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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Darwinistas e modernistas estão errados sobre as origens da religião: aqui está o porquê

Desde a década de 1960, as teorias grosseiras do século XIX sobre o desenvolvimento da religião foram abandonadas.

Imagem em destaque
Charles Darwin

 

Por Mateus McCusker 

 

Em todas as partes do mundo, e em cada período da história, a humanidade tem praticado o que é chamado de “religião”. A religião é um fato da vida humana. Deve haver uma razão pela qual isso assim.

Desde o “Iluminismo”, os estudiosos têm argumentado que a religião tem suas origens na ignorância e no medo e que, à medida que o conhecimento e o domínio do homem aumentam, a religião se tornará obsoleta e desaparecerá.

Mas essa teoria é apoiada pela evidência?

Religião e as necessidades do homem

Na parte anterior desta série, concluímos que a universalidade da religião é um fato que exige explicação.

A religião está no coração da vida social e individual há milênios e ainda é para grande parte da população do mundo. A grande maioria dos seres humanos tem acreditado na existência de seres sobrenaturais que devem ser adorados e obedecidos. Um fato tão marcante deve ter uma causa proporcional.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

“Nenhuma religião possui a verdade”: a reflexão do Cardeal López Romero sobre Nostra Aetate

  

 

No 60º aniversário da declaração conciliar Nostra Aetate, o Cardeal Cristóbal López Romero, Arcebispo de Rabat, falou sobre o diálogo inter-religioso e a verdade do Evangelho. Do Marrocos, o cardeal salesiano afirmou que os cristãos devem “abandonar a falsa dicotomia entre religião verdadeira e religião falsa”, porque – em suas palavras – “nenhuma religião pode se apropriar da verdade; é a verdade que nos possui a todos”. 

Esta declaração, sob o disfarce de abertura, representa uma ruptura com o ensinamento constante do Magistério Católico: Cristo não é “uma” verdade entre outras, mas “a Verdade” (Jo 14,6). E a Igreja, segundo o Concílio Vaticano II, permanece “o único meio de salvação” instituído pelo próprio Cristo. 

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Porque é que as pessoas dizem que abandonam a fé?

Pesquisa após pesquisa, o catolicismo, em números, continua numa corrida para o fundo do poço. Para inverter esta tendência, precisamos de compreender por que razão as pessoas abandonam a fé.

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Por JC Miller 

 

Todos nós já vimos as  manchetes  sobre os Estados Unidos se terem tornado um país maioritariamente não cristão algum dia. Embora estejamos encorajados pelas recentes vagas de conversão, todos conhecemos pessoas que perderam a fé.  Lemos  que "embora a maioria dos católicos se tenha mantido dentro do rebanho religioso, um número significativo abandonou a fé católica: 15% da população dos EUA afirma ter sido educada como católica, mas já não se identifica como tal". O professor Ryan Burge  observa  que os católicos têm o pior "fosso de retenção", em comparação com outros grupos religiosos nos Estados Unidos, entre a Geração Z: "Entre as pessoas nascidas em 2000, 45% foram educadas como católicas. Mas apenas 28% ainda se identificam como católicas".

Compreender os motivos que as pessoas apresentam pode ajudar-nos a salvar almas. O motivo alegado para a apostasia pode não ser o real, mas ainda assim é possível extrair algo das respostas oferecidas. Analisar diversas pesquisas de diferentes fontes, em diferentes épocas e em diferentes países, pode dar-nos uma ideia da perda de fé ou do declínio da frequência da missa — porque os mesmos problemas continuam a surgir.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Reflexões sobre uma nova ordem religiosa para o século XXI

Com novas ordens religiosas sendo fundadas e antigas ordens morrendo ou sendo suprimidas, como deveria ser uma ordem religiosa hoje?

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Por Greg Cook

 

O anúncio deixou a ionosfera católica agitada: o apostolado Word On Fire do bispo Robert Barron está agora pronto para crescer em uma nova direção, adicionando um pequeno grupo de religiosos sacerdotais à sua lista. Essa notícia veio quase ao mesmo tempo que a revelação de que uma comunidade religiosa existente, Sodalitium Christianae Vitae, estava sendo suprimida pelo Vaticano. Tais são os caprichos do reino da vida religiosa consagrada na Igreja Católica no século XXI. Mas esses eventos, juntamente com as tendências das últimas décadas, me levam a perguntar: como seria uma nova ordem religiosa em nossa era. Ou, mais precisamente, como deveria ser uma nova ordem religiosa?

Ao considerar este tópico, devemos sempre incluir a ressalva de que cabe a Deus inspirar uma nova manifestação do Evangelho vivido de Jesus Cristo. Muito pode ser aprendido estudando a história das ordens religiosas na Igreja Católica. Podemos ver como diferentes ordens surgiram em resposta às crises de uma era específica, e como carismas apropriados para a tarefa em questão ganharam destaque. Da mesma forma, podemos mapear o declínio e a queda da vida consagrada ao longo dos séculos — especialmente desde o Vaticano II.

sábado, 30 de novembro de 2024

Religião popular ou igreja paralela?

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Por através de O Padre Ildefonso de Assis

 

A religiosidade popular é, sem dúvida, um fenômeno que cresce significativamente e de uma maneira especial na Espanha e nas nações hispânicas. Fraternidades, irmandades, grupos de fiéis, associações de devotos... e acrescentam uma quantidade considerável dentro da Igreja Católica, cujas hierarquias não deixam de estimular e encorajar. É justo que, desde o início, todos os elementos positivos desta forma de piedade cristã sejam objetivamente valorizados e os seguintes se destaquem:

1. Diante da onda que cresce, em progressão geométrica, de secularismo agressivo que visa (e consegue) apagar e/ou minimizar qualquer expressão pública da fé cristã, a religiosidade popular atua como uma forte barragem de contenção que consegue fazer fisicamente as principais verdades da religião católica e seus eventos mais significativos presentes. Onde há religiosidade popular, a população sentirá que o Natal chega, a Semana Santa, o mês de Maria Santíssima... e outras grandes datas do calendário litúrgico. Há nações, como a Espanha, onde há uma clara diferença entre o norte e o sul, por exemplo, quando chega a semana e o Tríduo da Páscoa. A diferença é a existência ou ausência do fenômeno citado.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Rémi Brague: existe um desejo ativo entre as elites europeias de acabar com a Igreja e a religião

Ontem, a Fundação NEOS contou com a participação do filósofo e historiador francês Rémi Brague no seu ciclo de conferências, realizadas no auditório Mutua Madrileña. O filósofo francês ofereceu uma reflexão profunda sobre a crise global que o Ocidente atravessa sob o título “Por que o homem ocidental se odeia?”

Rémi Brague: existe um desejo ativo entre as elites europeias de acabar com a Igreja e a religião


Isidro Catela, professor da Universidade Francisco de Vitória, doutor em Comunicação e coordenador de conteúdos multimédia do NEOS, deu as boas-vindas aos participantes convocados pela Fundação NEOS. A Professora Catela voltou à questão que deu título a esta conferência, incentivando-nos a “fazer perguntas, procurar respostas e, ao longo do caminho, humanizar-nos”. Em linha com as perguntas que Dom Argüello fez naquela mesma manhã na abertura da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal sobre a recente catástrofe na Espanha, quis também, em nome do NEOS, que “a primeira palavra e a primeira pergunta sejam para as vítimas da DANA vividas em Espanha e também em grata memória pela boa e viva Espanha", respondendo ao título desta conferência com a oração atribuída a São Francisco: “Onde houver ódio, deixe-me colocar o amor”.

Dom Jesús Higueras, teólogo e pároco da igreja de Santa María de Caná, começou por recordar a má notícia, o homem ocidental odeia-se, mas também a boa notícia, Jesus Cristo é o recurso para a salvação. Dom Jesús partilhou a sua experiência de confessor ao descobrir-se como um ser humano quebrado e fraturado: “A ausência de Deus, viver de costas para Deus, querer romper com a própria identidade provoca um homem destruído”. Lembrou-se do Papa Bento XVI, que identificou as três ditaduras ou ideologias que minam a sociedade no início do século XXI:

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Sinodalidade: Interesse próprio institucionalizado e egoísmo

Uma nova forma de religião surgiu — disfarçada de catolicismo — na qual o egoísmo foi institucionalizado. Essa nova religião se autodenominou Sinodalidade.

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Por David Torkington 

 

Santa Ângela de Foligno foi esposa e mãe antes de se tornar uma das maiores místicas da Igreja. Ela chamou a oração de “A Escola do Amor Divino”, ou Schola Divini Amoris, porque é o lugar onde o egoísmo é deixado de lado para praticar o que ela chamou de Amor Divino — em outras palavras, o mesmo tipo de amor com o qual Deus nos ama.

Por todo o Antigo Testamento, vemos o amor divino, altruísta e incondicional de Deus em ação. Por todo o Novo Testamento, vemos esse mesmo Amor Divino em ação mais uma vez por meio de Seu Filho, Jesus Cristo. A mensagem é bem simples: é somente praticando esse Amor Divino no que Santa Ângela de Foligno chamou de “A Escola do Amor Divino” que podemos nos unir a Jesus Cristo e então — em, com e por meio Dele — ao Pai.

Infelizmente, esse Amor Divino altruísta foi extraído da Espiritualidade Católica e, portanto, o egoísmo acabou sendo institucionalizado na Sinodalidade. 

terça-feira, 8 de outubro de 2024

O que substituirá o wokeismo como religião do regime dominante?

Enquanto regimes esquerdistas fracos continuam a cair no Ocidente, o islamismo continua sendo a ameaça civilizacional e geopolítica do nosso tempo.

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Por Frank DeVito

 

O sistema de crenças conhecido como “wokeísmo” se tornou, para todos os efeitos, a religião do regime dominante. O transgenerismo não é apenas a filosofia teórica do regime; na prática, ele infectou líderes nos mais altos níveis do governo. O vice-presidente em exercício e candidato presidencial democrata aparentemente apoia reparações raciais e cirurgias transgênero financiadas pelos contribuintes para prisioneiros. A Santíssima Trindade do Pai, Filho e Espírito Santo foi substituída entre a classe dominante pela trindade profana da adoração de visões heterodoxas de raça, sexo e sexualidade. Isso não é um exagero; é a realidade do atual regime americano.

No entanto, regimes fracos não duram e o wokeismo é fraco. A história deixa claro que culturas fracas não têm bases fortes para sobreviver. A Alemanha nazista marchou por uma Europa pós-cristã fraca e exausta. O Japão, infundido com tecnologia ocidental, dominou uma China fraca e primitiva no século anterior à Segunda Guerra Mundial. E por séculos, o mundo islâmico conquistou vizinhos fracos e vacilantes pela espada. 

sexta-feira, 28 de julho de 2023

ONU propõe impor ortodoxia homossexual às religiões

A ONU argumenta que a liberdade religiosa está em conflito com os direitos LGBT e recomenda que os estados façam com que estes últimos prevaleçam sobre os primeiros, aplicando os padrões LGBT para denominações religiosas e punindo líderes e organizações que não os cumpram.

ONU 


Na semana passada, o especialista independente da ONU em orientação sexual e identidade de gênero, Víctor Madrigal-Borloz, apresentou um relatório à 53ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU argumentando que a liberdade religiosa “não é incompatível com a igualdade das pessoas LGBT”. No entanto, lendo o relatório de Madrigal-Borloz, parece que seu entendimento de "compatibilidade" significa que crenças e tradições religiosas de longa data devem ser subservientes à ideologia LGBT.  

O relatório pede aos governos que ameacem e punam líderes e organizações religiosas que não aderem à ortodoxia LGBT e, de uma forma nova e sem precedentes, pede ao governo que desestabilize as religiões por dentro, apoiando facções pró-LGBT dentro das denominações religiosas.

sábado, 11 de março de 2023

Novamente o papado imperial

(RR Reno/First Things) – Enquanto Benedict foi um inovador, Francis é um retrocesso. Em 1870, no Concílio Vaticano I, o Papa Pio IX obteve a aprovação da Pastor Aeternus, que definiu a doutrina da primazia papal e da infalibilidade pontifícia.

Papa Jejum Quarta-feira de Cinzas Paz Ucrânia
Papa Francisco durante a audiência em 23 de fevereiro de 2022

Esta solene ocasião inaugurou uma série de pontificados imperiais que concentraram o poder em Roma. Aliados foram promovidos e dissidentes censurados. Esse estilo centralizador e autoritário de governo foi revertido pelo Vaticano II, que colocou uma ênfase renovada na colegialidade episcopal. Suas tumultuosas consequências contribuíram muito para enfraquecer o poder pontifício. No entanto, o ultramontanismo e a autocracia papal voltaram com a eleição de Jorge Mario Bergoglio, SJ. O Vaticano atual tem mais em comum com a época de Pio XII do que com a de João Paulo II.

A Igreja Católica trabalha com um sistema de patrocínio. Um bom bispo cultiva homens talentosos, dando-lhes oportunidades de demonstrar seu zelo evangélico e aptidão administrativa. Uma rede informal, mas poderosa, de clérigos influentes recomenda para altos cargos aqueles que aproveitam ao máximo essas oportunidades. João Paulo II fez saber que desaprovava a teologia da libertação, que nos primeiros anos de seu pontificado desempenhou um papel importante em alguns setores da Igreja na América Latina. Ele promulgou encíclicas com fortes afirmações doutrinárias que perturbaram os teólogos liberais, alguns dos quais foram sancionados. Depois de uma temporada de "vale tudo" na década de 1970, o braço direito de João Paulo II, Joseph Ratzinger, estabeleceu limites teológicos claros. Mas acima de tudo.

domingo, 1 de maio de 2022

Diálogo nunca é suficiente

A Igreja contemporânea tem, de muitas maneiras, se comprometido com o “diálogo”, quase implicando que este formato é sua forma preferida de proceder ao invés da declaração e ensino de verdades doutrinárias.

Diálogo  

 

“Então Barnabé, levando-o consigo, apresentou-o aos apóstolos, e contou-lhes como tinha visto o Senhor no caminho, o que lhe dissera e como agira corajosamente em Damasco em nome de Jesus. Saulo ficou com eles e moveu-se livremente em Jerusalém, agindo com ousadia em nome do Senhor. Também conversou e discutiu com os helenistas, que pretendiam matá-lo» (Atos, 9,27-29).

“As pessoas costumam brigar porque não sabem argumentar. E é extraordinário ver quão poucas pessoas no mundo moderno podem argumentar. É por isso que existem tantas brigas, que acontecem repetidamente e nunca chegam a um fim natural. As pessoas parecem não entender nem mesmo o primeiro princípio de toda discussão: que as pessoas devem concordar em discordar. Menos ainda sua imaginação se estende a algo tão remoto quanto o fim ou objeto de toda discussão: que eles devem discordar para concordar” (GK Chesterton, “The New Generation and Morality”).

O termo "diálogo" é, naturalmente, de origem clássica. Literalmente, significa uma conversa, especialmente uma conversa escrita organizada entre duas ou mais pessoas. O diálogo trata de um tema específico, geralmente de certa gravidade ou consequência, embora os diálogos lúdicos certamente façam parte da literatura. A palavra vem do grego e significa "reunir", "falar", "raciocinar". Logos, é claro, é a palavra filosófica que se refere a Cristo no Prólogo do Evangelho de João. Significa que há significado nas coisas. Cada ser tem sua medida ou regra de acordo com o que é, pelo qual sabemos que é esta coisa e não aquilo. logo tipos sempre se refere ao intelecto ou razão, não à vontade. O diálogo será a troca de ideias disciplinada e comprometida. Seu objetivo é tornar-se mais razoável de forma articulada. O fim do diálogo é a verdade agora declarada à luz de todas as objeções possíveis a ele, manifestadas na troca. O conhecimento do que é verdade inclui o conhecimento do que não é verdade.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Corte internacional ordena que Chile reincorpore lésbica como professora de religião

 

 

A Corte Interamericana de Direitos Humanos (IDH) em 20 de abril condenou o Estado chileno por discriminar Sandra Pavez com base em sua "orientação sexual". O certificado para ensinar religião de Pavez não foi renovado pela Igreja por ela estar em uma relação com uma mulher. A corte ordenou que ela fosse reincorporada "ao cargo que ocupava como professora em uma instituição pública".

A organização de defesa jurídica da liberdade religiosa ADF International lamentou a decisão. A decisão prejudica o direito dos pais de escolher a educação de seus filhos e "diminui a autonomia das igrejas", disse ADF International.

Sandra Pavez Pavez dava aulas de religião católica na escola de ensino médio Cardenal Antonio Samoré na comuna de San Bernardo, Santiago do Chile, desde 1991.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

“Grito dos Excluídos” da CNBB inclui transexuais, travestis e religão indígena

Logomarca Grito dos Excluídos 2021

 

O grito dos excluídos, manifestação de protesto da CNBB que há 27 anos se contrapõe à celebração do Dia da Pátria no dia 7 de setembro, propõe este ano do juntar-se "ao grito das pessoas transexuais e travestis" e equipara o Reino de Deus à Terra sem males, conceito da religião dos guaranis.

“A proposta do Grito dos Excluídos e Excluídas surgiu em 1994, a partir do processo da 2ª Semana Social Brasileira, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), cujo tema era Brasil, alternativas e protagonistas, inspirada na Campanha da Fraternidade de 1995, com o lema: A fraternidade e os excluídos. Entre as motivações que levaram à escolha do dia 7 de setembro para a realização do Grito dos/as Excluídos/as estão a de fazer um contraponto ao Grito da Independência”, diz o site oficial do evento.

“O primeiro Grito dos Excluídos/as foi realizado em 7 de setembro de 1995, tendo como lema A vida em primeiro lugar”. “A partir de 1996, o Grito foi assumido pela CNBB que o aprovou em sua Assembleia Geral, como parte do PRNM (Projeto Rumo ao Novo Milênio -doc.  56nº129). A cada ano, se efetiva como uma imensa construção coletiva, antes, durante e após o Sete de Setembro. Mais do que uma articulação, o Grito é um processo, é uma manifestação popular”, prossegue o site.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

O beco sem saída da fraternidade humana

Se alguém afirma que este pecado de Adão... é levado pelas forças da natureza humana ou por um remédio diferente do mérito de um único mediador, nosso Senhor Jesus Cristo, que nos reconciliou com Deus em seu próprio sangue, feito para nós justiça, santificação e redenção... que ele seja anátema; pois não há nenhum outro nome sob o céu dado aos homens, pelo qual devemos ser salvos (Concílio de Trento, Sessão Cinco, Cânon Três)

Abu Dhabi

 

A verdade fundamental no âmago de cada religião afirma: há um problema com a existência humana. A palavra "religião" significa "ligar novamente". A religião é uma força de inclinação da lei natural em que todos os homens procuram resolver o problema da existência humana (cf. Summa Theologica, II-II q85 a1). Cada religião define esse problema de maneira diferente e, portanto, oferece soluções diferentes. 

O cristianismo afirma que o problema é o pecado de Adão, ou seja, o pecado original. Isso significa que toda pessoa nascida de Adão nasce no pecado e escravidão àquele que tem “o império da morte, isto é, o diabo” (Hb 2:14). Pelo pecado de Adão, o homem nasce com uma vontade enfraquecida, intelecto obscurecido e inclinação para o pecado. É por isso que o Concílio de Trento anatematiza aqueles que dizem que o homem pode ser salvo “pelas forças da natureza humana”, já que o problema está na própria natureza humana. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

O Canadá tem uma 'religião oficial' que promove o sacrifício de crianças, libertinagem sexual

Como toda religião, a religião oficial do Canadá tem crenças, valores e regras relacionadas à conduta sexual que impõe.


 

Por Tom Schuck

 

Dois de meus amigos em uma reunião recente falaram fortemente sobre a separação entre igreja e estado em nosso país, o Canadá. O que eles não perceberam é que o Canadá tem uma religião oficial. Nosso estado reconhece Deus em nossa Carta de Direitos e Liberdades, que se tornou nossa Bíblia estadual. Reconhece Deus, embora seja um Deus que não faz nada, um Deus que não exige nada, um Deus que permite que você faça o que quiser.

Como toda religião, nossa religião oficial tem crenças, valores e regras relacionadas à conduta sexual que ela reforça. Nossas crenças canadenses poderiam ser resumidas dizendo: “vale tudo entre adultos consentidos e crianças consentidas também, se tiverem idades próximas umas das outras”.

Como todas as religiões estatais, o Canadá usa o estado para promover seu estilo de vida e a aceitação de todas as práticas sexuais. Os nove papas da Suprema Corte fazem leis exigindo a aceitação da conduta sexual, e nosso governo impõe essa aceitação por meio das Comissões de Direitos Humanos que atuam como uma Inquisição Espanhola moderna. Nossa religião oficial, assim como os antigos astecas, acredita no sacrifício de crianças por meio do aborto, considerado um acompanhamento natural do sexo promíscuo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

"Uma religião muito fácil é uma religião falsa": Diários do Cardeal Pell na Prisão

 
O cardeal George Pell ficou treze meses na prisão por um suposto crime de abuso e foi absolvido por unanimidade pela Suprema Corte australiana.

O diário que o cardeal George Pell escreveu na prisão será publicado nos Estados Unidos na primavera de 2021. Exclusivamente para a Itália, Il Timone publicou algumas passagens:

As condições de detenção

Algumas palavras sobre minha acomodação na cela 11, unidade 8 da Prisão de Avaliação de Melbourne, onde fui preso com um terrorista muçulmano (creio que foi ele quem cantou suas orações esta noite [quinta-feira, 14 de março de 2019], mas talvez Estou errado), e Gargasaulas, o assassino da Bourke Street [em 20 de janeiro de 2017, Dimitrious Gargasoulas atropelou deliberadamente com seu carro vários pedestres na Bourke Street em Melbourne, sob a influência de substâncias entorpecentes. Foi um massacre: 6 mortos e 27 feridos. Ele foi condenado a 46 anos de isolamento].

Eu basicamente não sei quem eles são. Pelo menos dois prisioneiros nas doze celas gritam desesperadamente à noite, mas geralmente não duram muito. É interessante como a pessoa pode se acostumar com esse ruído, como ele se torna parte do contexto. Estou em uma cela isolada e tenho permissão para sair por no máximo uma hora para fazer um pouco de exercícios e também para visitar advogados, agentes, amigos, médicos, etc. 

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Presidente da USCCB para Liberdade Religiosa adverte: 'Despotismo suave' do anticatolicismo está em ascensão

O arcebispo Wenski citou uma nova onda de intolerância religiosa que aponta para leis que proíbem o financiamento público de escolas religiosas - anuladas pela Suprema Corte nesta semana - mas também no caso contraceptivo do HHS das Irmãzinhas dos Pobres, e Jack Denton, 21 anos, que foi removido de sua posição no governo estudantil na Universidade Estadual da Flórida por defender o ensino da Igreja.



Arcebispo Thomas Wenski, de Miami



Por Matt Hadro / CNA.



WASHINGTON - O novo líder dos bispos católicos dos EUA em liberdade religiosa alertou para um "despotismo suave" de intolerância religiosa no arcebispo dos EUA, Thomas Wenski, disse à CNA que "novos jacobinos" estão expulsando católicos da praça pública por suas crenças.

"Não somos cidadãos de segunda classe porque somos pessoas de fé", disse o arcebispo Wenski, de Miami e chefe do comitê de liberdade religiosa dos bispos dos EUA, em entrevista à CNA na terça-feira.

O arcebispo disse que uma nova onda de intolerância religiosa está forçando os crentes e crenças a sair da vida pública.

O arcebispo Wenski apontou leis que proíbem o financiamento público de escolas religiosas - anuladas pela Suprema Corte nesta semana - mas também no caso contraceptivo do HHS das Irmãzinhas dos Pobres, e Jack Denton, 21 anos, que foi removido de seu aluno. posição do governo na Universidade Estadual da Flórida por defender o ensino da Igreja.

terça-feira, 24 de março de 2020

Ensaio: Enfatizar a religião pode ser heresia, pelágico


Por Heikki Palmu
Existem coisas e pessoas na história que não são esquecidas, mas permanecem atuais. Em sua véspera de Natal em Helsingin Sanomat, Sixten Korkman escreveu em sua coluna editorial de abertura sobre o pensamento de Lutero como uma cartilha sobre o estado de bem-estar social. tropeçar Reforma meio milênio, e os nomes, Luther e Calvino - Qual é o impacto da igreja e da religião no estado de bem-estar nórdico?
Muito mais tempo, mais de 1.600 anos, se passaram desde que um membro da igreja chamado Pelágio foi proclamado herético por algumas congregações eclesiásticas.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Cardeal e bispo alemães endossam bênção da Igreja para casais LGBTQ

Bispos diz que Igreja deve abordar sexualidade de maneira mais positiva e próxima das pessoas


Na Alemanha, bispo pede que Igreja considere elementos positivos nos relacionamentos de pessoas do mesmo sexo (AllGo - An App For Plus Size People/ Unsplash)


Por Robert Shine

Dois líderes da Conferência Episcopal Alemã ofereceram apoio às bênçãos da Igreja para casais do mesmo sexo.
O cardeal Reinhard Marx, de Munique e Freising, declarou em uma entrevista que casais do mesmo sexo poderiam receber a bênção da Igreja, relatou Katholisch.de:
“Segundo o cardeal Reinhard Marx, os casais homossexuais podem receber a bênção 'no sentido de cuidado pastoral' da Igreja Católica. Mas nenhum relacionamento semelhante ao casamento é abençoado com essa ação, disse ele em entrevista à Stern na segunda-feira. O casamento também não é possível. ‘O sacramento do casamento é baseado no relacionamento fiel entre um homem e uma mulher, aberto à procriação’".
“Ao mesmo tempo, Marx enfatizou que os homossexuais são bem-vindos à Igreja. Se as pessoas em relacionamentos com outras do mesmo sexo são fiéis há anos e existem umas para as outras, então a Igreja não deve apoiar as negações desse estilo de vida e dizer que não vale nada. ‘Sou criticado por muitos grupos’, disse o arcebispo de Munique. ‘Alguns dizem: vai longe demais. Outros: não é suficiente'”.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Onde foram parar as novas religiões?

O que falta às novas religiões é uma teologia. Um dogma. É claro que seus integrantes acham isso bom, pois foi a ausência dele que os levou à nova religião. Porém, é essa atraente ausência de doutrina que garantirá a morte do culto a que aderiram.




Por Dale Ahlquist Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

Já faz algum tempo desde que alguém fundou uma nova religião. Não é algo tão fácil quanto parece. É necessário conseguir um número aceitável de pessoas que creem que o fundador teve algum insight especial a respeito das coisas fundamentais. Recentemente, passamos a chamar essas agremiações de “cultos” (embora o termo não seja apropriado, como costuma acontecer com o uso moderno da linguagem). Elas giram em torno de um indivíduo carismático (novamente, palavra inadequada) que manda em tudo. Em geral, não duram mais que uma geração. Quando o líder não sobrevive, seus seguidores também não sobrevivem.
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