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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Bispo Mutsaerts: Não há nenhuma boa razão para não podermos chamar Maria de 'Corredentora'.

Se o Cardeal Fernandez teme que as pessoas coloquem Maria em pé de igualdade com Cristo, então o problema não está em Maria, mas em Fernandez. 

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Nunca deixa de me surpreender que, no mundo moderno, as pessoas tenham um medo particular das palavras. As pessoas parecem não temer mais o pecado ou a insensatez, apenas os mal-entendidos. E como se não bastasse, não existe verdade que não possa ser mal interpretada. A teologia católica romana sempre enfatizou extraordinariamente Cristo como o único Salvador. É precisamente por isso que nunca vi qualquer ameaça na forma como se fala de Maria. A posição de Cristo é tão absoluta que seria absurdo pensar que alguém pudesse realmente ofuscá-Lo. Cooperação não significa rivalidade. Se Deus realmente se fez homem, então Ele não apenas se humilhou, mas também se tornou dependente da obediência humana: primeiro de Maria, depois dos apóstolos e, por fim, de todos nós. O Cardeal Fernandez está vendo fantasmas quando diz que não é mais aconselhável usar o título de “Corredentora” para Maria.

Portanto, não vejo nada de irracional na ideia de que Maria, de maneira totalmente subordinada e por graça, participou da obra de Cristo. O termo “Corredentora” não é tão chocante quanto alguns temem. E, francamente, se o Cardeal Fernández teme que as pessoas coloquem Maria em pé de igualdade com Cristo, o problema não está em Maria, mas em Fernández. É precisamente a presença de Maria que me lembra que a fé cristã não é uma ideia, uma filosofia ou um sistema moral, mas uma história. A realidade factual da cooperação de Maria na obra da nossa redenção não provém de invenção humana, mas do fato de o próprio Deus ter decidido agir por meio da mediação humana. Cada passo na história da salvação mostra que Deus não age apesar do homem, mas por meio do homem. O “fiat” de Maria é o primeiro, e talvez o mais claro, exemplo dessa cooperação sobrenatural.

domingo, 11 de maio de 2025

Leão XIV explica a escolha de seu nome e seu desejo de responder a "outra revolução industrial e aos desenvolvimentos da inteligência artificial".

Ele começou rezando o Pai Nosso e a Ave Maria em latim com os cardeais, voltou ao seu discurso centrado em Cristo e explicou que seu nome vem de Leão XIII e da "Rerum novarum": "Hoje, a Igreja oferece a todos sua herança de doutrina social para responder a mais uma revolução industrial e aos desenvolvimentos da inteligência artificial, que trazem novos desafios na defesa da dignidade humana, da justiça e do trabalho."

Leão XIV explica a escolha de seu nome e seu desejo de responder a "outra revolução industrial e aos desenvolvimentos da inteligência artificial".
Leão XIV, primeiro encontro com o Colégio Cardinalício após o Conclave, 10 de maio de 2025

 

O recém-eleito Papa Leão XIV fez hoje seus primeiros discursos ao Colégio Cardinalício, recebido esta manhã a portas fechadas na Sala do Sínodo. O discurso, carregado de simbolismo e proferido em uma atmosfera de solenidade pascal, delineou as primeiras linhas do que seu pontificado poderia ser.

Um começo na oração

O encontro começou com um gesto significativo que reflete a espiritualidade do novo Pontífice. Antes de iniciar formalmente seu discurso, Leão XIV convidou os cardeais a se unirem em oração, recitando juntos o Pai Nosso e a Ave Maria em latim, pedindo que "o Senhor continue acompanhando o Colégio e toda a Igreja com este espírito e entusiasmo, que é, no entanto, de profunda fé".

Esta abertura deu o tom para um discurso que se desenvolveria em duas partes: a primeira parte composta por reflexões compartilhadas, e a segunda parte dedicada ao diálogo com os cardeais, respondendo a um pedido que, segundo o Pontífice, havia sido feito por muitos membros do Colégio Cardinalício nos dias que antecederam o conclave.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Doutrina da Fé divulga nota explicativa sobre Fiducia suplicans: “São bênçãos sem forma litúrgica que não aprovam nem justificam a situação em que se encontram essas pessoas”

Desde a publicação de Fiducia supplicans, em 18 de dezembro, uma multidão de conferências episcopais, bispos, padres e cardeais demonstraram o seu profundo desconforto e incompreensão com o documento que permite “bênçãos pastorais” a casais do mesmo sexo e outros casais em situação irregular.

Victor Manuel Fernández
Victor Manuel Fernández

 

Desde 18 de dezembro, dia em que a declaração foi publicada, a confusão e a divisão dentro da Igreja só aumentaram. Enquanto alguns criticaram a declaração como insuficiente, outros não acreditaram que o Santo Padre tivesse assinado tal documento.

Apesar de o Cardeal Víctor Manuel Fernández ter trabalhado nos dias seguintes para explicar que a doutrina não mudou ou que o casal é abençoado e não a união e para repetir insistentemente que se tratava de um documento "claro", a verdade é que o Dicastério para a Doutrina da Fé foi forçado a emitir uma nota esclarecedora três semanas depois sobre este documento confuso. Se fosse tão claro, qual a razão da disparidade de interpretações? Qual é então a razão desta nota explicativa?

O Cardeal Víctor Manuel Fernández reiterou mais uma vez neste escrito que “a Declaração contém a proposta de bênçãos pastorais breves e simples (não litúrgicas ou ritualizadas) aos casais irregulares (não uniões), entendendo que são bênçãos sem forma litúrgica que não o fazem”. Eles não aprovam nem justificam a situação em que essas pessoas se encontram."

terça-feira, 10 de outubro de 2023

Bispo Munilla explica o não da Igreja para a bênção dos casais homossexuais

O Bispo de Orihuela-Alicante, Monsenhor José Ignacio Munilla, publicou em sua conta no Youtube um vídeo do encontro que realizou online com um grupo de pessoas com tendência homossexual que querem viver de acordo com o ensinamento da Igreja.

Munilla nombramiento adiós
Monsenhor José Ignacio Munilla

 

Por

 

Sob o título Poderia a Igreja dar a bênção às uniões homossexuais?, o prelado basco aborda esta questão que durante estes últimos dias é de máxima atualidade após a resposta ambígua dada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé sobre esta questão à dubia apresentada por cinco cardeais que pediram esclarecimentos sobre esta questão.

Munilla reconhece em seu discurso que no momento há muitos católicos que fazem esta pergunta após a declaração do novo prefeito do Dicastério da Doutrina da Fé, Victor Manuel Fernández.

O Bispo de Orihuela-Alicante afirma que, neste momento, muitos católicos pedem uma palavra de esclarecimento e por isso decidi responder-vos.

sábado, 1 de agosto de 2020

A justiça social, explicada por um Papa

Um dos maiores pensadores da modernidade, o Papa Leão XIII esboçou para o mundo moderno uma filosofia do homem e da sociedade singularmente católica. Visite neste texto alguns excertos de suas atualíssimas encíclicas.


A justiça social, explicada por um Papa


Por Piers Shepherd Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere


O Papa Leão XIII, cujo nascimento completa 210 anos neste ano, é talvez mais conhecido por seu marianismo. Ele foi um dos maiores promotores do Santo Rosário e foi o primeiro Pontífice a aplicar o título de Medianeira a Nossa Senhora. Porém, ele foi um dos maiores pensadores da modernidade, tendo esboçado para o mundo moderno uma filosofia do homem e da sociedade singularmente católica.

Antes de debatermos os escritos de Leão XIII, é necessário analisar o contexto em que foram elaborados. O nome de batismo de Leão XIII era Vicente Joaquim Pecci. Ele nasceu em 1810, numa Itália em que o Papa era mantido prisioneiro por Napoleão. Apesar da posterior derrota de Napoleão e da restauração dos Estados Pontifícios, as sementes da revolução já haviam sido lançadas, e durante as décadas seguintes a Igreja sofreria constantes ataques dos que buscavam unificar a Itália sob um governo liberal laico. Em 1870, Roma foi ocupada pelo novo Estado italiano. Pela primeira vez em mais de mil anos, o Papa não tinha posses temporais. Quando Leão XIII foi eleito em 1878, foi o primeiro Papa em séculos a não exercer nenhum poder temporal e a ficar integralmente à mercê de um Estado hostil. Leão XIII foi o primeiro Papa a passar seu pontificado inteiro atrás dos muros do Vaticano, impossibilitado de sair, para que não se tornasse vítima de uma agressão secular.

Embora a perda dos Estados Pontifícios tenha sido uma tragédia, ela permitiu que o Papa voltasse sua atenção para assuntos espirituais e para o ensino dos fiéis. Foi nesse contexto que Leão XIII desenvolveu seu grande corpus doutrinal, que procurou abordar os problemas centrais da sua e da nossa época.

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