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sábado, 3 de julho de 2021

Podemos dar a Deus "a honra perfeita e completa”

 
 
Por Pe. Carlos Grimaud
 
 

Muitas almas cristãs se inquietam por trabalhar tão pouco para a glória de Deus! Veem que o tempo passa e temem achar-se transportadas aos umbrais da eternidade com as mãos vazias.

E por isso quereriam ter atingido perfeitamente o fim para o qual foram criadas, que é o de louvar a Deus. Mas, impedidas pelos negócios, ou por moléstias, sobrecarregadas pela família, queixam-se de ver passar os dias, sem glorificar devidamente a Deus.

Lançando um olhar pelo mundo, estas mesmas almas escandalizam-se por ver a Deus tão ofendido, tão esquecido... e perguntam como o Altíssimo pode suportar tantas injúrias da parte de suas criaturas. E estes pensamentos perturbam-lhes a fé. Desejosas de expandir o Reino de Deus, querem saber qual meio poderiam empregar para endireitar este mundo, e dar ao Autor de todas as coisas a glória a que tem direito.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

As bem-aventuranças e a glória celeste

“As bem-aventuranças” (1436-1443), Fra Angelico, afresco do convento de San Marco, em Florença.

 

Por Plinio Maria Solimeo

 

Diz São Mateus em seu Evangelho que Nosso Senhor Jesus Cristo “percorria toda a Galileia […] grandes multidões seguiam-no da Galileia e da Decápole, e de Jerusalém e da Judeia”. O Divino Salvador, “vendo a multidão, subiu ao monte, e quando se sentou, aproximaram-se dele os discípulos. E, abrindo a boca, Ele os ensinava dizendo, bem-aventurados…” (4, 23-25; 5, 1 e ss.), iniciando assim o que ficou conhecido como o famoso Sermão da Montanha.

São Lucas põe esse episódio logo depois de Nosso Senhor ter escolhido seus 12 discípulos e, descendo do monte em que estavam, curou muitos doentes e expulsou vários demônios. Em seguida, “levantando os olhos sobre os discípulos, Ele dizia: bem-aventurados…”

Esse evangelista cita apenas quatro das oito bem-aventuranças mencionadas por São Mateus. Sobre isso comenta a revista Permanência: “[São] Lucas narra que o sermão do Senhor foi feito às turbas. Por isso enumera as bem-aventuranças conforme a capacidade delas, que só conheciam a felicidade voluptuosa, temporal e terrena”. As quatro citadas por ele são: “Bem-aventurados os pobres, porque vosso é o reino de Deus; Bem-aventurados os que agora padeceis fome, porque sereis fartos; Bem-aventurados os que agora chorais, porque rireis; Bem-aventurados sereis quando vos odiarem os homens, vos excomungarem, e vos maldisserem e proscreverem vosso nome como mau, por amor do Filho do Homem. Alegrai-vos naquele dia e regozijai-vos, pois grande será a vossa recompensa no Céu”.

Entretanto, vamos comentar as oito bem-aventuranças citadas por São Mateus, porque elas englobam também as acima.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

A Missa aumenta em nós a divina graça e glória celeste

 


É uso, nas cidades e nos arrabaldes, haver mercados e feiras, onde se vendem toda a espécie de objetos úteis.

A própria Igreja, e o céu também, têm, diariamente, um mercado. Que oferecem? A graça divina e a glória celeste. Mas são cousas preciosas; onde achar bastantes meios para comprá-las? Não tenhas nenhum receio pois podem-se adquirir gratuitamente. O profeta Isaías no-lo afirma: “Vós que não tendes dinheiro, vinde, aproximai-vos, comprai sem troca” (Is. 55, 1). Com efeito, o Senhor as dá sempre gratuitamente, porém, raras vezes, com tanta abundância como na santa Missa, o que provaremos neste capítulo.

Em primeiro lugar, porém, devemos compreender bem o que é a graça.

A graça é um dom, um socorro sobrenatural que Deus nos concede em virtude dos méritos de Jesus Cristo. Distinguem-se duas espécies de graça: a “santificante” e a “atual”.

A graça “santificante” é um estado de alma que nos torna justos aos olhos de Deus e nos dá o direito de herdar os bens eternos. Esta graça, elevando-nos acima da nossa própria natureza, nos torna participantes da natureza divina. Segundo o Concílio de Trento, não é somente “a remissão de nossos pecados com favor sensível da bondade de Deus”, porém “um estado divino, uma luz brilhante, que nos embeleza a alma”, a qual permanece neste feliz estado até que percamos a graça pelo pecado mortal.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

A última Provação da Igreja

[cleofas]
Por Prof. Felipe Aquino


Jesus não nos enganou; Ele disse com clareza:

“Então naquele tempo haverá grande tribulação, tal como não houve desde o principio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais” (Mt 24,21).
A maioria dos cristãos não gosta de meditar sobre isso, mas não podemos fugir desta realidade.
A Igreja é o Corpo de Cristo; a Cabeça passou pela Paixão e morte para entrar na glória (Lc 24,26). “Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na Sua glória?” Assim disse Jesus aos discípulos de Emaús.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

A defesa da moral católica sempre foi difícil

[abim]
Por Mathias von Gersdorff

Vivemos numa época em que infelizmente muitos clérigos se prontificam a jogar pela janela verdades elementares da Fé ou da doutrina católica. A razão para essa atitude lamentável é com frequência o medo do sarcasmo ou de uma recusa agressiva. Muitos sentem dificuldade até mesmo de qualificar a prática da homossexualidade como pecado, pois temem ser criticados por isso.

domingo, 11 de setembro de 2011

Maria em toda a sua glória


[IHU]


11/9/2011  

Imagens coroadas de Maria são o tema de uma nova exposição de arte nos Estados Unidos.
A reportagem é de Joseph Pronechen, publicada no sítio National Catholic Register, 04-06-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Durante séculos, Maria tem sido objeto de uma gloriosa arte devocional em diversos gêneros. Em maio deste ano, um estilo bastante singular de arte mariana chegou diretamente do Vaticano para uma exposição no Knights of Columbus Museum, em New Haven, Connecticut.
Essa grande exposição – Full of Grace, Crowned Madonnas of the Vatican Basilica – destaca mais de 90 pinturas de imagens coroadas de Maria que abrangem vários séculos. O Vaticano restaurou todas elas ao longo dos últimos oito anos. Essa incomparável coleção não reúne apenas a maior parte das 120 imagens desse tipo no Vaticano, mas também é a primeira vez que elas deixaram a Basílica de São Pedro em um grupo tão grande como esse.
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