O Anticristo não se dará a conhecer como tal. Do contrário, poucos haveriam de segui-lo. Como, então, ele arrebanhará seguidores nesta nova época da história?
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| A tentação de Cristo pelo demônio, por Félix-Joseph Barrias. |
Durante a última semana do ano eclesiástico, a Liturgia da Igreja dirige o nosso olhar para o juízo final e os sinais que o acompanharão. No Fim dos Tempos, ensina o Catecismo da Igreja Católica, o Anticristo logrará enganar a muitos, instaurando uma falsa religião em que o homem, fazendo-se Deus, pensará ter encontrado a solução para todos os males desta vida, embora à custa da verdade salvífica do Deus que se fez homem.
Nesta nova matéria, o Venerável Fulton Sheen descreve-nos, com visão quase profética e muitíssimo atual, como será essa derradeira e não tão distante impostura religiosa.
O texto que tornamos disponível abaixo é uma versão reduzida e adaptada de um sermão pregado por Fulton Sheen, via rádio, em 1947. O texto completo desta pregação se encontra logo a seguir, no decorrer da matéria.
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O novo momento histórico em que estamos entrando poder-se-ia chamar o período religioso da história humana. Por “religioso”, contudo, não queremos dizer que os homens se voltarão para Deus, senão que, pelo contrário, a indiferença ao absoluto, traço distintivo do período liberal da civilização, dará lugar a uma busca apaixonada por outro absoluto. De agora em diante, lutar-se-á não mais por colônias e direitos nacionais, mas por almas. Não haverá espadas meio embainhadas, lealdades pela metade nem vagas reivindicações de uma ingênua tolerância. Não haverá sequer grandes heresias, já que elas pressupõem alguma aceitação, ainda que parcial, da verdade.
