Por Robert Royal
O Papa Leão XIV tem viajado pela Turquia e pelo Líbano, fazendo o que os papas fazem nessas ocasiões: visitando líderes religiosos e políticos, assinando acordos para um diálogo mais profundo e apelando à paz e ao respeito pela dignidade humana. Tudo isso é bom, e este papa faz tudo com notável dignidade. Mas esse não é o ponto essencial. E sem o ponto essencial, as outras coisas têm perspectivas bastante limitadas. O ponto essencial — a própria razão da viagem — é a verdade confirmada no Concílio de Niceia (Iznik, atual Turquia) em 325 d.C.: que Jesus não foi apenas um grande homem, como até mesmo muitas pessoas seculares hoje reconhecem, mas que ele é o Filho eterno de Deus e o Salvador do mundo.
De fato, embora Leão XIV tenha mencionado vagamente algumas controvérsias teológicas como irrelevantes, ele também aproveitou a ocasião para alertar, na Turquia, que, entre nossos muitos problemas pós-modernos, “há outro desafio, que poderíamos chamar de ‘novo arianismo’, presente na cultura atual e, às vezes, até mesmo entre os crentes. Isso ocorre quando Jesus é admirado apenas em um nível humano, talvez até com reverência religiosa, mas sem ser verdadeiramente considerado o Deus vivo e verdadeiro entre nós”. O arianismo pode parecer uma dessas obscuras controvérsias teológicas com as quais ninguém mais se importa. Mas em Niceia, exatamente 1700 anos atrás, era um tema candente porque o arianismo era difundido. E assim permaneceu por séculos. E agora, novamente.




