Por Luís Sérgio Solimeo
Para alguns altos prelados, Deus jamais castiga. Dizer que o flagelo da
atual pandemia possa ser um castigo divino seria, para eles, uma coisa
pagã.
Foi o que declarou Dom Mario Delpini, atual arcebispo de Milão: “Essas
são teorias sobre Deus, que eu não sei de onde veem, e que não
compartilho. A oração agora não pretende pedir a Deus que remova um
castigo que Ele mesmo enviou; nós não temos um Deus irado que deve ser
acalmado. Para mim, isso parece uma concepção muito pagã”.1
O Cardeal Antônio Marto, bispo de Leiria-Fátima, Portugal, se pronunciou
do mesmo modo. 2 O Cardeal Blase Cupich, arcebispo de Chicago, também
parece dar pouco valor à oração durante a pandemia. 3
O Pe. Raniero Cantalamessa, OFMCap., Pregador da Casa Pontifícia desde
1980, também negou, em sermão na noite da Sexta-Feira Santa na Basílica
de São Pedro que a atual pandemia pudesse ser um castigo de Deus: