológica Internacional, o documento “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador" - 1700º aniversário do Concílio Ecumênico de Niceia (325-2025) dedicado à assembleia que entrou para a história pelo Símbolo que proclama a fé na salvação em Jesus Cristo e no Deus Uno, Pai, Filho e Espírito Santo. Quatro capítulos sob o sinal da promoção da unidade dos cristãos e da Sinodalidade na Igreja.

2025.02.20 Pellegrinaggio Turchia - Nicea 

 

No próximo dia 20 de maio, o mundo cristão faz memória dos 1700 anos da abertura do primeiro Concílio ecumênico, celebrado em Niceia em 325, que entrou para a história principalmente pelo Símbolo que reúne, define e proclama a fé na salvação em Jesus Cristo e no Deus Uno, Pai, Filho e Espírito Santo. Mais tarde completado pelo Concílio de Constantinopla em 381, o Credo Niceno tornou-se, na prática, a carteira de identidade da fé professada pela Igreja. Por esse motivo, a Comissão Teológica Internacional (CTI) decidiu dedicar um documento de quase setenta páginas ao Concílio convocado pelo imperador Constantino na Ásia Menor, com o duplo objetivo de recordar seu significado fundamental e destacar os extraordinários recursos do Credo, relançando-os na perspectiva da nova etapa de evangelização que a Igreja é chamada a viver na atual mudança de época. Também porque o aniversário ocorre durante o Jubileu da Esperança e coincide com a data da Páscoa para todos os cristãos, no Oriente e no Ocidente.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Líderes cristãos e muçulmanos comemoram o primeiro aniversário do Documento de Abu Dhabi

O Papa Francisco espera que as iniciativas que estão surgindo em torno do Documento sobre a fraternidade humana sirvam para dar origem a mais modelos de pessoas que "encarnam o amor por meio de ações e sacrifícios pelo bem dos outros", independentemente de sua religião, etnia ou cultura



"Em nome de Deus, que criou todos os seres humanos iguais em direitos, deveres e dignidade, e os chamou para viver como irmãos"; em nome dos inocentes, dos pobres, dos despossuídos e exilados, em nome das pessoas que perderam a paz e em nome da fraternidade humana, o grande imã da Universidade de Al-Azhar, Ahmad al Tayeb e o Papa Francisco "declaram assumir a cultura do diálogo como um caminho; colaboração comum como conduta; conhecimento recíproco como método e critério".

terça-feira, 13 de março de 2018

'El otro Francisco', o livro para conhecer o Papa Bergoglio


Por ocasião do quinto aniversário da eleição de Francisco, um livro inclui quatorze entrevistas inéditas para colaboradores, parentes e amigos do Papa que mudarão o modo de entender o pontificado do papa argentino.



Em 13 de março de 2013, os cardeais reunidos em um conclave elegeram Jorge Mario Bergoglio como sucessor de San Pedro. Cinco anos após o início do seu pontificado, Homo Legens publica em Espanha El otro Francisco, um livro para conhecer o Papa através de seus colaboradores, familiares e amigos.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Mais um aniversario de pontificado de Francisco

[zenit]






(ZENIT – Roma. 13 Mar. 2017).- Francisco comemora esta segunda-feira mais um aniversário de pontificado, despertando nestes quatro anos de pontificado um grande fervor popular.
É o primeiro papa nascido no Novo Mundo, o primeiro latino-americano, o primeiro pontífice do hemisfério sul, o primeiro papa a utilizar o nome de Francisco, o primeiro pontífice não europeu em mais de 1200 anos[4] e também o primeiro papa jesuíta da história.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Papa Francisco no Brasil em 2017 para o 10º aniversário de Aparecida? Pairam dúvidas

[ihu]


Como sempre, não há nenhuma confirmação oficial, mas se fala a respeito: em 2017, o Papa Francisco poderia fazer uma visita ao Brasil, em particular ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião do 10º aniversário da Quinta Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, que foi realizada no santuário mariano entre os dias 13 e 31 de maio de 2007. Dentre outras coisas, no próximo ano, recorda-se o 300º aniversário da descoberta da imagem sagrada da Nossa Senhora.
A reportagem é de Luis Badilla, publicada no sítio Il Sismografo, 15-08-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Dois anos atrás Francisco iniciava o seu Pontificado

[news]
2015-03-19
Rádio Vaticana


Cidade do Vaticano (RV) - Dois anos atrás, no dia 19 de março de 2013, o Papa Francisco iniciava com uma Santa Missa na Praça São Pedro, o seu Pontificado. Antes da celebração, o Pontífice fez um breve momento de oração junto ao túmulo do Apóstolo Pedro – local de onde os diáconos saíram em procissão com o anel de pescador e o pálio, dois símbolos do pastoreio e da autoridade de um Papa.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Jorge Bergoglio (Papa Francisco), um ano do 1º Papa latino-americano

Palavras de Jesus a Pedro: E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Mt 16, 18)
Hoje Pedro é representado na pessoa do Papa Francisco, exemplo de humildade.
Momentos de um ano de Pontificado de Francisco, o Papa do Fim do Mundo.

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