Por mais que nos esforcemos para compreendê-lo, o Papa Leão XIII ainda nos deixa perplexos.
Por Padre John A. Perricone
Por mais que nos esforcemos para compreendê-lo, o Papa Leão XIII ainda nos deixa perplexos. Mesmo concedendo o benefício da dúvida às suas declarações recentes, os católicos ainda não encontram clareza. Os católicos fiéis compreendem plenamente os limites do ensinamento papal. A anuência de mente e vontade só se aplica aos mais altos escalões da intenção magisterial. Todas as outras declarações obrigam os católicos a prestar-lhes respeito, nada mais. Mesmo assim, certas declarações do Papa Leão XIII ferem a consciência católica.
Entre a concordância e a consideração respeitosa, reside uma distinção crucial que escapa a muitos católicos simples. Alguns presumem que cada sílaba proferida pelo Romano Pontífice tem o mesmo valor que o Credo Niceno. Mal sabem esses católicos bem-intencionados que caíram na armadilha do absolutismo papal (cf. ultramontanismo), uma interpretação perigosa e equivocada das prerrogativas papais. Foi essa mesma tendência que causou tanta preocupação a São João Henrique Newman com a promulgação da Pastor Aeternus do Vaticano I. Uma pena, pois esse erro os deixa, na melhor das hipóteses, presos a uma consciência duvidosa e, na pior, a uma consciência errônea.