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sexta-feira, 11 de março de 2016

Padre pioneiro da RCC no interior de São Paulo abandona a Fé Católica e é excomungado

[tradicaocatolica]

Há muitos anos, nós do Apostolado Fora da Igreja não há Salvação, alertamos sobre o perigo que a Renovação Carismática “Católica” traz para os fiéis.
Somos, na maioria dos comentários, atacados e caluniados por aqueles que, por cegueira ou simplesmente não querem conhecer a verdade, defendem tal movimento.
No dia 1 de fevereiro de 2016, o padre Wilson Vitoriano Ferreira da Silva, um dos pioneiros que trouxeram o movimento carismático para o Brasil, ABANDONOU A IGREJA CATÓLICA e foi para a igreja anglicana.
Se a RCC tem o poder de fazer isso com sacerdotes, imagine só, com nós fiéis, meros leigos.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A irreverência carismática elevada à enésima potência em Londrina (PR).

jbpsverdade: Já ia desligar a net quando... me deparo com estas cenas. Onde estaria o sacerdote dessa paróquia nesse momento? Imagine se fosse um Ministro da Sagrada Comunhão? Coitado! Quando eu digo que a apostasia já começou, muitos dizem que eu estou vendo "coisas"! Estou sim! Mas é vendo Jesus Cristo voltando.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Ao Nome de Jesus todo joelho se dobre


altJoão Batista, precursor do Salvador, parente de Jesus segundo a carne, amadureceu em seu processo de reconhecimento daquele que passou à sua frente, do qual reconhecia não ser digno de desamarrar as sandálias. O Evangelho de São João descreve com arte a cena (Jo 1,29-34) em que João o apresenta como o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Não haveria modo mais adequado para expressar a identidade daquele que se achava diante de João. À margem do Jordão, enviado a batizar com água, João Batista tinha visto o Espírito pairar sobre Jesus. Mudou sua vida e o mundo mudou. Chegou aquele que as profecias haviam anunciado. Chegou aquele que virou as páginas da história da humanidade, pois tudo se conta pela sua vinda, antes de Cristo ou depois de Cristo. Veio a nós aquele que se chama Deus conosco, Emanuel, Deus salva! Ele é a luz das nações, para que a salvação chegue aos confins da terra (Cf. Is 49, 3.5-6).

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Marcelo Rossi: o padre-cantor que incendeia o Brasil

27/01/2012

IHU - Ainda faltam muitos detalhes, mas a cruz de 42 metros já chegou, o palco com o altar encimado pela imagem de Maria está colocado. E as pessoas chegam aos poucos, ajoelhando-se nos 6.000 metros quadrados desse oásis de paz na periferia sul da metrópole brasileira de São Paulo. Trata-se do santuário Theotokos, ou Mãe de Deus, inaugurado em dezembro passado, depois de quase cinco anos de trabalho. Uma arena capaz de acomodar até 100 mil pessoas, um imenso espaço sem colunas e coberto por um telhado projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake.

A reportagem é de Andrea Galli, publicada no jornal dos bispos italianos, Avvenire, 22-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Não há renovação na Igreja sem conversão

Publicado no dia 09/03/2011
O papa Bento XVI vem apresentando uma série de catequeses sobre os doutores da Igreja. O portal RCCBRASIL, em parceria com a agência de notícias católica Zenit, apresentará os textos do Santo Padre. O texto desta semana é dedicado a São Roberto Belarmino.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Perfeição, aspiração e meta de toda a vida cristã


O papa Bento XVI vem apresentando, nas últimas semanas, uma série de catequeses sobre os doutores da Igreja. O portal RCCBRASIL, em parceria com a agência de notícias católica Zenit, apresentará os textos do Santo Padre a partir desta quinta-feira (17). A primeira delas é dedicada à Santa Teresa d’Ávila.

Queridos irmãos e irmãs:
Ao longo das catequeses que eu quis dedicar aos Padres da Igreja e a grandes figuras de teólogos e mulheres da Idade Média, pude falar sobre alguns santos e santas que foram proclamados Doutores da Igreja por sua eminente doutrina. Hoje, eu gostaria de começar com uma breve série de encontros para completar a apresentação dos Doutores da Igreja.
E iniciamos com uma santa que representa um dos cumes da espiritualidade cristã de todos os tempos: Santa Teresa de Jesus. Ela nasceu em Ávila, Espanha, em 1515, com o nome de Teresa de Ahumada. Em sua autobiografia, ela menciona alguns detalhes da sua infância: o nascimento "de pais virtuosos e tementes a Deus", em uma grande família, com nove irmãos e três irmãs. Ainda jovem, com pelo menos 9 anos, leu a vida dos mártires, que inspiram nela o desejo de martírio, tanto que chegou a improvisar uma breve fuga de casa para morrer como mártir e ir para o céu (cf. Vida 1, 4): "Eu quero ver Deus", disse a pequena aos seus pais. Alguns anos mais tarde, Teresa falou de suas leituras da infância e afirmou ter descoberto a verdade, que se resume em dois princípios fundamentais: por um lado, que "tudo o que pertence a este mundo passa"; por outro, que só Deus é para "sempre, sempre, sempre", tema que recupera em seu famoso poema: "Nada te perturbe, nada te espante; tudo passa, só Deus não muda. A paciência tudo alcança. Quem tem a Deus, nada lhe falta. Só Deus basta!". Ficando órfã aos 12 anos, pediu à Virgem Santíssima que fosse sua mãe (cf. Vida 1,7).
Se, na adolescência, a leitura de livros profanos a levou às distrações da vida mundana, a experiência como aluna das freiras agostinianas de Santa Maria das Graças, de Ávila, e a leitura de livros espirituais, em sua maioria clássicos da espiritualidade franciscana, ensinaram-lhe o recolhimento e a oração. Aos 20 anos de idade, entrou para o convento carmelita da Encarnação, sempre em Ávila. Três anos depois, ela ficou gravemente doente, tanto que permaneceu por quatro dias em coma, aparentemente morta (cf. Vida 5, 9). Também na luta contra suas próprias doenças, a santa vê o combate contra as fraquezas e resistências ao chamado de Deus. Escreve: "Eu desejava viver porque compreendia bem que não estava vivendo, mas estava lutando com uma sombra de morte, e não tinha ninguém para me dar vida, e nem eu poderia tomá-la, e Aquele que podia dá-la a mim, estava certo em não me socorrer, dado que tantas vezes me voltei contra Ele, e eu o havia abandonado" (Vida 8, 2).
Em 1543, ela perdeu a proximidade da sua família: o pai morre e todos os seus irmãos, um após o outro, migram para a América. Na Quaresma de 1554, aos 39 anos, Teresa chega o topo de sua luta contra suas próprias fraquezas. A descoberta fortuita de "um Cristo muito ferido" marcou profundamente a sua vida (cf. Vida 9). A santa, que naquele momento sente profunda consonância com o Santo Agostinho das "Confissões", descreve assim a jornada decisiva da sua experiência mística: "Aconteceu que, de repente, experimentei um sentimento da presença de Deus, que não havia como duvidar de que estivesse dentro de mim ou de que eu estivesse toda absorvida Nele" (Vida 10, 1).
Paralelamente ao amadurecimento da sua própria interioridade, a santa começa a desenvolver, de forma concreta, o ideal de reforma da Ordem Carmelita: em 1562, funda, em Ávila, com o apoio do bispo da cidade, Dom Álvaro de Mendoza, o primeiro Carmelo reformado, e logo depois recebe também a aprovação do superior geral da Ordem, Giovanni Battista Rossi. Nos anos seguintes, continuou a fundação de novos Carmelos, um total de dezessete. Foi fundamental seu encontro com São João da Cruz, com quem, em 1568, constituiu, em Duruelo, perto de Ávila, o primeiro convento das Carmelitas Descalças. Em 1580, recebe de Roma a ereção a Província Autônoma para seus Carmelos reformados, ponto de partida da Ordem Religiosa dos Carmelitas Descalços. Teresa termina sua vida terrena justamente enquanto está se ocupando com a fundação.
Em 1582, de fato, tendo criado o Carmelo de Burgos e enquanto fazia a viagem de volta a Ávila, ela morreu, na noite de 15 de outubro, em Alba de Tormes, repetindo humildemente duas frases: "No final, morro como filha da Igreja" e "Chegou a hora, Esposo meu, de nos encontrarmos". Uma existência consumada dentro da Espanha, mas empenhada por toda a Igreja. Beatificada pelo Papa Paulo V, em 1614, e canonizada por Gregório XV, em 1622, foi proclamada "Doutora da Igreja" pelo Servo de Deus Paulo VI, em 1970. Teresa de Jesus não tinha formação acadêmica, mas sempre entesourou ensinamentos de teólogos, literatos e mestres espirituais. Como escritora, sempre se ateve ao que tinha experimentado pessoalmente ou visto na experiência de outros (cf. Prefácio do "Caminho de Perfeição"), ou seja, a partir da experiência. Teresa consegue tecer relações de amizade espiritual com muitos santos, especialmente com São João da Cruz. Ao mesmo tempo, é alimentada com a leitura dos Padres da Igreja, São Jerônimo, São Gregório Magno, Santo Agostinho.
Entre suas principais obras, deve ser lembrada, acima de tudo, sua autobiografia, intitulada "Livro da Vida", que ela chama de "Livro das Misericórdias do Senhor". Escrito no Carmelo de Ávila, em 1565, conta o percurso biográfico e espiritual, por escrito, como diz a própria Teresa, para submeter a sua alma ao discernimento do "Mestre dos espirituais", São João de Ávila. O objetivo é manifestar a presença e a ação de um Deus misericordioso em sua vida: Para isso, a obra muitas vezes inclui o diálogo de oração com o Senhor. É uma leitura fascinante, porque a santa não apenas narra, mas mostra reviver a profunda experiência do seu amor com Deus. Em 1566, Teresa escreveu o "Caminho da perfeição", chamado por ela de "Admoestações e conselhos" que dava às suas religiosas. As destinatárias são as doze noviças do Carmelo de São José, em Ávila. Teresa lhes propõe um intenso programa de vida contemplativa ao serviço da Igreja, em cuja base estão as virtudes evangélicas e a oração. Entre os trechos mais importantes, destaca-se o comentário sobre o Pai Nosso, modelo de oração. A obra mística mais famosa de Santa Teresa é o "Castelo Interior", escrito em 1577, em plena maturidade. É uma releitura do seu próprio caminho de vida espiritual e, ao mesmo tempo, uma codificação do possível desenvolvimento da vida cristã rumo à sua plenitude, a santidade, sob a ação do Espírito Santo. Teresa refere-se à estrutura de um castelo com sete "moradas", como imagens da interioridade do homem, introduzindo, ao mesmo tempo, o símbolo do bicho da seda que renasce em uma borboleta, para expressar a passagem do natural ao sobrenatural. A santa se inspira na Sagrada Escritura, especialmente no "Cântico dos Cânticos", para o símbolo final dos "dois esposos", que permite descrever, na sétima "morada", o ápice da vida cristã em seus quatro aspectos: trinitário, cristológico, antropológico e eclesial. À sua atividade fundadora dos Carmelos reformados, Teresa dedica o "Livro das fundações", escrito entre 1573 e 1582, no qual fala da vida do nascente grupo religioso. Como na autobiografia, a história é dedicada principalmente a evidenciar a ação de Deus na fundação dos novos mosteiros.
Não é fácil resumir em poucas palavras a profunda e complexa espiritualidade teresiana. Podemos citar alguns pontos-chave. Em primeiro lugar, Santa Teresa propõe as virtudes evangélicas como base da vida cristã e humana: em particular, o desapego dos bens ou a pobreza evangélica (e isso diz respeito a todos nós); o amor de uns aos outros como elemento essencial da vida comunitária e social; a humildade e o amor à verdade; a determinação como resultado da audácia cristã; a esperança teologal, que descreve como sede de água viva. Sem esquecer das virtudes humanas: afabilidade, veracidade, modéstia, cortesia, alegria, cultura. Em segundo lugar, Santa Teresa propõe uma profunda sintonia com os grandes personagens bíblicos e a escuta viva da Palavra de Deus. Ela se sente em consonância sobretudo com a esposa do "Cântico dos Cânticos", com o apóstolo Paulo, além de com o Cristo da Paixão e com Jesus Eucarístico.
A santa enfatiza, depois, quão essencial é a oração: rezar significa "tratar de amizade com Deus, estando muitas vezes tratando a sós com quem sabemos que nos ama" (Vida 8, 5). A ideia de Santa Teresa coincide com a definição que São Tomás Aquino dá da caridade teologal, como “amicitia quaedam hominis ad Deum”, uma espécie de amizade entre o homem e Deus, quem primeiro ofereceu sua amizade ao homem (Summa Theologiae II-ΙI, 23, 1). A iniciativa vem de Deus. A oração é vida e se desenvolve gradualmente, em sintonia com o crescimento da vida cristã: começa com a oração vocal, passa pela interiorização, através da meditação e do recolhimento, até chegar à união de amor com Cristo e com a Santíssima Trindade. Obviamente, este não é um desenvolvimento no qual subir degraus significa abandonar o tipo de oração anterior, mas um gradual aprofundamento da relação com Deus, que envolve toda a vida. Mais que uma pedagogia da oração, a de Teresa é uma verdadeira "mistagogia": ela ensina o leitor de suas obras a rezar, rezando ela mesma com ele; frequentemente, de fato, interrompe o relato ou a exposição para fazer uma oração.
Outro tema caro à santa é a centralidade da humanidade de Cristo. Para Teresa, na verdade, a vida cristã é uma relação pessoal com Jesus que culmina na união com Ele pela graça, por amor e por imitação. Daí a importância que ela atribui à meditação da Paixão e à Eucaristia, como presença de Cristo na Igreja, para a vida de cada crente e como coração da liturgia. Santa Teresa vive um amor incondicional à Igreja: ela manifesta um vivo sensus Ecclesiae frente a episódios de divisão e conflito na Igreja do seu tempo. Reforma a Ordem Carmelita com a intenção de servir e defender melhor a "Santa Igreja Católica Romana" e está disposta a dar sua vida por ela (cf. Vida 33, 5).
Um último aspecto fundamental da doutrina de Teresa que eu gostaria de sublinhar é a perfeição, como aspiração de toda vida cristã e sua meta final. A Santa tem uma ideia muito clara da "plenitude" de Cristo, revivida pelo cristão. No final do percurso do "Castelo Interior", na última "morada", Teresa descreve a plenitude, realizada na inabitação da Trindade, na união com Cristo mediante o mistério da sua humanidade.
Queridos irmãos e irmãs, Santa Teresa de Jesus é uma verdadeira mestra de vida cristã para os fiéis de todos os tempos. Em nossa sociedade, muitas vezes desprovida de valores espirituais, Santa Teresa nos ensina a ser incansáveis testemunhas de Deus, da sua presença e da sua ação; ensina-nos a sentir realmente essa sede de Deus que existe em nosso coração, esse desejo de ver Deus, de buscá-lo, de ter uma conversa com Ele e de ser seus amigos. Esta é a amizade necessária para todos e que devemos buscar, dia após dia, novamente.
Que o exemplo desta santa, profundamente contemplativa e eficazmente laboriosa, também nos encoraje a dedicar a cada dia o tempo adequado à oração, a esta abertura a Deus, a este caminho de busca de Deus, para vê-lo, para encontrar a sua amizade e, por conseguinte, a vida verdadeira; porque muitos de nós deveríamos dizer: "Eu não vivo, não vivo realmente, porque não vivo a essência da minha vida". Porque este tempo de oração não é um tempo perdido, é um tempo no qual se abre o caminho da vida; abre-se o caminho para aprender de Deus um amor ardente a Ele e à sua Igreja; e uma caridade concreta com nossos irmãos. Obrigado.

No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:
Queridos irmãos e irmãs,
Santa Teresa de Jesus, nascida no século XVI, é um dos vértices da espiritualidade cristã de todos os tempos, e deu início, junto com São João da Cruz, à Ordem dos Carmelitas descalços. Apesar de não possuir uma formação acadêmica, sempre soube se alimentar dos ensinamentos de teólogos, literatos e mestres espirituais. Suas principais obras são "O livro da Vida", "Caminho da perfeição", "Castelo Interior" e "O Livro das Fundações". Entre os elementos essenciais da sua espiritualidade, podemos destacar, em primeiro lugar, as virtudes evangélicas, base de toda a vida cristã e humana. Depois, Santa Teresa insiste na importância da oração, entendida como relação de amizade com Aquele que se ama. A centralidade da humanidade de Cristo, outro tema que lhe era muito caro, ensina que a vida cristã é uma relação pessoal com Jesus, a qual culmina na união com Ele pela graça, pelo amor e pela imitação. Por fim, está a perfeição, aspiração e meta de toda vida cristã, realizada na inabitação da Santíssima Trindade, na união com Cristo através do mistério da Sua humanidade.
Dou as boas-vindas a todos os peregrinos de língua portuguesa, presentes nesta audiência! Que o exemplo e a intercessão de Santa Teresa de Jesus vos ajudem a ser, através da oração e da caridade aos irmãos, testemunhas incansáveis de Deus em uma sociedade carente de valores espirituais. Com estes votos, de bom grado, a todos abençoo.

 http://www.rccbrasil.org.br/artigo.php?artigo=1019

Nota da CNBB sobre ética e programas de TV


Têm chegado à CNBB diversos pedidos de uma manifestação a respeito do baixo nível moral que se verifica em alguns programas das emissoras de televisão, particularmente naqueles denominados Reality Shows, que têm o lucro como seu principal objetivo.
Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), reunidos em Brasília, de 15 a 17 de fevereiro de 2011, compreendendo a gravidade do problema e em atenção a esses pedidos, acolhendo o clamor de pessoas, famílias e organizações, vimos nos manifestar a respeito.
Destacamos primeiramente o papel desempenhado pela TV em nosso País e os importantes serviços por ela prestados à Sociedade. Nesse sentido, muitos programas têm sido objeto de reconhecimento explícito por parte da Igreja com a concessão do Prêmio Clara de Assis para a Televisão, atribuído anualmente.
Lamentamos, entretanto, que esses serviços, prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral, sejam ofuscados por alguns programas, entre os quais os chamados reality shows, que atentam contra a dignidade de pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira.
Cônscios de nossa missão e responsabilidade evangelizadoras, exortamos a todos no sentido de se buscar um esforço comum pela superação desse mal na sociedade, sempre no respeito à legítima liberdade de expressão, que não assegura a ninguém o direito de agressão impune aos valores morais que sustentam a Sociedade.
Dirigimo-nos, antes de tudo, às emissoras de televisão, sugerindo-lhes uma reflexão mais profunda sobre seu papel e seus limites, na vida social, tendo por parâmetro o sentido da concessão que lhes é dada pelo Estado.
Ao Ministério Público pedimos uma atenção mais acurada no acompanhamento e adequadas providências em relação à programação televisiva, identificando os evidentes malefícios que ela traz em desrespeito aos princípios basilares da Constituição Federal (Art. 1º, II e III).
Aos pais, mães e educadores, atentos a sua responsabilidade na formação moral dos filhos e alunos, sugerimos que busquem através do diálogo formar neles o senso crítico indispensável e capaz de protegê-los contra essa exploração abusiva e imoral.
Por fim, dirigimo-nos também aos anunciantes e agentes publicitários, alertando-os sobre o significado da associação de suas marcas a esse processo de degradação dos valores da sociedade.
Rogamos a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, luz e proteção a todos os profissionais e empresários da comunicação, para que, usando esses maravilhosos meios, possamos juntos construir uma sociedade mais justa e humana.
Brasília, 17 de fevereiro de 2011
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB


http://www.rccbrasil.org.br/noticia.php?noticia=6594

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Batizados com Cristo e em Cristo para uma vida nova

Publicado no dia 10/01/2011 



A seção de formação desta semana foi redigida por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração, de Mogi das Cruzes/SP, doutor em liturgia pelo Pontificio Ateneo Santo Anselmo (Roma), baseada nas leituras da festa do Batismo do Senhor (Is 42, 1- 4.6-7; At 10, 34-38; Mt 3, 13-17).
Com o domingo do Batismo de Jesus, terminará o tempo litúrgico da “manifestação do Senhor”. Iniciado com o primeiro domingo do Advento, este tempo teve seu centro na celebração do Natal e da Epifania, e hoje enfoca o Batismo de Jesus por mãos de João Batista. Este caminho iluminado pela liturgia, nos fez acompanhar o Senhor na sua descida progressiva através da fraqueza humana, feita própria com a sua Encarnação. Desde os primeiros passos no Advento, o coração contemplativo da Igreja teve seu olhar orientado para a páscoa do Senhor, cume da manifestação paradoxal da glória de Cristo no trono da cruz e na luz da Ressurreição. É a Páscoa que ilumina o sentido profundo do mistério da Encarnação e o conduz a seu cumprimento.
O evangelista Mateus nos apresenta a procura de Jesus por João e seu pedido de ser batizado junto com as demais pessoas que se reconhecem pecadoras e querem converter-se a Deus. Essa cena nos é apresentada como uma escolha bem consciente de Jesus. Ele defende esta alternativa mesmo frente às resistências do próprio João, motivando-a como uma obediente submissão de ambos ao projeto do Pai (Mt 3, 13-15). A Palavra de Deus, que por amor assumiu a fragilidade e as contradições da condição humana, quis descer até o fundo dessa situação assumindo sobre si até o pecado, para reconciliar todos e tudo com Deus (cf. Cl 1,20), dando início em si mesmo ao retorno do mundo à ordem e à paz original na submissão perfeita a Deus. “Aquele que não conhecera o pecado, Deus o fez pecado por causa de nós, a fim de que, por ele, nos tornemos justiça de Deus” (2Cr 5,21). “Nas águas é lavado / o celestial cordeiro; / O que não tem pecado / nos lava em si primeiro” (Hino das Vésperas – tempo do Natal a partir da Epifania).
O mergulhar de Jesus nas águas do rio Jordão desenvolve o processo da sua descida na carne (Natal) e antecipa a sua conclusão no “batismo” da sua Paixão e Morte (Páscoa) (cf. Mc 10, 39), com a descida aos infernos, onde o crucificado, que deu sua própria vida por amor, chama novamente Adão e Eva, as raízes simbólicas da existência humana, à vida nova dos resgatados como filhos e filhas de Deus. “Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água”. Com ele é o mundo inteiro que sai das obscuridades do pecado e inicia um novo caminho.
“No seu batismo Jesus é o lugar de contato entre a miséria humana e a misericórdia divina. Em seu coração se desfaz a massa triste do mal realizado pela humanidade e se renova a vida” (Bento XVI, Catequese de 7 de Janeiro, 2009).
Em Jesus, solidário como o Servo Sofredor do Senhor com os homens e as mulheres de todos os tempos em busca de salvação (1ª leitura de Is 42, 1-7), o Pai revela que na realidade “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado” (Mt 3,17). O profeta promete que no futuro, o espírito do Senhor será derramado sobre o Servo do Senhor para atuar sua missão libertadora em favor de Israel e das nações pagãs. Ele tomará cuidado com mansidão, perseverança e fortaleza de todas as situações de fragilidade, pois Deus faz justiça antes de tudo para os pobres (cf. 1ª leitura). Agora esse Espírito desce sobre Jesus na forma simbólica da pomba da paz, que somente o coração filial de Jesus vê descer do Pai e pousar sobre ele (Mt 3, 16). Em Jesus, o filho bem amado, se cumpre plenamente a profecia de Isaías, como o próprio Jesus afirmará no início da sua missão na sinagoga de Nazaré: “Hoje se cumpriu aos vossos ouvidos essa passagem da escritura” (Lc 4, 21).
As expectativas de todos os necessitados, prisioneiros de qualquer falha e constrangimento, podem voltar a esperar e enxergar a luz de um novo futuro, pois para todos chegou “o ano da graça do Senhor”, que não tem tempo limitado, mas é oferecido para os homens e as mulheres de todo tempo (cf. Lc 4,18-19).
Eis acontecer no batismo de Jesus a surpreendente revelação do amor sacrificado e criador do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Neste evento a fé da Igreja contempla mais uma vez a santa Trindade enquanto fica atuando o misterioso plano divino de salvação, dentro da história humana, através do Verbo de Deus feito carne. Essa mesma fé nos convida a ficarmos mergulhados nesta mesma comunhão com a santa Trindade, na qual estamos inseridos por força do nosso batismo. Afinal, não fomos nós batizados “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”?  
A Igreja do Oriente interpreta muito bem este dinamismo da salvação através da humilhação-glorificação de Jesus no batismo e paixão, por meio da composição dos ícones do batismo de Jesus e da sua ressurreição, composição que exprime na linguagem simbólica da arte o profundo sentido teológico dos mistérios. Nos dois ícones a água do Jordão e a gruta dos infernos apresentam a mesma obscuridade, que Jesus, ao descer nela, penetra e vence com a energia luminosa e transformadora do Espírito Santo, pelo qual é permeado no batismo e ressuscitado da morte.
Os evangelhos dizem que após o batismo, Jesus, “pleno do Espírito Santo, voltou do Jordão; era conduzido pelo Espírito através do deserto durante quarenta dias e tentado pelo diabo” (Lc 4, 1-2). Jesus vive novamente o caminho de Israel no deserto, enfrenta as mesmas tentações, mas ele sai vencedor do diabo enganador, renovando a obediência ao Pai na força que vem da sua palavra e do Espírito. 
Logo depois inicia a sua missão anunciando o reino de Deus e a exigência de entrar no seu caminho, manifestando-o já presente na potência da sua palavra e das suas obras de cura e de libertação, atuando num estilo de compaixão e misericórdia. A Igreja, corpo vivo de Cristo, vive desta experiência cotidiana da potência humilde e transformadora do Espírito e da misericórdia do Pai manifestada na mansidão acolhedora de Jesus. Aqui a Igreja reconhece a fonte da sua vida, a sua razão de existir, e o lugar de onde tem de modelar o estilo do seu ministério para anunciar a boa nova aos homens e às mulheres do nosso tempo.
Ela vive no “hoje” de Deus para que todas as pessoas possam gozar da vida plena de Deus a partir das próprias condições, curadas e sanadas pela sua misericórdia. O batismo de Jesus é fonte de graça para todos, mas também critério para examinar a si mesmos sobre a autenticidade do próprio caminho e do próprio serviço ao evangelho.
A liturgia das Horas do tempo da Epifania procura unir e contemplar juntos o evento da Epifania, o batismo de Jesus e a transformação da água em vinho nas núpcias de Caná (Jo 2, 1 -12), como partes de um único processo de revelação da glória de Cristo na humildade da carne. Os textos evangélicos que narram os episódios correspondentes são proclamados nos três domingos sucessivos. Nesta maneira a liturgia destaca também a unidade existencial entre os mistérios celebrados e a nossa experiência cotidiana no caminho da fé.
A antífona do Cântico do Benedictus, nas Laudes do dia da Epifania, canta: “Hoje a Igreja se uniu a seu celeste esposo, porque Cristo lavou no Jordão o pecado [batismo de Jesus]; para as núpcias reais correm magos com presentes [epifania – magos]; e os convivas se alegram com a água feita vinho [núpcias de Caná]. Aleluia”.
Esta magnífica antífona apresenta, numa visão sintética e mística, o mistério da Encarnação e da revelação do Verbo de Deus na expansão das suas potencialidades. É o cumprimento das promessas a Israel (núpcias de Caná – Jo 2, 1-11) e a manifestação universal a todos os povos, culturas e religiões (epifania/magos – Mt  2, 1-12), através da solidariedade de Jesus com o pecado do mundo inteiro (batismo – Mt 3, 13-17) .
Epifania, Batismo e transformação da água em vinho em Caná constituem três painéis de um único trítico, de um único mistério que tem dimensões cósmicas: a celebração das núpcias de Deus com Israel e com toda a humanidade na Encarnação do Verbo e na sua manifestação humilde e potente.
No batismo da cruz, afirma São Paulo, Jesus “prepara e enfeita” a noiva para o casamento que ele está para realizar com a Igreja, e através da Igreja, com toda a humanidade. Ele a purifica de toda mancha, pelo banho do batismo que os cristãos vão receber no seu nome (cf. Ef 5, 25-27).      
A purificação ascética e interior e a vida moral que os cristãos são chamados a conduzir, em força do próprio batismo em Cristo, têm a beleza e o sabor da preparação das vestes nupciais da esposa. É um processo interior que exige cuidado de si mesmo, sensibilidade, tempo, acompanhamento por parte de quem tem experiência e conhece a arte de guiar a si mesmo e o caminho dos outros. A arte da vida no Espírito. Crescer na vida espiritual até chegar a seguir, com a apropriada veste nupcial, o Cordeiro que vai festejar suas bodas com a Igreja, exige mais que o batismo pontual: pretende que se aprenda a viver sempre mergulhados nas águas batismais do amor (cf. Ap 7, 9–17). Esta visão da vida cristã proporcionada pela escritura e pela Igreja na liturgia natalina nos dá uma diferença de perspectiva e de pedagogia espiritual. Aqui nasce uma autêntica consciência moral capaz de orientar os cristãos nas escolhas de cada dia, a partir da experiência da transformação interior sustentada pelo Espírito de Jesus, e da relação esponsal com o Senhor, própria dos filhos e filhas de Deus renascidos com Cristo e em Cristo!
O texto da antífona das Laudes da Epifania nos envia ao mesmo tempo às profecias do Antigo Testamento e ao seu cumprimento definitivo no éscaton do Apocalipse.
Os profetas descreveram a relação do Senhor para com Israel em termos de relação nupcial estipulada por iniciativa gratuita do mesmo Senhor. Ele chega a renovar a sua esposa – depois das repetidas traições que esta cometeu – reconstituindo até sua virgindade e oferecendo-lhe como dote atitudes interiores autênticas (cf. Os 2, 16; 21-22).
São João chama de “primeiro sinal” o gesto da transformação da água em vinho, cumprido por Jesus nas núpcias de parentes ou amigos em Caná, e acrescenta que “neste gesto Jesus manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele” (Jo 2,11).
Jesus é o “esposo” que cumpre finalmente aquela “aliança nova e eterna”, aquele “casamento inabalável” entre Deus e o novo Israel/humanidade preanunciado pelos profetas e inscrito no coração pelo Espírito de Deus (Jr 31, 31-34; Ez 36,26-27). A transformação da água em vinho, e vinho de ótima qualidade, diz simbolicamente a passagem definitiva da antiga à nova e perfeita aliança!
O batismo de Jesus – enquanto expressão da sua submissão ao Pai no amor e da sua solidariedade com o pecado dos homens – assim como o nosso encontro na fé e no batismo com Cristo, são eventos dinâmicos, um processo aberto. Jesus foi impelido pelo seu batismo até a cruz. O nosso batismo está sendo atuado com o progresso da nossa transformação nele e do nosso empenho a transformar a realidade em que vivemos. 
Nos momentos mais significativos da vida da comunidade, como a grande Vigília pascal, ou periodicamente nos domingos, renovamos as promessas do nosso batismo, como confirmação e desenvolvimento da nossa participação no dinamismo renovador do batismo e da páscoa de Cristo, no “hoje” sempre novo de Deus.
Que o Senhor nos conceda chegar a cantar de verdade, em primeira pessoa, e em comunhão com a Igreja e a humanidade inteira: “Hoje a Igreja se uniu a seu celeste esposo, porque Cristo lavou no Jordão o pecado; para as núpcias reais correm magos com presentes; e os convivas se alegram com a água feita vinho. Aleluia”.
Dom Emanuele Bargellini
Monge Beneditino Camaldolense
Prior do Mosteiro da Transfiguração, Mogi das Cruzes/SP
Fonte: ZENIT

A força que vem de Deus

Publicado no dia 19/01/2011 | 14:40:02 

“Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-las e sairdes delas” (1 Cor 10, 13).
Nesse momento em que tantas pessoas estão enfrentando o luto, a dor e a privação de tudo em virtude dos desastres naturais, lembrei-me de duas profecias que recebemos do Senhor. Como a profecia também é comunicação de Deus para nós, ela carrega em si uma força que cria novas realidades nas nossas vidas. Espero que essas profecias venham como a força da ressurreição, com força devida nova sobre todos os que sofrem.
“Quando te resgatei o teu resgate foi completo e a minha graça sobre ti também foi completa, plena, para te dar forças e te revestir do meu Espírito, para poderes cumprir plenamente com o teu SIM, como quando revesti Maria com o meu Espírito. Quero que creias no meu amor profundo por ti, na minha eleição e escolha.”
“Quero que sejas profeta da esperança e da bênção. Não te desespera, não deixa o desânimo tomar conta de ti, tira os olhos das dificuldades e coloca-os em mim. Farei com a tua casa como fiz na casa da viúva de Sarepta (cf. 1Reis 17, 7-16). Retirarás todos os dias da minha provisão e da minha multiplicação o necessário para o pão de cada dia. Nunca faltará provisão para o alimento, para o amor, a paciência, a alegria, o perdão, a coragem , seja o que for que estiveres precisando. Retira da fonte de subsistência que sou Eu. É só pedires e nada te faltará.Pede,porém, e profetisa no começo como será o fim. Profetisa tendo como perspectiva o meu amor poderoso que tudo vence, tudo resgata, tudo restaura.”
Nessas profecias, o Senhor está nos pedindo para confiarmos no seu amor nunca nos abandona, para confiarmos na sua providência e darmos testemunho de nossa fé nele, sendo profetas da esperança dentro das nossas casas e para todos os que estão ao nosso redor. Acreditemos também na Palavra de Deus que nos diz que teremos força para enfrentar tudo o que for necessário. Lembremos que a consolação do Espírito Santo é a força plena e completa do amor de Deus operando em nossas vidas.
Colabore com os atingidos pela enxurrada
Atendendo ao apelo dos coordenadores estaduais da RCC da região, pensamos em uma campanha: vamos arrecadar mantimentos, produtos de limpeza, água, cobertores e roupas com nossos familiares, companheiros de Grupo de Oração, colegas de trabalho, amigos e levá-los ao Encontro Nacional de Formação, que ocorre de 26 a 30 de janeiro, em Lorena/SP.
Coloquemos em prática nossa caridade fraterna e ajudemos aqueles que mais precisam de nós neste momento.


http://www.rccbrasil.org.br/noticia.php?noticia=6532
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